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Quem devia proteger, é quem mais agride

Posted by Daniela Alves em maio 23, 2008


Pais, padastros, amigos da família e vizinhos são os principais responsáveis pela violência contra crianças e adolescentes. A informação foi repassada pelo Programa Sentinela, que atende vítimas de abuso e exploração sexual em Laranjeiras do Sul. A principal preocupação da equipe é que os casos estão crescendo a cada dia e se a sociedade não fizer nada, a tendência é piorar.

Do ano passado até o início deste ano, houve 14 casos de violência física, 22 casos de violência sexual, 51 casos de violência psicológica, 24 casos de negligência e 2 casos de exploração sexual. Destes, 41 são meninos, mas a maioria é menina: 77.

O pior, é que cada caso de violência não vem sozinho. Junto, há a violência psicológica. “O abuso sexual não se caracteriza apenas pela penetração. Mostrar revista pornográfica, passar a mão, seduzir e a erotização também abalam e agridem a criança”, afirma a assistente social Simone Aparecida Ribeiro, que atende no Programa Sentinela.

Outro problema enfrentado no combate à violência é a falta de denúncia por vergonha, medo ou culpa. “O que aparece é somente a ponta do iceberg. Em Laranjeiras, a maioria dos casos não são denunciados”, afirma Simone. Para reduzir o índice, a orientação é perceber os sintomas mostrados no comportamento e corpo da criança e denunciar. “Não adianta perguntar para a criança, porque na cabecinha dela, está tudo certo. Ela não fala porque o agressor sempre a está ameaçando”, avalia a pedagoga Aline Zattera.

Escolas precisam denunciar
As escolas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das crianças, com a redução da violência. A orientação dos profissionais que atendem a vítima é que encaminhe os casos ao Programa Sentinela para acompanhamento e orientação de toda a família. “O professor está diariamente em contato com a criança. É na escola que a criança passa a maior parte do tempo”, justifica Aline.

Caso o professor perceba manchas no corpo da criança, a dica é procurar o Conselho Tutelar, que encaminha o caso ao Sentinela. A mudança de comportamento em uma criança que sempre foi quieta e de repente aparece agressiva também pode ser sintoma do abuso sofrido em casa. “Muitas vezes, o professor chega para passar a mão e a criança já se retrai”, lembra a pedagoga.

Cultura machista favorece a violência
O comportamento da filha em alguns casos repete o padrão vivido pela mãe, em casa, sob a cultura machista e autoritária do homem da casa. “Se o pai vê a mulher como objeto, com certeza tratará a filha da mesma forma”, avalia a assistente social Simone.

O caso mais recente e comentado é do austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha Elisabeth trancada em um porão durante 24 anos, além de tê-la estuprado sistematicamente, tendo com ela sete filhos. “Na cultura machista, o pai quer ser o primeiro homem de sua filha, já que alguém irá ‘usar’ ela um dia”.

Segundo o Programa Sentinela, há muitos casos de famílias incestuosas. “As mães sabem e não fazem nada. Quando os filhos crescem, vira um círculo vicioso”, lamenta Simone. Parafraseando poetas da educação, “por isso é importante educar as crianças hoje para não precisar punir os adultos de amanhã”.

Fatores de risco
O ambiente familiar constitui o principal contexto no qual as crianças e adolescentes foram abusados sexualmente. Entre os principais fatores de risco estão a presença de padrasto na família, abuso de álcool ou drogas, desemprego, mãe passiva ou ausente, pais desocupados e cuidando dos filhos por longos períodos de tempo e dificuldades econômicas.

Outro aspecto identificado nos casos analisados pelo Programa Sentinela foi a presença de outras formas de violência no contexto familiar, tais como, negligência e abusos psicológicos e físicos contra as crianças, bem como violência física conjugal. Além disso, a revelação do abuso sexual demonstrou modificar a relação familiar, apontando o rompimento das relações conjugais ou o afastamento da criança do convívio com os familiares.

Presos em Laranjeiras do Sul

Os crimes de estrupro, abuso e atentado violento ao pudor registrados na 2ª Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul envolvem não somente meninas, mas também meninos e mulheres adultas. Apesar da informação de que os casos estão crescendo, o número de culpados e punidos pelo crime está diminuindo. De 2007 para 2006, são menos presos. Em 2006 foram 11 pessoas. Em 2007 apenas nove. Já em 2008, sete pessoas foram presas até a última semana.

Um dos casos envolve o agricultor de Marquinho, Marcos Dirceu Marcondes, de 51 anos (foto). Segundo a vítima, Marcos Dirceu teria lhe ofertado R$ 5 para que a menina de 11 anos fosse com ele para um local escuro. Lá, ele passou a molestá-la e tentou tirar sua roupa e fazer sexo com a garota, salva pelo irmão de 12 anos que chamou sua mãe e os populares que estavam em uma festa comunitária.

ABUSO DEIXA RASTROS NO COMPORTAMENTO

Ansiedade
Depressão
Euforia
Agressividade
Mutismo
Desconfiança excessiva
Uso de roupas chamativas e maquiagem pesada
Desinteresse pelas atividades escolares
Fuga de casa
Comportamento infantilizado ou muito adulto
Baixa auto-estima
NO CORPO
Infecções permanentes nos genitais
Irritações e mal-estar nos genitais
Surgimento de DST’s
Gravidez precoce
Alterações no apetite
Sonolência
Auto-mutilação
Ser procurada por homens diferentes
Sair toda noite e retornar de madrugada
Ser buscada em casa ou na escola por carros diferentes
Estar em grupos ou sozinha em esquinas, proximidades de hotéis, etc
Receber telefonemas de estranhos.

Situações que favorecem a exploração sexual
Cultura machista e autoritária
Existência de rede organizada de aliciadores
Tecnologia da comunicação
A tolerância social
Negligência das autoridades
Legislação débeis e não aplicadas

Seminário de enfrentamento à violência contra menores

Em razão do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 18 de maio -, o Fompia (Fórum Municipal Pró-Infância e Adolescência) formado por várias entidades e instituições do município, promovem, entre os dias 26 e 28 de maio, a semana de combate à violência e ao abuso contra crianças e adolescentes.
O evento vai ser realizado no pavilhão da Igreja Matriz Santana das 19h às 21h e será aberto à toda comunidade, com ênfase para a participação de profissionais que exercem algum tipo de trabalho direto com crianças e adolescentes, bem como para os pais.

PROGRAMAÇÃO:
26/maio
19h – palestra sobre implicações jurídicas da Violência contra a criança e o adolescente. Palestrante: Alexandre Ramalho de Farias – promotor de Justiça.
20h – palestra “Adolescência e Violência Juvenil”. Palestrante: Leandro José Muller – psicólogo da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude.

27/maio
19h – palestra “Adolescentes em conflito com a lei um fenômeno contemporâneo”. Palestrante: Marivânia Cristina Bocca – psicóloga.
20h – palestra “Estruturação e funcionamento da rede – Atribuição dos órgãos”. Palestrante: com Márcio Alexandre de Souza – Assistente Social. .

28/maio
19h – palestra com o tema “Violência e gênero”. Palestrante: Maria Lucia Raimondo – enfermeira e coordenadora do curso de graduação em Enfermagem da Unicentro.
20h – “O trabalho da Polícia Militar junto à comunidade escolar”. Palestrante: Jakson Aquiles Busnello – 1º Tenente do 16º Batalhão da Polícia Militar em Guarapuava.

Fonte: Jornal Correio do Povo

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