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“Hoje o agenciador não precisa ser a figura presente. Tudo pode ser feito pelo celular ”

Posted by Daniela Alves em maio 19, 2008


Membro do Centro de Recursos Humanos da Universidade Federal da Bahia (CRH/Ufba),  a pedagoga Lúcia Pedreira apresentou esta semana um estudo inédito sobre a exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes na Bahia. Ela traçou as regiões mais atingidas, com estatísticas que desprevilegiam  Salvador.  O processo de fiscalização contra estes crimes ainda encontra barreiras. 

A TARDEO que mudou no perfil da exploração sexual nos últimos anos ?
Lúcia Pedreira | Algumas coisas pioraram, no sentido de dificultar uma fiscalização. Por exemplo, o agenciador não precisa mais ser aquela figura presente, que acompanha a menor, oferece para o cliente. Hoje tudo pode ser feito pelo celular, a partir de uma ligação, e ninguém se expõe. Percebemos também ser cada vez mais comum eles alugarem casas ou apartamentos. A menina às vezes nem sai para a rua. Estatísticas também apontam para um aumento no número de violência contra garotos.
AT | O cafetão ficou mais protegido…
LP – É, mas ao mesmo tempo a gente percebe que esta figura do agenciador está ultrapassada. Muitas vezes, as próprias meninas convidam as amigas a se prostituírem. Mas precisamos combater a idéia de que a adolescente é quem se oferece, fazendo  a responsabilidade recair sobre ela. Quem tem de dar o limite é o adulto.

AT | E quanto às políticas públicas, elas têm minimizado o problema?
LP – Tivemos um grande avanço a partir de 2001 com o Sentinelas (programa do governo federal que presta acompanhamento especializado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual), temos uma participação efetiva das organizações não-governamentais. Mas as ONGs ainda estão nos grandes centros, há uma certa deficiência das políticas públicas no interior.

AT | Isso com relação à vítima, mas e quanto ao agressor? Há punição?
LP – Há pouquíssimos casos de punição na Bahia. Salvador só tem uma delegacia especializada, que é a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Criança e ao Adolescente (Derca). Além disso, poucas cidades no interior têm delegacia da mulher.

AT | Houve dificuldades no mapeamento que você realizou nestas cidades? Como você recebeu o resultado enviado pelas regiões pesquisadas?
LP – Além de Salvador, onde os dados foram absolutamente insuficientes, percebi que o preconceito existe entre os próprios gestores. Em alguns municípios houve uma incompreensão da problemática, como em São Felipe, que alegou não haver ‘exploração de terceiros confirmada ou denunciada, pois as próprias adolescentes se oferecem e se agenciam para programas sexuais’.

AT | Por maior que seja o contato com este tipo de violência, ainda é possível se chocar com determinadas situações?
LP – Sim. Nunca me esqueço de uma menina de Teixeira de Freitas, hoje com 13 anos e três filhos, ou seja, teve o primeiro com 10. Todos são de pais desconhecidos. Este caso, inclusive, foi noticiado nos jornais há algum tempo.

Fonte: A Tarde Online 

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