Blog – Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

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#Espanha: polícia detém 11 por exploração de mulheres

Publicado por Daniela Alves em março 20, 2012

A polícia espanhola disse que deteve 11 homens quando desmantelou duas gangues de proxenetas que forçaram mulheres jovens da Romênia a se prostituírem, ao mesmo tempo que as obrigavam a se casarem com comparsas de países extracomunitários, que assim adquiriam o direito de permanecer na UE.

Um comunicado divulgado nesta segunda-feira pela polícia espanhola disse que as duas gangues de cafetões atuavam nas cidades do sul e leste da Espanha, com centro das operações em Valência e ramificações em Portugal e na Alemanha. Um dos grupos era especializado em falsificar documentos para arrumar casamentos entre mulheres romenas e capangas que geralmente vinham da Nigéria. Isso permitia que os nigerianos, extracomunitários, obtivessem permissão de residência na UE.

A polícia disse que os cafetões recrutavam as mulheres na Romênia e retinham os passaportes das vítimas quando elas chegavam à Espanha. Ela eram obrigadas a trabalhar como prostitutas até “pagarem” as dívidas decorrentes da viagem à Espanha e estadia nos bordeis.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,espanha-policia-detem-11-por-exploracao-de-mulheres,850476,0.htm

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Hackers do Anonymous publicam endereços de IP de 190 pedófilos

Publicado por Daniela Alves em novembro 4, 2011

Membros do grupo ativista hacker Anonymous publicaram endereços de IP de 190 supostos pedófilos.

Para obter os dados, o Anonymous coletou informações de usuários do Tor, ferramenta com recursos que permitem navegar com mais privacidade na internet.

Ilustração Adams Carvalho

Segundo o grupo, os pedófilos entram em sites de pornografia infantil por meio de um “diretório secreto” acessível pelo Tor, invisível para usuários comuns.

A publicação dos 190 endereços de IP fazem parte da operação Darknet, conduzida pelo Anonymous contra a divulgação de materiais relacionados a pedofilia por meio de recursos para aumentar o anonimato.

O grupo também falou que um dos desenvolvedores do Tor opera um serviço que hospeda vários sites de pornografia infantil.

Os membros do Anonymous disseram ter contado com a ajuda de funcionários da Mozilla Foundation para criar uma extensão do Tor para o Firefox capaz de coletar dados dos usuários.

Justin Scott, gerente de produtos das extensões da Mozilla, disse ao site SecurityNewsDaily que nenhum funcionário da Mozilla foi contatado oficialmente por alguém do Anonymous, e que a extensão que os membros do Anonymous alegam ter sido certificada por funcionários da Mozilla não faz parte da loja de extensões do Firefox.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1001118-hackers-do-anonymous-publicam-enderecos-de-ip-de-190-pedofilos.shtml

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Após 50 horas de júri, médicos do Caso Kalume são condenados

Publicado por Daniela Alves em outubro 21, 2011

Uma espera de 25 anos teve fim por volta das 21h15 desta quinta-feira (20). O juiz Marco Montemor proferiu a sentença que condenou os médicos Pedro Henrique Masjuan Torrecillas, Mariano Fiore Júnior e Rui Noronha Sacramento, a 17 anos e seis meses de prisão.

Os três podem recorrer da sentença em liberdade, pois o juiz levantou em consideração que os médicos não tinham antecedentes criminais.

O juiz Marco Montemor começou a leitura dizendo. “Defino esse processo em apenas uma palavra: tragédia”. A sentença considerou que eles são médicos e que a profissão tem por objetivo salvar pacientes.

Um dos condenados, o médico Rui Sacramento desmaiou no início da leitura da sentença e passou mal depois. Uma ambulância ficou a postos para um eventual atendimento, que não foi necessário.

Eles foram considerados culpados pelas mortes de quatro pacientes no antigo Hospital Santa Isabel (atual Hospital Universitário), em 1986, ao retirar rins irregularmente das vítimas como parte de um suposto esquema de tráfico de órgãos humanos.

O VNews acompanhou todo o Julgamento do Caso Kalume com uma grande cobertura ininterrupta de todos os passos do Tribunal do Júri. Clique aqui e acompanhe todas as reportagens especiais e atualizações durante os 4 dias do julgamento.

O julgamento

O julgamento teve início na segunda-feira (17). Pontualmente as 9h30 foi realizado o sorteio dos componentes do júri. A defesa dos médicos utilizou todas as recusas a que tinha direito, ou seja, três por acusado. Então, 9 jurados foram recusados pela defesa. A promotoria recusou apenas um dos 35 jurados.

Após as recusas, o júri foi formado por 7 pessoas, sendo três homens e quatro mulheres. Quem conduz o julgamento foi o juiz Marco Antônio Montemor, da Vara do Júri de Taubaté. Ao lado esquerdo do magistrado ficou o promotor. À direita do juiz ficou o oficial de Justiça. Os acusados ficaram em frente aos jurados.

A acusação dos três médicos réus foi feita pelo promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho, que atualmente trabalha na Comarca de Itaquaquecetuba. Friggi é integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e foi designado pela Procuradoria Geral de Justiça por a história ter envolvido a questão do tráfico de órgãos e, consequentemente o crime organizado. O promotor assumiu o caso há apenas 30 dias antes do júri. Antes dele outros 2 promotores de Taubaté atuaram no Caso Kalume.

Os advogados João Romeu Correia Goffi, Romeu Carvalho Goffi e Sérgio Badaró foram os responsáveis pela defesa dos réus.

No primeiro dia de julgamento as testemunhas de acusação foram ouvidas. Já na terça-feira (18), foi a vez das testemunhas de defesa e o primeiro réu, doutor Rui Sacramento, falarem. No terceiro dia os demais réus, Mariano Fiore Júnior e Pedro Torrecillas foram ouvidos, além dos debates entre Promotoria e Defesa. No último dia do Tribunal do Júri foi a vez do uso da réplica e da tréplica. Logo em seguida, os jurados se reuniram, responderam a um questionários com 60 perguntas e decidiram o caso. O juiz Marco Montemor redigiu e leu a sentença, encerrando o Caso Kalume.

O caso

O médico Roosevelt Kalume foi o responsável por revelar o caso em 1987. Então diretor da mesma faculdade, o médico procurou o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para informar que um programa ilegal de retirada de rins de cadáveres para doação e transplantes acontecia sem o seu conhecimento e aval.

Na época, o assunto ficou conhecido nacionalmente e a imprensa o tratou como caso Kalume, em referência ao sobrenome do denunciante. O escândalo culminou com a abertura de inquérito policial em 1987 e até virou alvo em 2003 da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava a atuação de organizações criminosas atuantes no tráfico de órgãos no Brasil.

Os médicos foram absolvidos das acusações de tráfico de órgãos e eutanásia nos procedimentos administrativos e éticos do Cremesp, em 1988, e do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 1993. Além disso, o caso em Taubaté ajudou na discussão a respeito da elaboração da atual lei que trata sobre a regulamentação dos transplantes de órgãos no país até hoje. Segundo o CFM, a lei é a 9.434, de 1997.

Em 1993, Kalume chegou a publicar um livro sobre o caso. Para narrar os fatos, ele usou nomes diferentes dos personagens da vida real. “Transplante”, no entanto, deixou de ser publicado. Apesar disso, a obra também faz parte do processo contra os médicos.

Já em 1996, após quase dez anos de investigação, a Polícia Civil de Taubaté concluiu o inquérito que responsabilizou quatro médicos pelas mortes de quatro pacientes. Um dos acusados, o médico Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morreu em maio deste ano.

Veja o vídeo: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=106285

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Reunión de Mercosur en Bolivia condena trata de personas

Publicado por Daniela Alves em julho 7, 2011

La Paz, 7 jul (PL) Instituciones públicas y organizaciones no gubernamentales de países miembros del Mercado Común del Sur condenaron hoy aquí la trata de personas y promovieron una cruzada contra ese flagelo. Leia o resto deste post »

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Israel critica Suécia após denúncia sobre roubo de órgãos

Publicado por Daniela Alves em agosto 26, 2009

O ministro israelense das Relações Exteriores criticou nesta quinta-feira seu colega de Estocolmo por seu silêncio após a publicação de um artigo, em um jornal sueco, sobre o suposto roubo de órgãos de vítimas palestinas.

“É vergonhoso que o ministério sueco das Relações Exteriores se recuse a intervir contra um caso de incitação ao assassinato de judeus”, afirmou Avigdor Lieberman, de acordo com a imprensa israelense.

“Essa atitude lembra a da Suécia durante a Segunda Guerra Mundial. Também naquela época, ela se recusou a intervir contra o genocídio nazista”, acrescentou.

Lieberman reagiu assim à recusa do governo de Estocolmo em criticar um artigo da imprensa sueca acusando o Exército israelense de acobertar o tráfico de órgãos retirados de palestinos.

Segundo o artigo do tablóide sueco Aftonbladet, intitulado “Nossas crianças têm seus órgãos roubados”, o Exército israelense estaria envolvido no tráfico de órgãos retirados de palestinos mortos.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, enviou uma mensagem ao ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt, pedindo que seu governo “se dissocie publicamente” da divulgação do artigo. “As alegações do artigo não expressam uma crítica legítima, e são uma calúnia repugnante”, acrescentou Barak, declarando que pretende processar o jornal por difamação.

Israel está “profundamente decepcionado” depois que o ministério sueco das Relações Exteriores, por meio de sua embaixadora em Tel-Aviv, evitou denunciar esse artigo, considerado antissemita pelo governo israelense.

A diplomata sueca, Elisabet Borsiin Bonnier, disse que compartilha “o mal-estar dos representantes do governo, da imprensa e da opinão pública em Israel”, e “reprovou” o artigo, acrescentando que ele “choca e enoja tanto suecos quanto israelenses”.

Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID=167882

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Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana está entre os 100 mais votados no TOPBLOG

Publicado por Daniela Alves em julho 6, 2009

O BLOG DANIELA ALVES – BASE DE DADOS SOBRE O TRÁFICO DA VIDA HUMANA ESTÁ ENTRE 100 MAIS VISITADOS BLOGS, na categoria POLÍTICA – PROFISSIONAL.

Gostaria de agradecer a todos os leitores pelos acessos, e principalmente por multiplar as informações contidas neste Blog como contribuição a Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos.

Também gostaria de agradecer neste post a leitora deste Blog Lucimara  Archette por ter me incentivado a inscrever nosso Blog no concurso TOP BLOGs. Eu me refiro a “nosso blog” pois não considero este blog apenas meu, mas de todos aqueles que acessam e utilizam o Blog como forma de divulgar a problemática do Tráfico de Seres Humanos.

A votação popular será realizada até 11/08/2009, após essa data os Blogs serão analisados por um Juri Acadêmico.

Um Grande Abraço a Todos,

Daniela Alves

TOPBLOG

“Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos transformá-la.”
Bertolt Brecht (1898 – 1956 / Dramaturgo Alemão)

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Ministério oferece cartilha e disque-denúncia contra exploração sexual em destinos turísticos

Publicado por Daniela Alves em fevereiro 8, 2009

O turismo no Brasil vem apresentando números positivos, segundo a Organização Mundial do Turismo – OMT. De 2,9 milhões de turistas em 1997, o Brasil passou a receber 5 milhões em 2007, obtendo um crescimento de 72,42%. E de US$ 1,1 bilhão em 1997, a receita cambial turística passou a US$ 5 bilhões em 2007.

Porém, com o crescimento econômico do país, que consequentemente dá visibilidade ao mercado turístico, infelizmente surge também uma demanda para o turismo com motivação sexual infanto-juvenil.

Destacado na mídia nos últimos 15 anos, esse crime ocorre em várias destinações turísticas e até mesmo em lugares que não possuem uma real infra-estrutura para o turismo. Vale salientar que essa prática não é uma modalidade turística, portanto, não é correto utilizar o termo “turismo sexual”.

O turismo com motivação sexual infanto-juvenil pode ser definido como o deslocamento de pessoas com o objetivo de explorar sexualmente crianças e adolescentes. Viajantes envolvidos com essa prática, normalmente, deslocam-se de áreas desenvolvidas para áreas em desenvolvimento, em busca de anonimato e de crianças e adolescentes disponíveis para esse fim.

Perfil

Uma visão errada que se tem é a de que todo praticante de turismo com motivação sexual infanto-juvenil é um homem de meia-idade ou idoso quando, na verdade, turistas jovens vêm sendo conhecidos também por viajarem com a intenção de abusar sexualmente de crianças.

Os praticantes do turismo com motivação sexual infanto-juvenil não possuem um perfil definido. Podem ser viajantes domésticos ou turistas internacionais e, normalmente, envolvem o uso de acomodação, transporte e outros serviços relacionados ao turismo, que podem facilitar o contato com as crianças e permitir ao criminoso permanecer integrado com a população e o ambiente.

O crime pode ocorrer em diversos locais, desde bordéis no subúrbio e áreas rurais, até praias ou hotéis cinco estrelas em áreas urbanas. O turista com motivação sexual advém de todas as classes sociais e estados civis: eles podem ser casados ou solteiros; homem ou mulher; turistas milionários ou mochileiros; e podem estar perto ou longe da vítima.

Alguns já viajam com esse propósito, no entanto, a maioria são abusadores situacionais, que normalmente não têm preferência sexual por crianças, mas se aproveitam da situação ao perceberem que algumas delas estão disponíveis para esse fim e decidem experimentar a oportunidade de interagir sexualmente com uma criança ou adolescente.

Para evitar esta prática que tipo de prejudica tanto a vítima, quanto o destino turístico, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e Ministério do Turismo, dentro do programa federal Turismo Sustentável & Infância, lançaram uma cartilha e um site que visam oferecer orientação no combate ao chamado turismo com motivação sexual infanto-juvenil.

Além disso, denúncias podem ser feitas através do telefone de qualquer cidade do Brasil, basta discar o número 100 e a cartilha pode ser visualizada em

http://www.turismoeinfancia.com.br/files/cartilha.pdf


Fonte: Site Turismo Sustentável e Infância/Ministério do Turismo

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Violência e medo são cotidiano de vítimas da exploração sexual

Publicado por Daniela Alves em novembro 2, 2008

O silêncio das ruas de Campo Grande abafa a gravidade do crime de exploração sexual de crianças e adolescentes. Nesse universo cortinado, meninos e meninas são violentados, custeiam o consumo de drogas com a exploração de seus corpos, são ofertados em casas noturnas, recebem ameaças de traficantes, dormem de dia, em prédios abandonados, para escaparem da morte, que pode chegar no breu das noites. Um dos agravantes é a idade: parte dessas crianças conhece a violência das ruas com apenas cinco anos de vida. A assistente social Vânia Nogueira, coordenadora do projeto “Acelerando Passos” do IBISS/CO (Instituto Brasileiro Pró Sociedade Saudável), revela parte do cotidiano das vítimas infantis da exploração sexual. O projeto combate a violência sexual contra crianças e adolescentes, desenvolvendo estratégias como mapeamento dos lugares onde ocorre esse crime, abordagens às vítimas, realização de oficinas e ações conjuntas com a rede de proteção desse público.

Ir até as crianças e adolescentes explorados é ação imprescindível em razão da natureza do projeto. Essa ação possibilita à assistente social Vânia e à sua equipe conhecer o mundo das pequenas vítimas. Mas esse conhecimento não é tarefa fácil. A dificuldade inicial consiste em descobrir os adolescentes, por eles esconderem a idade e/ou por serem mantidos em lugares escusos de casas noturnas.

Apesar dessa dificuldade, o projeto consegue retirar parte do pesado véu que cobre o crime e identificar, nas ruas e casas noturnas da cidade, adolescentes sendo explorados sexualmente. Vânia conta que, nas últimas semanas, sua equipe identificou cinco adolescentes, entre 15 e 17 anos, vitimados pelo comércio do sexo: três foram descobertos em pontos e duas, em casas noturnas.

No entanto, essa forma de exploração – em que os adolescentes já estão nos lugares pré-considerados para fins do comércio do sexo – corresponde a um fio do emaranhado do crime. Meninos moradores de rua também podem ser sucumbidos a esse comércio. Em outros casos, os adolescentes são explorados sem deixar suas casas.

Sexo com crianças e adolescentes sempre se configura exploração e, por decorrência, crime. Mesmo quando não há a figura do cafetão, as crianças e os adolescentes continuam explorados. “Os exploradores são os clientes. Como adultos, eles devem ter consciência do ato”, explica a assistente social.

Vânia conta que as explorações de meninas e de meninos podem ocorrer de maneiras particulares. “Muitas meninas continuam tendo uma vida, de certa forma, normal: vão para a escola, têm suas amigas. O que muda é que começam a usar vestidos mais caros, sapatos… Então, vêem a exploração como algo positivo”, conta a assistente social. Esse comportamento pode provocar a errônea idéia de culpabilidade da própria vítima. “Não se pode esquecer que quem deve ter a consciência é o adulto”, reforça.

Os meninos, por sua vez, são violentados nas ruas. A maior parte das crianças e adolescentes, que moram nas ruas, é formada por meninos, de acordo com a assistente social. Iniciados por traficantes no consumo de drogas, esses meninos passam a ter a necessidade diária de dinheiro para o alívio da fome e do vício. O dinheiro provém de pequenos roubos, da mendicidade e da exploração sexual dos tenros corpos.

A Praça Ari Coelho está em meio à rede, traçada por histórico de violência doméstica, abandono do lar, consumo de drogas, narcotráfico e comércio sexual. Em apenas uma abordagem, a equipe do projeto constatou a presença de 12 meninos na praça. Parte deles abaixo da idade escolar. “Há crianças de 5 anos morando nas ruas”, conta Vânia. Introduzidas no consumo de drogas, essas crianças passam a ter a mesma necessidade dos meninos mais velhos de conseguirem dinheiro.

A morte é uma possibilidade no cotidiano desses meninos. Para afugentá-la, eles trocam o dia pela noite. A assistente social conta que, durante o dia, eles dormem em mocós (construções abandonadas) e se agrupam, sobretudo na praça Ari Coelho. “Eles tem medo de dormirem à noite e serem mortos”, diz Vânia. O medo das crianças e adolescentes moradores de rua emana dos traficantes.

Como dormem pelo dia, os meninos têm a noite para conseguirem dinheiro, comerem e consumirem drogas. E também para seguirem como vítimas do crime de exploração sexual.

Fonte: Midia Max

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Ferroviários voltam a denunciar trabalho escravo

Publicado por Daniela Alves em outubro 21, 2008

Apesar da ALL apenas terceirizar empresas para as obras nas ferrovias, trabalhadores querem responsabilizar a empresa por omissão
Foto: Divulgação

O Sindicato dos Ferroviários de Corumbá voltou a denunciar que os trabalhadores que estão nas obras da Ferronorte estão sendo submetidos a péssimas condições e atividade semelhante a de trabalho escravo. O sindicato enviou nota à imprensa desmentindo informações da América Latina Logística (ALL) de que os problemas relacionados a formas degradantes de trabalho teriam acabado.

Conforme o sindicato, 15 trabalhadores da cidade de Miranda foram deslocados para um ponto da ALL (Ferronorte), em Alto-Taquari e estão sendo obrigados a dormir em um ônibus sob péssimas condições, sem garantia de retorno e dependendo da boa vontade da empresa SC Metrovias (prestadora de serviços da ALL), que habitualmente tem aplicado o mesmo golpe em trabalhadores ferroviários.

Recentemente ocorreu situação semelhante com um grupo de dez trabalhadores de Miranda que após serem explorados foram abandonados sem receber um centavo, tendo que recorrer ao judiciário para receber minimamente os seus direitos, conforme o sindicato.

O Sindicato encaminhou denúncia ao Ministério Público do Trabalho e promoveu o ingresso de um grande número de ações de judiciais no sentido de tentar resguardar os interesses dos trabalhadores, mas, conforme a nota da categoria “nada disso tem sido suficiente para barrar a atitude abusiva e irresponsável da ALL de submeter trabalhadores a condições deploráveis (análogo a trabalho escravo) aplicando calote generalizado”.

Indignados, os trabalhadores questionam até quando a Ferrovia Novoeste/ALL vai “continuar financiando o roubo e a exploração de gente humilde que só quer trabalhar”.

Fonte: Capital News

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Lustosa: Brasil é referência mundial no combate à pedofilia

Publicado por Daniela Alves em outubro 21, 2008

Começa nesta segunda-feira (20), em Brasília, e segue até quarta-feira (22) a conferência preparatória para o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que ocorre em novembro no Rio de Janeiro. Organizado pela Secretaria de Direitos Humanos e com participação de cinco ministérios, o encontro deverá reunir cerca de três mil participantes de todo o mundo. A delegação brasileira deve ter 800 participantes, dentre os quais oito parlamentares – quatro da Câmara e quatro do Senado. Espera-se ainda a participação de 27 deputados estaduais, um de cada unidade da Federação.

Em entrevista à Agência Câmara, o presidente interino da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), acredita que o Brasil tenha sido escolhido para sediar o encontro “porque é muito rico em experiências”. Como exemplo, o deputado destaca que, recentemente, pela primeira vez no mundo, o Google promoveu a quebra de sigilo de seus usuários, a partir de negociação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, do Senado. Com isso, segundo ele, os parlamentares conseguiram mapear todos os participantes do Orkut que oferecem material relacionado à pedofilia. “Isso é referência no mundo, porque só nós conseguimos fazer, e a partir da atuação do Legislativo”, sustenta.

Agência Câmara - Quem são os oito parlamentares que vão participar do III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes?

Paulo Henrique Lustosa - Serão quatro parlamentares da Câmara e quatro do Senado. Vão participar pela Câmara a coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, deputada Maria do Rosário (PT-RS), eu, o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e a deputada Rita Camata (PMDB-ES). Os parlamentares do Senado, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) ficou de indicar. Ela certamente deve ir.

Agência Câmara - Na próxima semana, ocorre um conferência preparatória para o Congresso, com uma consulta pública sobre o tema. Como será essa consulta?

Lustosa - Essa conferência será organizada pela Secretaria de Direitos Humanos com participação do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, dos ministérios do Desenvolvimento Social e da Justiça, da Polícia Federal, do Ministério Público, da Defensoria Pública, para discutir os temas que as organizações brasileiras pretendem levar para o Congresso.

Agência Câmara - Os parlamentares já definiram uma pauta de participação no encontro?

Lustosa - Devemos discutir a harmonização legislativa, tanto do ponto de vista nacional quanto internacional; a experiência da CPMI de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes; a pedofilia e os crimes na internet, e conseguimos um espaço específico para um diálogo legislativo entre os parlamentares de todo o mundo.

Agência Câmara - Esse diálogo vai ser para tratar especificamente da harmonização da legislação? Leia o resto deste post »

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