Blog - Daniela Alves

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La policía infiltrada

Escrito por Daniela Alves em Agosto 9, 2008

Por Manuel Fuentes Muñiz*

México, DF, 5 agosto 08 (CIMAC).- Es innegable la crisis que viven las policías federales y locales y el incremento de falta de seguridad a la población. Las reestructuraciones y cambios de personal generalizados son la confesión de la ineficacia de esas instituciones. 

En el Distrito Federal la reciente salida de los dos funcionarios más importantes  en materia de prevención y persecución de delitos, con motivo de los sucesos de la discoteca New’s Divine, y la reestructuración de la PGR, ante la incapacidad de enfrentar al narcotráfico, son ejemplo de ello.

El secuestro y asesinato cobarde del joven Fernando Martí ha provocado una condena generalizada, sobre todo por la posible participación de elementos policíacos en este tipo de actos.

La gente ahora se pregunta: ¿cómo confiar en las policías si éstas se encuentran infiltradas de delincuentes? La tradicional corrupción sumada a su ineficacia ha provocado la intervención del Ejército en funciones que no le corresponden, pero a pesar de su intervención, no se ha logrado la respuesta esperada. 

Por el contrario, ha habido atropellos y acciones que han afectado los derechos humanos de las personas donde el Ejército ha desarrollado sus acciones. Las detenciones y asesinatos a mansalva en los retenes son una muestra de acciones improvisadas y arbitrarias que evidencian su incapacidad.

Las policías municipales y estatales son una lástima. No tienen ni la preparación, personal, ni armamento requerido; la triste figura del policía con su rifle viejo se puede observar en todo el país, incluso en la Ciudad de México.

Es evidente que la legislación está muy atrasada en esta materia. No hay manera de llevar a cabo una adecuada coordinación porque las leyes y reglamentos lo impiden y los recursos económicos para llevarla a cabo son insuficientes.

Sufrimos una delincuencia organizada de primer mundo que hace de las suyas y una policía de tercer mundo que no sabe qué hacer. Leia o resto deste post »

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ONU associa-se à Serra Leoa para combater abusos sexuais

Escrito por Daniela Alves em Agosto 3, 2008

A Missão das Nações Unidas na Serra Leoa juntou-se à Polícia Serraleonesa (SLP) para combater as agressões e a exploração sexuais, a violência doméstica, as agressões físicas e outras perpetradas contra as crianças no seio da sociedade.

De acordo com o inspetor Ibrahim M.F.Samurah, diretor do serviço de Imprensa da Polícia, mais de 200 membros do pessoal, homens e mulheres, estão atualmente formados neste sentido no quadro de uma oficina de três dias organizado em Freetown, a capital.

Segundo ele, esta formação visa reforçar as capacidades nacionais e contribuir para a campanha contra os atos de violências ligados ao sexo, particularmente as violências contra as meninas e as mulheres, que são frequentes na Serra Leoa.

“Este projeto é parte integrante de uma iniciativa para a reforma do setor de segurança liderada pelas Nações Unidas e levada a cabo por diferentes países do globo”, indicou o inspetor Samurah.

De acordo com um comunicado da ONU, “a Unidade de Disciplina e Conduta em colaboração com a Gender Adviser e a Seção da Polícia das Nações Unidas do Gabinete Integrado das Nações Unidas na Serra Leoa (UNIOSIL) finalizaram os módulos de formação e a estratégia para a integração do gênero e a política de tolerância zero a respeito da exploração e abusos sexuais para a Polícia Serraleonesa”.

“A estratégia foi aceite pela Polícia Serraleonesa (SLP) em Junho de 2008, a primeira na região oeste-africana”, de acordo com a ONU.

O projeto responde a um pedido da Unidade de Apoio às Famílias da SLP a favor da formação de oficiais e pessoal da Polícia em prevenção contra a exploração sexual, os abusos sexuais e o assédio sexual.

Esta formação, financiada pelo FNUAP (o Fundo das Nações Unidas para a População) deverá reforçar as capacidades da SLP para fazer face aos incidentes ligados às agressões sexuais, à violência doméstica, às agressões físicas e outras violações contra as crianças.

Fonte: PanaPress. A Perspectiva Africana.

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SESI inicia programa de enfrentamento às redes de exploração sexual

Escrito por Daniela Alves em Junho 30, 2008

Com 50 inscritos, cursos profissionalizantes marcam a implantação de iniciativa que oferece oportunidade de profissionalização e encaminhamento para o mercado de trabalho
 
 
    O Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI), por meio do SESI/CE, dá início nessa segunda-feira (30/6), às 14 horas, no SESI da Parangaba, ao Programa de Profissionalização de Jovens e Adolescentes em Situação de Exploração Sexual, que busca contribuir com o êxito das políticas públicas e oferecer uma alternativa a jovens vitimados entre 16 e 21 anos. Nesse dia, será realizada a aula inaugural - para 50 jovens inscritos - dos cursos de “Criação & Moda” e “Produção de Eventos”, a serem ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI/CE).
 Fortaleza será a primeira capital a implantar o programa, seguida por Recife, Natal e Belém. O projeto piloto foi desenvolvido a partir de pesquisa nacional (PESTRAF 2002), que aponta mais de 900 municípios brasileiros atingidos por redes de exploração e tráfico de pessoas. Revela, ainda, que a pobreza é o fator preponderante deste fenômeno e que há carência de ações estruturais voltadas a esse público.
 
    Com base na pesquisa, foi desenvolvido um programa de formação profissional com encaminhamento para emprego e/ou autogestão, como alternativa concreta de sobrevivência digna a jovens e adolescentes vítimas de exploração sexual comercial. A integração desse programa a outras iniciativas sociais permitirá envolver os familiares no processo de mudança, de modo a identificar um conjunto de alternativas para a adequação de suas rotas de vida. A sensibilização profissional, a formação e oportunidade de inserção no mercado de trabalho para esses jovens estarão aliadas a um leque de atividades capazes de mobilizar a atenção e o comprometimento do público envolvido. Como diferencial, o programa inclui formação básica continuada e disciplinas transversais que abordam direitos fundamentais e cidadania e, ainda, módulos de incentivo ao cooperativismo e ou autogestão.
 
    Adolescentes que se encontram na rede de exploração sexual comercial têm uma história pontuada por situações de privação e violência. A estratégia do projeto se alicerça em interferir nas condições subjetivas que constituem o modo de ser, pensar e agir desses adolescentes e suas condições de vida, incluindo situação de renda familiar, moradia e acesso à escola e à saúde, dentre outros direitos básicos. Assim, constitui-se uma rede de oportunidades formada por agentes sociais comunitários (de instituições sociais como Funci, Sociedade da Redenção, Aproce e Convida), agentes sociais públicos, setores industriais, comerciais e a rede de serviços, como forma de dar sustentação aos objetivos dos projetos. Leia o resto deste post »

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Exploração Sexual

Escrito por Daniela Alves em Junho 30, 2008

Para a promotora da Vara da Infância e Adolescência, Jacqueline de Faria Batista Magnavita, os crimes já aconteciam, mas só agora as autoridades começaram a tomar conhecimento

De acordo com a promotora da Vara da Infância e Adolescência, Jacqueline de Faria Batista Magnavita, houve um aumento nas denúncias de violência e exploração sexual infanto-juvenil em Porto Seguro. A promotora atribui à divulgação do telefone para denúncias Disque 100.

“Foi uma ferramenta que facilita que as autoridades saibam dos casos. Teve um trabalho de divulgação do Dique 100, com cartazes em pontos estratégicos e o diferencial é que a pessoa não precisa se identificar. Existem os casos em que a rua não existe, mas na maioria dos casos tem ajudado muito”, declara. Para ela os casos não aumentaram, apenas a exploração já acontecia, mas não chegava ao conhecimento das autoridades.

Porto Seguro tem dois Conselhos Tutelares, para a promotora Jacqueline, apesar de ser um número não satisfatório, já ajuda, porque muitas denúncias chegam através de do conselho. “Para nós não importa de onde vem a denúncia, mas a grande maioria é através do Disque 100. Se comparado ao número de pessoas que vem aqui para falar do assunto, é quase inexistente”, salienta.

Além do Disque 100, as pessoas ainda têm como opções para denunciar maus tratos, violência e exploração contra menores como Conselho Tutelar, Promotoria de Justiça, Delegacia de Polícia e Polícia Militar. Quando uma denúncia é encaminhada às autoridades, é feita a investigação policial, para apurar os fatos e o resultado é encaminhado ao Ministério Público. Se tiver elementos suficientes, é continuado o processo, caso contrário, é arquivado. Quando foi lançada a Campanha de Combate à Violência Sexual Infanto-Juvenil pelo Ministério Público, em 2007, os municípios de maior incidência de violência contra menores eram Salvador, Feira de Santana, Eunápolis, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Camaçari, Lauro de Freitas, Jequié, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Vitória da Conquista, conforme o site do Ministério Público Estadual.

O trâmite do processo Leia o resto deste post »

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MPF recomenda que Net armazene registro de acesso de usuários por dois anos

Escrito por Daniela Alves em Junho 30, 2008

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a Net armazene os logs de acesso, registros de uma conexão feita de um computador por um usuário, dos serviços Virtua e Vivax, por pelo menos dois anos.

O prazo atual de seis meses adotado pela empresa faz com que crimes, como de exploração sexual da criança e do adolescente, fiquem impunes. O MPF requisitou que a empresa se posicione em dez dias.

Segundo informações da Procuradoria da República em São Paulo, a recomendação foi feita para que os crimes cibernéticos possam ser apurados sem perder dados necessários à investigação. Para o procurador da República Marcio Schusterschitz, autor da recomendação, é fundamental a empresa guardar os logs de acesso para que as investigações de crimes cibernéticos não sejam interrompidas por não se saber quem é o usuário que os cometeu.

“Por exemplo, se em uma investigação um site informa o log de acesso de um internauta que guardava em sua página fotos de crianças ou adolescentes explorados sexualmente, se a Justiça demorar mais de seis meses para determinar que a empresa identifique de quem era o log de acesso, o mesmo já terá sumido, porque o provedor não o guarda por mais de seis meses”, explicou.

O procurador, que faz parte do Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos do MPF em São Paulo, ressalta que o fornecedor de serviços de Internet deve proteger a criança e o adolescente contra formas de exploração sexual que ocorrem na rede.

A Internet permite que pessoas utilizem identidades falsas ou se façam passar por crianças para aliciá-las com finalidades sexuais. “Por meio de ferramentas da web, os predadores sexuais exploram a inocência da criança ou do adolescente”, afirma o procurador.

O MPF já recomendou ao Google que informe o conteúdo de 3.261 álbuns de fotografia bloqueados por usuários denunciados pela ONG Safernet que contêm fotos de pornografia infantil. O assunto foi levado à CPI da Pedofilia, que quebrou o sigilo dos dados e a companhia os entregou.

Cinco provedores brasileiros – Uol, Terra, IG, Bol e Yahoo – também já receberam recomendação para que monitorem chats de crianças e adolescentes para evitar que possíveis pedófilos abusem de menores.

Fonte: Última Instância

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Mulher de 91 anos condenada por exploração sexual pode recorrer em liberdade

Escrito por Daniela Alves em Junho 24, 2008

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu o pedido de habeas-corpus de M.J.de S., 91 anos, de São Paulo, para que possa recorrer de sua condenação em liberdade. A idosa foi condenada a 10 anos de reclusão por submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual.

No habeas-corpus, a defesa da idosa alegou que é primária e possuidora de bons antecedentes, tendo se submetido ao curso da ação penal sem qualquer tumulto, “não raro antecipando-se a intimações, atendendo às determinações judiciais na medida em que permite a defesa de seus direitos”.

Durante o processo, M.J. de S. teve sua prisão temporária decretada, também a preventiva, mas, logo depois, foi revogada sob o argumento de que não havia elementos que permitissem a conclusão de que ela pretendia furtar-se à eventual e futura aplicação da lei penal ou de que fosse prejudicar a regular instrução do procedimento. Entretanto, após sua condenação, não lhe foi permitido recorrer em liberdade.

Para o relator, ministro Nilson Naves, a prisão é ilegal. Ele destacou que a idosa já vinha respondendo ao processo em liberdade, “quadro esse, como se vê, de ampla liberdade, apresentando-se-me, então, contraditório, aqui, o atual quadro, de prisão provisória, visto que tal prisão não se coaduna com a precedente ampla liberdade”.

Assim, o ministro votou para assegurar liberdade a M.J. de S. até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória e, de outro, para determinar o normal processamento de sua apelação. Os demais ministros da Turma acompanharam o seu voto.

Fonte: Imprensa STJ

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Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas vira personalidade jurídica internacional

Escrito por Daniela Alves em Maio 26, 2008

República Argentina, a República da Bolívia, a República Federativa do Brasil, a República do Chile, a República da Colômbia, a República do Equador, a República Cooperativista da Guiana, a República do Paraguai, a República do Peru, a República do Suriname, a República Oriental do Uruguai e a República Bolivariana da Venezuela, são os 12 países que constituíram oficialmente a Unasul em Brasília (DF), Brasil.

Preâmbulo.: . Apoiadas na história compartilhada e solidária de nossas nações, multiétnicas, plurilíngües e multiculturais, que lutaram pela emancipação e unidade sul-americanas, honrando o pensamento daqueles que forjaram nossa independência e liberdade em favor dessa união e da construção de um futuro comum | . Inspiradas nas Declarações de Cusco (8 de dezembro de 2004), Brasília (30 de setembro de 2005) e Cochabamba (9 de dezembro de 2006) | . Afirmando sua determinação de construir uma identidade e cidadania sul-americanas e desenvolver um espaço regional integrado no âmbito político, econômico, social, cultural, ambiental, energético e de infra-estrutura, para contribuir para o fortalecimento da unidade da América Latina e Caribe | . Convencidas de que a integração e a união sul-americanas são necessárias para avançar rumo ao desenvolvimento sustentável e o bem-estar de nossos povos, assim como para contribuir para resolver os problemas que ainda afetam a região, como a pobreza, a exclusão e a desigualdade social persistentes | . Seguras de que a integração é um passo decisivo rumo ao fortalecimento do multilateralismo e à vigência do direito nas relações internacionais para alcançar um mundo multipolar, equilibrado e justo no qual prevaleça a igualdade soberana dos Estados e uma cultura de paz em um mundo livre de armas nucleares e de destruição em massa | . Ratificando que tanto a integração quanto a união sul-americanas fundam-se nos princípios basilares de: irrestrito respeito à soberania, integridade e inviolabilidade territorial dos Estados; autodeterminação dos povos; solidariedade; cooperação; paz; democracia, participação cidadã e pluralismo; direitos humanos universais, indivisíveis e interdependentes; redução das assimetrias e harmonia com a natureza para um desenvolvimento sustentável | . Entendendo que a integração sul-americana deve ser alcançada através de um processo inovador, que inclua todas as conquistas e avanços obtidos pelo Mercosul e pela CAN, assim como a experiência de Chile, Guiana e Suriname, indo além da convergência desses processos | . Conscientes de que esse processo de construção da integração e da união sul-americanas é ambicioso em seus objetivos estratégicos, que deverá ser flexível e gradual em sua implementação, assegurando que cada Estado assuma os compromissos segundo sua realidade | . Ratificando que a plena vigência das instituições democráticas e o respeito irrestrito aos direitos humanos são condições essenciais para a construção de um futuro comum de paz e prosperidade econômica e social e o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Membros.

Artigo 1: Constituição da Unasul - Os Estados Partes do presente Tratado decidem constituir a União de Nações Sul-americanas (Unasul) como uma organização dotada de personalidade jurídica internacional. Leia o resto deste post »

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Quem devia proteger, é quem mais agride

Escrito por Daniela Alves em Maio 23, 2008

Pais, padastros, amigos da família e vizinhos são os principais responsáveis pela violência contra crianças e adolescentes. A informação foi repassada pelo Programa Sentinela, que atende vítimas de abuso e exploração sexual em Laranjeiras do Sul. A principal preocupação da equipe é que os casos estão crescendo a cada dia e se a sociedade não fizer nada, a tendência é piorar.

Do ano passado até o início deste ano, houve 14 casos de violência física, 22 casos de violência sexual, 51 casos de violência psicológica, 24 casos de negligência e 2 casos de exploração sexual. Destes, 41 são meninos, mas a maioria é menina: 77.

O pior, é que cada caso de violência não vem sozinho. Junto, há a violência psicológica. “O abuso sexual não se caracteriza apenas pela penetração. Mostrar revista pornográfica, passar a mão, seduzir e a erotização também abalam e agridem a criança”, afirma a assistente social Simone Aparecida Ribeiro, que atende no Programa Sentinela.

Outro problema enfrentado no combate à violência é a falta de denúncia por vergonha, medo ou culpa. “O que aparece é somente a ponta do iceberg. Em Laranjeiras, a maioria dos casos não são denunciados”, afirma Simone. Para reduzir o índice, a orientação é perceber os sintomas mostrados no comportamento e corpo da criança e denunciar. “Não adianta perguntar para a criança, porque na cabecinha dela, está tudo certo. Ela não fala porque o agressor sempre a está ameaçando”, avalia a pedagoga Aline Zattera.

Escolas precisam denunciar
As escolas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das crianças, com a redução da violência. A orientação dos profissionais que atendem a vítima é que encaminhe os casos ao Programa Sentinela para acompanhamento e orientação de toda a família. “O professor está diariamente em contato com a criança. É na escola que a criança passa a maior parte do tempo”, justifica Aline.

Caso o professor perceba manchas no corpo da criança, a dica é procurar o Conselho Tutelar, que encaminha o caso ao Sentinela. A mudança de comportamento em uma criança que sempre foi quieta e de repente aparece agressiva também pode ser sintoma do abuso sofrido em casa. “Muitas vezes, o professor chega para passar a mão e a criança já se retrai”, lembra a pedagoga.

Cultura machista favorece a violência
O comportamento da filha em alguns casos repete o padrão vivido pela mãe, em casa, sob a cultura machista e autoritária do homem da casa. “Se o pai vê a mulher como objeto, com certeza tratará a filha da mesma forma”, avalia a assistente social Simone.

O caso mais recente e comentado é do austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha Elisabeth trancada em um porão durante 24 anos, além de tê-la estuprado sistematicamente, tendo com ela sete filhos. “Na cultura machista, o pai quer ser o primeiro homem de sua filha, já que alguém irá ‘usar’ ela um dia”.

Segundo o Programa Sentinela, há muitos casos de famílias incestuosas. “As mães sabem e não fazem nada. Quando os filhos crescem, vira um círculo vicioso”, lamenta Simone. Parafraseando poetas da educação, “por isso é importante educar as crianças hoje para não precisar punir os adultos de amanhã”.

Fatores de risco
O ambiente familiar constitui o principal contexto no qual as crianças e adolescentes foram abusados sexualmente. Entre os principais fatores de risco estão a presença de padrasto na família, abuso de álcool ou drogas, desemprego, mãe passiva ou ausente, pais desocupados e cuidando dos filhos por longos períodos de tempo e dificuldades econômicas.

Outro aspecto identificado nos casos analisados pelo Programa Sentinela foi a presença de outras formas de violência no contexto familiar, tais como, negligência e abusos psicológicos e físicos contra as crianças, bem como violência física conjugal. Além disso, a revelação do abuso sexual demonstrou modificar a relação familiar, apontando o rompimento das relações conjugais ou o afastamento da criança do convívio com os familiares.

Presos em Laranjeiras do Sul

Os crimes de estrupro, abuso e atentado violento ao pudor registrados na 2ª Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul envolvem não somente meninas, mas também meninos e mulheres adultas. Apesar da informação de que os casos estão crescendo, o número de culpados e punidos pelo crime está diminuindo. De 2007 para 2006, são menos presos. Em 2006 foram 11 pessoas. Em 2007 apenas nove. Já em 2008, sete pessoas foram presas até a última semana.

Um dos casos envolve o agricultor de Marquinho, Marcos Dirceu Marcondes, de 51 anos (foto). Segundo a vítima, Marcos Dirceu teria lhe ofertado R$ 5 para que a menina de 11 anos fosse com ele para um local escuro. Lá, ele passou a molestá-la e tentou tirar sua roupa e fazer sexo com a garota, salva pelo irmão de 12 anos que chamou sua mãe e os populares que estavam em uma festa comunitária.

ABUSO DEIXA RASTROS NO COMPORTAMENTO Leia o resto deste post »

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Site receberá denúncias de abuso

Escrito por Daniela Alves em Maio 23, 2008

O governo federal lançará em agosto um site para receber denúncias de abuso sexual infantil e para rastrear crimes cibernéticos. O anúncio foi feito ontem pelo secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que participou da solenidade de lançamento do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O projeto é uma parceria entre a secretaria, a Polícia Federal e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). “Vamos receber denúncias e teremos um sistema de rastreamento que vai nos permitir muito mais rapidamente acionar a Polícia Federal, o que era um dos problemas. As denúncias chegavam de várias partes, muitas vezes até duplicadas, e não nos davam a devida dimensão do problema no Brasil”, explicou a subsecretária da Criança e do Adolescente, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Carmem Oliveira.

Há três anos, o governo criou um serviço de discagem direta e gratuita em todos os Estados, o Disque 100, como uma ferramenta importante no combate à exploração sexual. O volume de chamadas diárias recebidas passou de 170 para 2 mil, das quais 90% se confirmam como denúncias efetivas. “Queremos reforçar o compromisso com a erradicação desse problema no País”, afirmou Paulo Vannuchi.

RECONHECIMENTO

A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie Pierre Poirier, disse que iniciativas como essa refletem a determinação do governo brasileiro em acabar com a impunidade nos casos de exploração sexual. E esse foi um dos motivos, segundo ela, para o País ser escolhido como sede do congresso mundial, que será realizado de 25 a 28 de novembro e reunirá 3 mil pessoas.
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Esclavitud cero

Escrito por Daniela Alves em Maio 23, 2008

http://groups.google.com/group/esclavitud-cero?hl=es

Estimados/as amigos/as:

Frente al rápido desarrollo de la trata de personas en Argentina, tanto con fines de explotación sexual como laboral, la Fundación El Otro ha decidido comenzar un Programa integral para abordar el fenómeno de la trata de personas, denominado ESCLAVITUD CERO.

 

El Programa Esclavitud Cero:

Fomenta la toma de conciencia respecto a esta forma moderna de esclavitud; fortalece institucionalmente tanto a la sociedad civil como al Estado para hacer frente a este flagelo; protege los derechos humanos de las víctimas mediante servicios de asistencia legal gratuitos; facilita la asistencia a las víctimas, mediante el fortalecimiento, la capacitación y el apoyo a las organizaciones que  estén en condiciones de brindarla, tanto en  la urgencia como en el trabajo de reinserción social de las personas tratadas en el mediano y largo plazo. 

 

Áreas de Trabajo

 

1)Información Pública y Prevención;

2)Fortalecimiento Institucional  (Capacitación; Asistencia Técnica e Investigación);

3)Asistencia a las Víctimas (Generación de Redes y apoyo a ONGs y al Estado para encarar la asistencia y reinserción de las víctimas de la trata de personas.

4)Área Legal y Documentación de Casos.

 

El Programa está trabajando en el área de asistencia técnica, capacitación e información pública y ha enviado solicitudes de fondos para la financiación de otras actividades específicas. 

 

¿Qué es la Fundación El Otro?

 

El Otro es una Fundación cuya misión es participar en la instalación de la equidad en la sociedad y promoverla

 

 

¿De qué forma?

 

1)Promoviendo la participación ciudadana en los asuntos públicos;

 

2) Promoviendo, facilitando y protegiendo el ejercicio de los derechos humanos;

 

3) Promoviendo la asunción de responsabilidades por parte del Estado y de la sociedad civil.

 

 

 

Creada en 1990, nuestra fundación cuenta con 16 años de experiencia en su trabajo con organizaciones de la sociedad civil, Estado, empresas, universidades y organizaciones educativas, en diversos programas que promueven la participación ciudadana, la responsabilidad social y la posibilidad –para todas las personas- de incluirse en las cadenas de creación de valor económico y social, y de ejercer integralmente sus derechos humanos.

 

Para mayor información ingresar en nuestra página web:

 

www.elotro.org.ar

 

Gracias por su interés en la temática de la TRATA DE PERSONAS. Trataremos de mantenerlos actualizados y de hacerles llegar todos las iniciativas y documentos nuevos que vayan apareciendo.

 

Con el objetivo de erradicar la trata de personas en Argentina, iniciamos este camino, en compañía de todos ustedes.

 

Un saludo fraterno y gracias por acompañarnos,

 

Mercedes Assorati

Coordinadora

Programa Esclavitud Cero

Fundación El Otro

 

TEL: (011) 4785-0291 (011) 15 5 513-4738

assorati@elotro.org.ar

assorati@gmail.com.ar

 

Publicado en: http://bettinabia.wordpress.com/2008/05/23/esclavitud-cero/

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