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SESI inicia programa de enfrentamento às redes de exploração sexual

Posted by Daniela Alves em junho 30, 2008


Com 50 inscritos, cursos profissionalizantes marcam a implantação de iniciativa que oferece oportunidade de profissionalização e encaminhamento para o mercado de trabalho
 
 
    O Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI), por meio do SESI/CE, dá início nessa segunda-feira (30/6), às 14 horas, no SESI da Parangaba, ao Programa de Profissionalização de Jovens e Adolescentes em Situação de Exploração Sexual, que busca contribuir com o êxito das políticas públicas e oferecer uma alternativa a jovens vitimados entre 16 e 21 anos. Nesse dia, será realizada a aula inaugural – para 50 jovens inscritos – dos cursos de “Criação & Moda” e “Produção de Eventos”, a serem ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI/CE).
 Fortaleza será a primeira capital a implantar o programa, seguida por Recife, Natal e Belém. O projeto piloto foi desenvolvido a partir de pesquisa nacional (PESTRAF 2002), que aponta mais de 900 municípios brasileiros atingidos por redes de exploração e tráfico de pessoas. Revela, ainda, que a pobreza é o fator preponderante deste fenômeno e que há carência de ações estruturais voltadas a esse público.
 
    Com base na pesquisa, foi desenvolvido um programa de formação profissional com encaminhamento para emprego e/ou autogestão, como alternativa concreta de sobrevivência digna a jovens e adolescentes vítimas de exploração sexual comercial. A integração desse programa a outras iniciativas sociais permitirá envolver os familiares no processo de mudança, de modo a identificar um conjunto de alternativas para a adequação de suas rotas de vida. A sensibilização profissional, a formação e oportunidade de inserção no mercado de trabalho para esses jovens estarão aliadas a um leque de atividades capazes de mobilizar a atenção e o comprometimento do público envolvido. Como diferencial, o programa inclui formação básica continuada e disciplinas transversais que abordam direitos fundamentais e cidadania e, ainda, módulos de incentivo ao cooperativismo e ou autogestão.
 
    Adolescentes que se encontram na rede de exploração sexual comercial têm uma história pontuada por situações de privação e violência. A estratégia do projeto se alicerça em interferir nas condições subjetivas que constituem o modo de ser, pensar e agir desses adolescentes e suas condições de vida, incluindo situação de renda familiar, moradia e acesso à escola e à saúde, dentre outros direitos básicos. Assim, constitui-se uma rede de oportunidades formada por agentes sociais comunitários (de instituições sociais como Funci, Sociedade da Redenção, Aproce e Convida), agentes sociais públicos, setores industriais, comerciais e a rede de serviços, como forma de dar sustentação aos objetivos dos projetos.
 
    Nesse programa, o SESI conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio, da Confederação Nacional do Transporte, do Sebrae e está aberto a outras parcerias.
 
EXPLORAÇÃO SEXUAL
    A exploração sexual, uma das piores formas de violação dos direitos humanos, está presente em todas as capitais brasileiras. Calcula-se que cerca de 2 milhões de pessoas no mundo são mantidas em situação de servidão sexual. Na América Latina, o fenômeno envolve aproximadamente 1 milhão de jovens.
 
    
    A Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial (PESTRAF), confirma a existência de uma estreita relação entre pobreza, desigualdades regionais e rotas de tráfico de exploração sexual de mulheres e adolescentes brasileiras.
 
    Dos 930 municípios brasileiros afetados por redes de violência sexual (pornografia infantil, turismo sexual, prostituição infantil e tráfico para fins sexuais) 292 (31,8%) estão no Nordeste. Cidades como Fortaleza, Recife, Natal e Salvador tornaram-se pólos de turismo sexual. Na capital cearense, por exemplo, as denúncias de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes cresceram 480% no ano passado.
 
Serviço
 
Aula inaugural de cursos do Programa de Profissionalização de Jovens e Adolescentes em Situação de Exploração Sexual
 
Data: 30/6
 
Horário: 14 horas
 
Local: Auditório do SESI na Parangaba (Av. João Pessoa, 6754, Parangaba)
 
 
Informações à imprensa: (61) 9970-5998 (Márcia Milanésio/Conselho Nacional do SESI) 3466-5435 (Assessoria de Comunicação Sistema FIEC) .
Fonte: AVOL
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2 Respostas to “SESI inicia programa de enfrentamento às redes de exploração sexual”

  1. Brasa said

    Oi Daniela,
    segue uma matéria relacionada ao assunto, escrita por meu colega Alexander, da swissinfo:

    “Elas não são vítimas”
    Carine Carvalho passou muitas noites na zona de prostituição para realizar seu trabalho de graduação. Porém, acompanhar o percurso de sete prostitutas brasileiras que atuam na noite das ruas de Lausanne foi para ela muito mais do que aprendizado. Leia o texto completo

  2. Daniela Alves said

    Olá “Brasa”,

    Obrigada pela dica da matéria.
    Eu realmente concordo plenamente quando a cientista social Carine Carvalho afirma que elas não são vítimas, entretanto, eu afirmaria que são mulheres em situação de vulnerabilidade vivida por elas desde seu país de origem e também quando estão no exterior; pq as coisas acabam não sendo como o esperado… ou seja, o projeto de vida que Carine diz que essas mulheres prostitutas têm (e claro que têm), encontram base na vulnerabilidade e podemos até pensar na vulnerabilidade de uma forma mais ampla, não somente em termos econômicos, mas também por toda uma gama de questões que estão interligadas às relações sociais.

    Abs

    Daniela Alves

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