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Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

Tem êxito a proibição da prostituição na Suécia?

Posted by Daniela Alves em janeiro 22, 2008


São nove da noite e as ruas de Estocolmo e Malmskillnadsgatan, celebres por ser umas das principais ruas da prostituição, estão mortas; costumavam estar repletas de mulheres mas hoje se vê poucas trabalhadoras sexuais. 

Segundo o governo sueco, foi reduzido drasticamente o tráfico de pessoas e a prostituição mediante a proibição da compra de serviços sexuais, medida que priva as trabalhadoras sexuais de seus meios de subsistência e as tornam mais vulneráveis à violência, reporta no seu site a ONG The Woman’s UM Report Program&Net Workl (WUNRN, siglas em inglês).

Ainda que a venda de serviços sexuais continua sendo legal neste país, a compra e a intermediação de serviços sexuais se classificaram como delito. A lei sueca, única em seu tipo no mundo inteiro, estabelece um máximo de seis anos de prisão para os proxenetas e até 10 anos para os traficantes de pessoas.

Para Jonas Trolle, inspetor da polícia de Estocolmo, pertencente à unidade dedicada à luta contra o comércio sexual, o objetivo é claro “penalizar a demanda de serviços, onde ‘Os Johns’ (nome que dão a quem compra serviços das trabalhadoras sexuais) estejam atrás das grades, em lugar de colocar em perigo emocional e físico às mulheres”.
 

Esta lei foi ratificada pelo Parlamento sueco em 1999, momento em que os conservadores foram os principais opositores a esta legislação argumentando que tal proibição faria mais difícil a vida para as mulheres que exercem a prostituição.

“Hoje 80 por cento da população esta de acordo com a lei”, por isso não se transformou em um tema controvertido entre os suecos, segundo o inspetor de polícia, informa WUNRN.

A proibição da compra de serviços sexuais é também uma intenção em alcançar uma mudança fundamental nas atitudes da sociedade.
 

Ao tratar o tema em sua página, WUNRN apresenta os testemunhos de várias trabalhadoras sexuais.

“É difícil trabalhar nestas condições, os clientes tem medo de ser apanhados, por isso agora aceito ter relações sexuais nos seus automóveis por 55 euros, e também estou disposta a ir com homens rudes que não querem usar camisinha, porque necessito do dinheiro”, diz Johanna de 35 anos.

Durante a aprovação da lei, as trabalhadoras sexuais foram as que se opuseram à criminalização de seus clientes.

Para Lisa, uma mulher de 38 anos que trabalha nas ruas à 12 anos, “o negócio se tornou mais duro e mais perigoso, há mais concorrência e mais violência”.

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5 Respostas to “Tem êxito a proibição da prostituição na Suécia?”

  1. Sou profissional do sexo e acho que proibir e pior. A Suecia, assim como a Noruega e talvez a Dinamarca que esta indo pelo mesmo caminho, estao andando para traz. Prostituicao nunca ira acabar mesmo com leis fortes que penalizam clientes. Os homens irao sempre buscar os servicos de uma profissional, se nao for ai na Suecia, ou Noruega, eles vem para Londres, eu tenho clientes do norte da Europa. Hoje em dia e facil viajar, barato e rapido. Vem e vao no mesmo dia. So pelo prazer de ter uma aventura sexual. Creio que em vez de proibir deveriam legalizar de forma a que as mulheres pudessem ficar em suas casas, ou ir a hoteis receber seus clientes em vez de ficarem nas ruas. Legalizando nao so as profissionais terao beneficios mas tambem o estado proque elas irao contribuir socialmente para o enriquecimento do pais. Penso que proibir e andar para tras e nao traz nenhum beneficio…pelo contrario, dificulta, e ate pode trazer muitos problemas porque como disse uma profissional, agora cobra menos e tem que atender os clientes nos carros, sem nenhuma seguranca e higiene, podendo assim contrair uma enfermidade que podera ser transmitida a outras pessoas. Parece que o mundo esta andando ao contrario agora. Afinal prostituicao sempre existiu e sempre existira. Nao adianta querer proibir a forca de legislacoes estupidas criadas por senhores moralistas. Talvez eles sejam clientes de algumas aqui em Londres ou em outras capitais europeias onde a prostituicao e livre….

    • Adriana said

      Eu que trabalho também como garota de programa, penso que o melhor dos mundos para o setor, seja vendo o nosso lado, seja do dono da boate, seja do estado, seja dos clientes,é a legalização, de uma forma clara e definida, de tal forma que todos façam bons negócios. Prostituição não tem nada de negativo. A maioria que estão com a vida destruida na prostituição é devido vício do alcool, drogas, maconhas, e etc, jamais devido o trabalho em si.

      • paulla said

        Adriana está correta, voce so faz aquilo que vc quer. Mais para isso precisa ser inteligente e se cuidar.

  2. jaime krochik said

    Isso é um completo absurdo.e como ficam as pessoas sozinhas e que não querem ter nenhum relacionamento afetivo ,tem de se sujeitar a polícia e tribunais?E as trabalhadoras do sexo ,será que os senhores juízes vão ajudar a sustentar?Ninguém está aqui defendendo o tráfico de mulheres mas sim os direitos individuais!

  3. Paulo said

    Vocês nunca pensaram em trabalhar de forma digna e honesta ?

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