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Amazônia tem 300 pessoas na ‘lista da morte’

Posted by Daniela Alves em maio 7, 2008


Há uma lista, pública, de 300 pessoas marcadas para morrer no estado do Pará, afirmou o bispo prelado do Marajó, d. José Luís Azcona, em audiência pública hoje, 6, na Comissão da Amazônia da Câmara dos Deputados. “O tráfico na Amazônia de mulheres e crianças para exploração sexual e a situação dos religiosos ameaçados de morte por combatê-lo”. No mês passado, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu às autoridades de segurança pública medidas de proteção para religiosos que integram a lista macabra.

“Todo mundo sabe, mas ninguém faz nada”, afirmou d. Luís Azcona. Ele se referia às autoridades policiais, ao Ministério Público e à Justiça. “Essa, é uma sociedade doente. A Amazônia é explorada por modelos importados, um modelo colonialista perpétuo; a Amazônia precisa ser levada a sério, senão vamos perder essa riqueza”, descreveu.

Alertou que o Estado é omisso diante da exploração internacional da Amazônia em detrimento dos amazônidas, referindo-se a apenas uma fronteira mal-guardada: o mar do Marajó, uma extensão de 300 quilômetros na Amazônia Azul sem a presença da Marinha de Guerra.

Azcona também foi enfático ao lembrar que 15 ministérios redigiram o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Marajó e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no arquipélago marítimo-fluvial, mas o documento de 300 páginas foi simplesmente engavetado. E não se fala mais nele. Deve estar enfeitando alguma estante na Casa Civil da Presidência da República.

A miséria é cada dia mais negra no paradoxal paraíso marajoara. A cidade de Breves, segundo Azcona, já denunciou e a TV Globo, inclusive, mostrou para todo o Brasil, é o paraíso da prostituição infantil e do tráfico de crianças para a Guiana Francesa. Três vereadores estupraram crianças impunemente.

Em Portal, Anajás e Curralinho, quadrilhas aliciam crianças para a prostituição e tráfico. Azcona afirmou que há conivência de autoridades locais em casos de “prostituição, tráfico e consumo de drogas, e uso de bebidas alcoólicas entre os jovens”.

Cartel de Abaetetuba

Dom Flavio Giovenale, bispo de Abaetetuba, no quintal de Belém, disse que o contrabando de drogas e armas corre solto na sua cidade, pois as polícias locais não contam sequer com gasolina; telefone e internet são luxo. Fica em Abaetetuba a maior indústria de alumina da Ibero-América, mas as escolas públicas locais carecem de carteira escolar e não há vaga para a quinta-série.

Força-tarefa

A presidente da Comissão da Amazônia, deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), fez um apelo melodramático ao presidente Lula: que crie uma força-tarefa para garantir os direitos dos amazônidas. Já basta o Haiti.
O bispo dom Erwin Kräutler, do Xingu, também esteve presente à audiência pública. Ele tem lutado pelos meninos emasculados no município de Altamira, que já levou à condenação, em outubro de 2006, do mecânico Francisco Rodrigues de Brito, a 20 anos e oito meses de prisão pelo homicídio e pela ocultação do cadáver de Jonatham Silva Vieira, de 15 anos. Brito era acusado de ter matado 42 meninos, entre 1989 e 2003, na região de São Luís do Maranhão e em Altamira, e ter retirado os órgãos sexuais da maioria deles.

Contudo Dom Erwin sofre ameaças principalmente de empresários e políticos da região sul do Pará, por sua atuação contra a forma como o governo conduz o projeto da hidrelétrica de Belo Monte, sem estudos de impacto ambiental e social necessários para avaliar as condições socioeconômicas das famílias que moram no entorno do projeto.

“Belo Monte é um projeto faraônico. A quem serve? Servem às firmas que estão envolvidas no projeto, que, certamente, não encontrarão nenhum impacto ambiental. Belo Monte servirá ao Sudeste. Houve quem dissesse que por meia dúzia de índios não se vai parar um projeto desses; os índios têm direitos constitucionais”, protestou.

Para Dom Luís Soares, bispo de Manaus e vice-presidente da CNBB, ex-bispo de Macapá, presente à audiência pública, a Amazônia é periferia do Brasil, apesar de ser o futuro do mundo. “A Amazônia precisa ser levada a sério, senão vamos perder essa riqueza.”

Fonte: http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2429&Itemid=232

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