Blog – Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

PRIMER CONGRESO LATINOAMERICANO SOBRE TRATA Y TRÁFICO

Posted by Daniela Alves em maio 26, 2008


A data do “Primer Congreso sobre Trata y Tráfico de Personas” se aproxima… Como já postado neste blog, o congresso será realizado entre os dias 4-6 de junho. Aproveito este post para publicar o resumo de um trabalho que também será apresentado no congresso e que por sua qualidade (já comprovada, tendo sido aprovada para participar deste congresso) deve ser publicado neste blog para apreciação dos leitores!! Desde Já agradeço à Nathalia Justo pela autorização em publicar seu resumo neste blog!

Para mais informações sobre o Congresso, e como acompanhá-lo ao vivo mesmo não podendo ir à Argentina, acesse o site: http://congresotrata2008.wordpress.com

 

Mesa Temática 3: trata y prostitución

Tráfico de mulheres e demanda: o estereótipo da mulher brasileira e os valores sobre a prostituição

Nathalia Justo

E-mail: justonathalia@gmail.com

O tráfico de pessoas é uma forma de coisificação da pessoa humana na qual as pessoas são vistas como objetos com capacidade de proporcionar lucros. Sendo um comércio, pode-se pensar o tráfico a partir da oferta e da demanda. Tal demanda se estabelece não somente por meio dos recursos que possui, mas também por ser uma demanda que pede por determinado tipo de mercadoria. Há uma construção, proveniente do colonialismo europeu, da latino-americana. O pensamento de que havia delícias paradisíacas a serem desfrutadas aqui e de que não havia pecado ao sul do Equador, foi determinante em muitos aspectos de como a colonização foi realizada. As brasileiras sofrem especialmente por conta deste estereótipo. Na negociação do Protocolo de Palermo, surgiram dois grupos que defenderam posições opostas quanto à natureza da prostituição e, portanto, quanto à definição de tráfico e de como ele deve ser enfrentado. Enquanto a Coalition Against Trafficking in Woman (CATW) defendeu considerar a prostituição a pior instituição do patriarcalismo, sendo esta sempre uma exploração do feminino pelo masculino, a Human Rights Caucus (HRC) defendeu que o tráfico deve ser considerado, sobretudo, exploração de trabalho, qualquer seja sua natureza, pensando a prostituição um trabalho de partes do corpo sexualizadas. Estas visões diferentes levam à políticas diferentes de enfrentamento ao tráfico. O trabalho visa comparar as propostas de políticas de enfrentamento ao tráfico de pessoas que surgem destas duas visões que se têm da prostituição e como elas tem efeito no estereótipo da mulher brasileira. Ele visa discutir se este estereótipo é um marketing para que mulheres brasileiras tenham mercado para seu produto, ou se ele é o responsável para que explorações sejam cometidas contra as brasileiras, principalmente de natureza sexual.

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