Blog - Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

Arquivos para 'Tráfico de Mulheres' Categoria


La Prostitución, tema anónimo en la Revolución Bolivariana

Escrito por Daniela Alves em Agosto 9, 2008

A propósito del paquete de Leyes presentadas esta semana a la Asamblea Nacional, llama la atención como se siguen posponiendo cambios de vital importancia para superar las trabas históricas más anacrónicas que siguen llevando sobre sus hombros los sectores más excluidos de la Sociedad.

Mención especial merece el tema de la Prostitución, el cual, ha pasado debajo de la mesa, frente a la oleada de misiones sociales, reformas de leyes, cambios y creaciones de Ministerios que no han atacado el tema en cuestión. Agregando además la necesidad de que el Ministerio de Estado para asuntos de la Mujer, finalmente comience a ser portavoz de la problemática real de las mujeres venezolanas, especialmente las más pobres; y se pospongan los “espectáculos” para cuando ciertamente, hayan cambios significativos en materia de género que permitan una mayor inclusión de las mujeres, a la par de que se garanticen nuestros Derechos y garantías fundamentales.

Es obligatorio señalar en principio, un contundente rechazo ante una problemática que en resumidas cuentas, y en oposición a la tradicional y machista frase de “la profesión más antigua”, no es más que la forma de esclavitud y violencia de mayor data a la que hemos sido sometidas las mujeres en toda la historia de la Humanidad.

Sobre la Prostitución existen abiertas posturas a favor y en contra, por lo que ambas deben ser analizadas a profundidad, y se debe, particularmente tomar en cuenta, la opinión de ese sector social que se ha tornado casi invisible hasta ahora.

Hay que partir de que actualmente la pornografía representa una herramienta ideológica “fundamental” de las clases dominantes, pues una vez que el sexo se ha convertido en una mercancía, cuya materia prima es el cuerpo de la mujer, es necesario sostener un mercado negro en el cual esa necesidad, que se vende como premio al hombre, sea accesible, incluso, cuando se trata de saciar las más bajas y cruentas pasiones de cuanto enfermo sexual y social puja ésta degenerada sociedad en base a esas necesidades que crea la misma pornografía.

Muestra de ello es que muchas mujeres en la prostitución encuentran las más inimaginables formas de violencia y vejaciones, pues se trata de la puesta en práctica de unos valores, de una cultura, de unas necesidades, que perpetúan y fortalecen un sistema jerárquico de dominación en el cual la mujer es: inferior – objeto – sumisión.

Hay ejemplos extremadamente escandalosos que muestran en la pornografía mujeres siendo penetradas por animales (zoofilia), niñas y niños siendo violados y penetrados por un órgano sexual u objeto desproporcional a ellos (pedofilia), también un caso muy recordado en nuestro país y que tuvo seguramente sus ecos, como el de la botella en la vagina de la mujer, y otra serie de situaciones que han venido siendo denunciadas a nivel internacional como los “snuff” films, que consisten en la transmisión de un acto sexual real, en el cual el hombre busca saciar sus más íntimos y oscuros deseos, los cuales curiosamente están expresados en una brutal violencia “física” hacia la mujer, y dichos actos terminan finalmente con la muerte real de la mujer. Aquí se grafica claramente, que en esta sociedad la sexualidad es para el hombre y debe insistirse en esto: se traduce en una relación hombre – sujeto / mujer – objeto, y que además legitima y naturaliza la violencia y la inferioridad de la mujer.

Hay que seguir haciendo énfasis en el elemento ideológico, porque se trata de la ideología patriarcal agravada, es decir, la supremacía del hombre por encima de toda humanidad. Leia o resto deste post »

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Pesquisa radiografa situação cearense

Escrito por Daniela Alves em Agosto 3, 2008

A partir de 15 de agosto, a Federação Nacional das Trabalhadoras do Sexo (FNTS) vai desenvolver uma pesquisa sobre o tráfico internacional de mulheres do Ceará. O trabalho envolverá a Federação Nacional das Trabalhadoras do Sexo, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e a Associação das Prostitutas do Ceará (Aproce).

A presidente da FNTS, a cearense Rosalina Sampaio, que por 14 anos foi presidente da Aproce, explica que a atuação da federação é garantir direitos e cidadania para as prostitutas. “No entanto, temos consciência de que é preciso fortalecer essa luta contra o tráfico humano”, afirma a presidente.

Rosalina reconhece que a pesquisa encontrará obstáculos principalmente entre as mulheres que já foram vítimas do tráfico. “Nosso papel é saber como chegar perto, conversar, e aplicar a pesquisa com o máximo de cuidado. Para isso, não teremos horário definido”.

A pesquisa dará subsídios para o planejamento de combate ao tráfico internacional de seres humanos. “A partir dele, teremos dados concretos sobre a situação”. Rosalina explica que só existem informações não oficiais. O trabalho deverá ficar pronto até dezembro, quando será realizado um seminário de avaliação e apresentação dos dados.

Fonte: Diário do Nordeste

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Brasileira morta na Espanha é enterrada em Maceió

Escrito por Daniela Alves em Julho 9, 2008

O corpo da brasileira Luciene Maria da Silva, de 24 anos, encontrada morta há uma semana na Espanha, foi enterrado nesta segunda-feira (7) à tarde no cemitério de São José, em Maceió. A família da jovem contesta o laudo feito pela polícia espanhola, que aponta como causa da morte asfixia provocada por enforcamento, com suspeita de suicídio.

Segundo a mãe de Luciene, Maria José da Silva, a filha mantinha contato com a família e nunca deu sinais de depressão ou intenção de se matar. “Muito pelo contrário, minha filha era uma jovem linda, cheia de vida, muito querida por todos e com de planos pela frente, muitos sonhos para realizar”, afirmou.

Dona Maria ficou sabendo da morte de Luciene no último fim de semana. Segundo ela, pelas informações passadas por pessoas da boate em que a brasileira trabalhava como dançarina, Luciene foi encontrada morta dentro do quarto em que dormia, com um cordão atravessado no pescoço. A jovem teria sido levada com vida para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a mãe de Luciene, apesar da ajuda do Itamaraty, no translado do corpo de sua filha para o Brasil, todas as despesas teriam sido pagas pelo dono da boate. O caixão com o corpo da jovem - totalmente lacrado - chegou de madrugada no aeroporto internacional Zumbi dos Palmares e foi levado para a casa de sua mãe, no conjunto residencial Acauã, na periferia de Maceió.

O velório da jovem foi acompanhado por amigos, parentes e conhecidos de Luciene, que estava há cerca de um ano na Espanha, trabalhando para ajudar a mãe a criar uma filha de 9 anos. “Todo mês ela mandava um dinheiro para a filha; era 700 (reais), 800 (reais), um mil reais. Ela sempre mandava”, afirma a mãe de Luciene. Leia o resto deste post »

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Teatro: Varsóvia

Escrito por Daniela Alves em Julho 5, 2008

 

testroO espetáculo Varsóvia, premiado texto da argentina Patrícia Suárez, é encenado pela primeira vez no Brasil. A peça, dirigida por Guilherme Reis, foi contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz com o patrocínio da Petrobras e reúne as atrizes Bidô Galvão e Carmem Moretzsohn (foto).

A peça trata da questão do tráfico de mulheres de maneira muito criativa. No palco, ela apresenta o embate de duas mulheres, durante uma viagem de navio entre Europa e América do Sul, mais especificamente, entre a Polônia e a Argentina.

Na trama estão duas mulheres que vivem situações bastante diferentes. Uma delas, Rachel, é judia e vem para se “casar” com seu noivo. A outra, Manon, supostamente irmã deste noivo, já vive na Argentina e está encarregada de acompanhar a jovem, sob as ordens do irmão. Durante o trajeto, as duas mulheres comentam as circunstâncias de suas vida e falam até de moda, gerando um universo feminino que encobre a rivalidade latente e uma compaixão que logo se converterá em desprezo.

Num palco coberto por água, emergem duas espreguiçadeiras onde as atrizes Bidô Galvão e Carmem Moretzsohn contracenam. Ali acontece uma batalha pelo coração de um homem que, aos poucos, saberemos se tratar de um negociante de mulheres.

Ficha técnica:
Texto: Patrícia Suarez
Tradução: Guilherme Reis e Carmem Moretzsohn
Elenco: Bidô Galvão e Carmem Moretzsohn
Direção: Guilherme Reis
Iluminação e Vídeo: Dalton Camargos
Figurinos: Maria Carmen de Souza

Foto:Dalton Camargos

 
 Informações  

 

Local: Espaço Cena (INFORMAÇÕES)
Preço(s): R$ 20,00.
Data(s): até 13 de julho.
Horário(s): quinta a sábado, 21h; domingos, 18h.
Observações: Classificação: 14 anos

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Triple “T”,Tenancingo, Tapachula y Tijuana, ruta del tráfico sexual

Escrito por Daniela Alves em Junho 25, 2008

Tenancingo, Tapachula, Tijuana, son los principales puntos de trata de personas con fines sexuales; sin embargo, ciudades turísticas como Acapulco y Cancún no están exentas de este delito.

“A las chavas las traían y las siguen trayendo de Guadalajara, San Luis Potosí, Veracruz, Oaxaca, del DF, de aquí de Puebla y de Chiapas, no me acuerdo del municipio. Chiapas y Chihuahua es donde las vendían y las compraban los güeyes, o las compran. Por una vieja un cabrón pagaba cinco mil varos, pagaban hasta 10 mil por dos o tres pinches chavas”. Testimonio de un traficante de mujeres.

En Tenancingo, Tlaxcala, por ejemplo, los niños no quieren ser doctores, astronautas o bomberos. Allí el único deseo entre ellos es el ejemplo que les dan los mayores: “Cuando sea grande voy a ser padrote, como mi hermano o mi tío”, dicen los menores, según explica Federico Pöhls, director del Centro Fray Julián Garcés.

Y estas redes tienen una ruta muy específica: del Distrito Federal a Veracruz, de Veracruz a Puebla, de Puebla a Tlaxcala, de Tlaxcala otra vez al DF y de la capital a Morelia, pasando por Celaya. Sin embargo, en la zona norte se encuentra el corredor Tijuana, que va hasta el condado norte de San Diego.

“Desde chavillas, haz de cuenta de unos diez años, las empiezan a tener, hasta que tienen 15 ó 16 años, hasta desde 14 les daban fuego; te digo, cinco o diez varos, depende cómo estuviera la chava, pero no pasaba de diez que te las vendían”, cuenta el tratante en el libro “Un grito silencioso”, editado por la Universidad de Tlaxcala y el Centro Fray Julián Garcés.

“¿Por qué Tlaxcala?”, se le pregunta a Federico Pöhls. “No hay una razón en específico. Se pueden hacer todas las hipótesis que se quieran. Quizás porque está entre el Distrito Federal y Puebla, que es un lugar muy pequeño que no figura para nada en la escena nacional. Tlaxcala no tiene mayor representatividad en el conjunto, por eso mismo es la hipótesis de que nadie voltea para acá, que haya ojos encima de Tlaxcala y porque está en medio de las dos grandes ciudades: Puebla y el DF, puede ser un muy buen escenario intermedio”, explica.

Y dentro de este estado, ubica a Tenancingo, ciudad que, según el portal del gobierno de Tlaxcala, cuenta entre sus ramas más productivas a la industria manufacturera, seguida del comercio (no específica cuál) y en tercer lugar se encuentran la agricultura y ganadería. “Como sospecha, la trata de personas con fines sexuales es algo culturalmente tolerado en la comunidad”, cuenta el dirigente de la ONG.

Con un número cercano a los 10 mil habitantes, Tenancingo se ha convertido en uno de los principales importadores de mujeres esclavizadas para fines sexuales. No todas son del lugar. Leia o resto deste post »

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Campanha contra tráfico de mulheres

Escrito por Daniela Alves em Maio 27, 2008

Assim como ocorreu com a Copa do Mundo em 2006, a Eurocopa também é motivo de preocupação para associações de defesa da mulher. Elas acreditam que uma boa parte dos torcedores não quer apenas assistir ao futebol, mas também usufruir de serviços oferecidos pelas profissionais do sexo entre um jogo e outro nas ruas da Suíça ou da Áustria. (…)

De qualquer maneira, uma dessas associações quer veicular na mídia um vídeo para sensibilizar contra um problema considerado por elas cada vez mais grave: o número crescente de meninas e jovens mulheres que são “importadas” de países em desenvolvimento na África, América Latina e Europa do leste para suprir a demanda em países desenvolvidos, como a Suíça.

Assista o vídeo da campanha no blog oficial da Eurocopa: http://euro2008.swissinfo.ch/por/blog_fun/?p=177

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PRIMER CONGRESO LATINOAMERICANO SOBRE TRATA Y TRÁFICO

Escrito por Daniela Alves em Maio 26, 2008

A data do “Primer Congreso sobre Trata y Tráfico de Personas” se aproxima… Como já postado neste blog, o congresso será realizado entre os dias 4-6 de junho. Aproveito este post para publicar o resumo de um trabalho que também será apresentado no congresso e que por sua qualidade (já comprovada, tendo sido aprovada para participar deste congresso) deve ser publicado neste blog para apreciação dos leitores!! Desde Já agradeço à Nathalia Justo pela autorização em publicar seu resumo neste blog!

Para mais informações sobre o Congresso, e como acompanhá-lo ao vivo mesmo não podendo ir à Argentina, acesse o site: http://congresotrata2008.wordpress.com

 

Mesa Temática 3: trata y prostitución

Tráfico de mulheres e demanda: o estereótipo da mulher brasileira e os valores sobre a prostituição

Nathalia Justo

E-mail: justonathalia@gmail.com

O tráfico de pessoas é uma forma de coisificação da pessoa humana na qual as pessoas são vistas como objetos com capacidade de proporcionar lucros. Sendo um comércio, pode-se pensar o tráfico a partir da oferta e da demanda. Tal demanda se estabelece não somente por meio dos recursos que possui, mas também por ser uma demanda que pede por determinado tipo de mercadoria. Há uma construção, proveniente do colonialismo europeu, da latino-americana. O pensamento de que havia delícias paradisíacas a serem desfrutadas aqui e de que não havia pecado ao sul do Equador, foi determinante em muitos aspectos de como a colonização foi realizada. As brasileiras sofrem especialmente por conta deste estereótipo. Na negociação do Protocolo de Palermo, surgiram dois grupos que defenderam posições opostas quanto à natureza da prostituição e, portanto, quanto à definição de tráfico e de como ele deve ser enfrentado. Enquanto a Coalition Against Trafficking in Woman (CATW) defendeu considerar a prostituição a pior instituição do patriarcalismo, sendo esta sempre uma exploração do feminino pelo masculino, a Human Rights Caucus (HRC) defendeu que o tráfico deve ser considerado, sobretudo, exploração de trabalho, qualquer seja sua natureza, pensando a prostituição um trabalho de partes do corpo sexualizadas. Estas visões diferentes levam à políticas diferentes de enfrentamento ao tráfico. O trabalho visa comparar as propostas de políticas de enfrentamento ao tráfico de pessoas que surgem destas duas visões que se têm da prostituição e como elas tem efeito no estereótipo da mulher brasileira. Ele visa discutir se este estereótipo é um marketing para que mulheres brasileiras tenham mercado para seu produto, ou se ele é o responsável para que explorações sejam cometidas contra as brasileiras, principalmente de natureza sexual.

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Eurocopa 2008: prostituição não deve aumentar

Escrito por Daniela Alves em Maio 22, 2008

Notícia enviada por um leitor do blog: http://blogdanielaalves.wordpress.com/2008/03/10/comeca-campanha-contra-trafico-de-mulheres-na-eurocopa/#comment-107

Eurocopa não deve provocar um aumento da prostituição, seja ela legal ou forçada. Essa é a conclusão de autoridades helvéticas e organizações de ajuda, que não identificaram nenhum movimento anormal no mercado.

“Os homens estariam mais interessados em assistir aos jogos de futebol”, constata Jacqueline Suter, que trabalha para a Associação Xenia de Berna, um centro de informação para mulheres que trabalham na prostituição. Suas fontes dizem que o mês de junho, quando será disputada a Eurocopa, deve atrair mais mulheres para a prostituição, mas que elas não estarão em número suficiente para expandir ou criar novas áreas de meretrício.

“É muito difícil fazer uma previsão”, esclarece Christoph Zingg, que trabalha em um grupo de apoio semelhante na Basiléia. “Talvez venham algumas mulheres do Leste Europeu, mas não estamos seguros”.

Zingg ressalta que a forte presença policial nos dias do torneio pode inibir a prostituição a céu aberto e também o movimento de clientes potenciais nas ruas.

Menos vistos para as dançarinas

Os cabarés suíços também não devem ter mais movimento. As polícias em Berna, Basiléia, Zurique e Genebra ainda não registraram um aumento significativo de pedidos de vistos para dançarinas (ler reportagem anexa “Orientação para estrangeiras com permissão de dançarina de cabaré, o visto “L”).

“Não estamos tendo a impressão de que a prostituição esteja crescendo”, reforça o porta-voz da Polícia de Genebra, Eric Grandjean, acrescentando que os agentes devem vigiar com atenção esse meio. Leia o resto deste post »

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Justiça bloqueia contas de dono de prostíbulo que tem ligações com quadrilha que liberava empréstimos do BNDES

Escrito por Daniela Alves em Maio 19, 2008

 O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo pediu na última sexta-feira e a Justiça determinou o bloqueio dos valores de cinco contas correntes do construtor Manuel Fernandes de Bastos Filho e de três pessoas ligadas a ele. O empresário, que está foragido, é réu no processo criminal aberto para apurar os crimes da quadrilha investigada na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investiga esquema de prostituição, tráfico de mulheres e fraudes em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dono do prostíbulo WE, Bastos Filho é apontado pelo MPF como líder tanto da quadrilha de prostituição e tráfico interno de mulheres, quanto do esquema que cobrava e dividia comissões em empréstimos junto ao banco de fomento. O acusado está fora do alcance da Polícia Federal desde 24 de abril, quando a operação foi deflagrada. Segundo relatório recebido pelo MPF, as contas do construtor e de três pessoas ligadas à ele sofreram movimentações atípicas, que indicam que o acusado pode estar dilapidando o patrimônio obtido com as atividades ilícitas e mascarando sua origem. O relatório aponta movimentações superiores a R$ 500 mil nas contas-correntes da mulher de Bastos Filho e nas de duas pessoas que receberam aportes diretamente das contas dela.

As movimentações atípicas demonstram a ligação do construtor com essas pessoas e foram registradas entre janeiro e o início de maio deste ano, poucos dias após a operação policial. Por conta disso, a procuradora da República Adriana Scordamaglia pediu o bloqueio dos valores em regime de urgência. Os interrogatórios do processo da Operação Santa Tereza estão marcados para os próximos dias 21 e 26 de maio na 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

Fonte: O Globo Online

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Europa tem 75 mil prostitutas do Brasil

Escrito por Daniela Alves em Maio 19, 2008

Em ruas de prostituição de Genebra, na Suíça, português é língua corrente. Nos classificados de jornais europeus, apresentar-se como “brasileira” costuma render mais clientes e programas mais caros. Não por acaso estrangeiras fingem ser do País para competir pela atenção dos homens.

Estimativas da Organização Internacional de Migrações (IOM), agência ligada à ONU, apontam quase 75 mil prostitutas brasileiras trabalhando hoje na Europa. E esse número só cresce. “Espanha, Holanda, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria são os principais destinos”, diz a entidade. E o total de mulheres que deixam o Brasil é bem superior ao de homens. Na Itália, dos 19 mil brasileiros vivendo legalmente no País em 2000, 14 mil eram mulheres. O número elevado de prostitutas contribui para a diferença.

Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres. Muitas usam Portugal como porta de entrada e praticamente todas chegam ao continente com documentos falsos.

Reportagem do jornal escocês Scottish Daily Record apontou envolvimento de cerca de cem gangues e grupos mafiosos no tráfico de sul-americanas à Europa. E, uma vez lá, elas são mantidas, até de forma violenta por causa de dívidas, pelos agentes que facilitaram suas viagens. “Quando fui trazida para a Europa, nem sabia onde ficava a Suíça. Sabia apenas que ia ganhar muito dinheiro porque aqui os homens gostam da gente. Banqueiros suíços adoram brasileiras”, conta, orgulhosa, a cearense Daisy.

O número de brasileiras é tão grande que algumas chegam a cargos de chefia em associações locais. Edna da Silva foi eleita na quinta-feira integrante do Comitê Executivo da Aspasie, entidade que luta pelos interesses das prostitutas em Genebra. “Tenho 49 anos e saí do Brasil com 20 para trabalhar na indústria do sexo. Nunca vi tanta brasileira trabalhando no ramo como agora. Há uma leva impressionante.”

Algumas chegam a montar casas de prostituição. Em Zurique, um edifício de três andares no bairro do Paquis é ocupado por 40 brasileiras. Elas pagam aluguel simbólico pelos quartos e têm alimentação no local - uma cozinheira baiana garante feijoada aos sábados. Mas são obrigadas a deixar pelo menos metade do que recebem nas mãos da dona, um travesti.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas para exploração sexual transformou-se num dos negócios mais rentáveis do mundo - US$ 28 bilhões por ano. Nas próximas semanas, uma campanha suíça combaterá o tráfico de latino-americanas. Segundo a imprensa local, elas estariam sendo contratadas por R$ 100 mil para casar com supostos terroristas de Bangladesh para garantir-lhes visto. A denúncia foi feita por uma ex-prostituta brasileira.

Fonte: O Estado de São Paulo

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