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Brasileira morta na Espanha é enterrada em Maceió

Posted by Daniela Alves em julho 9, 2008


O corpo da brasileira Luciene Maria da Silva, de 24 anos, encontrada morta há uma semana na Espanha, foi enterrado nesta segunda-feira (7) à tarde no cemitério de São José, em Maceió. A família da jovem contesta o laudo feito pela polícia espanhola, que aponta como causa da morte asfixia provocada por enforcamento, com suspeita de suicídio.

Segundo a mãe de Luciene, Maria José da Silva, a filha mantinha contato com a família e nunca deu sinais de depressão ou intenção de se matar. “Muito pelo contrário, minha filha era uma jovem linda, cheia de vida, muito querida por todos e com de planos pela frente, muitos sonhos para realizar”, afirmou.

Dona Maria ficou sabendo da morte de Luciene no último fim de semana. Segundo ela, pelas informações passadas por pessoas da boate em que a brasileira trabalhava como dançarina, Luciene foi encontrada morta dentro do quarto em que dormia, com um cordão atravessado no pescoço. A jovem teria sido levada com vida para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a mãe de Luciene, apesar da ajuda do Itamaraty, no translado do corpo de sua filha para o Brasil, todas as despesas teriam sido pagas pelo dono da boate. O caixão com o corpo da jovem – totalmente lacrado – chegou de madrugada no aeroporto internacional Zumbi dos Palmares e foi levado para a casa de sua mãe, no conjunto residencial Acauã, na periferia de Maceió.

O velório da jovem foi acompanhado por amigos, parentes e conhecidos de Luciene, que estava há cerca de um ano na Espanha, trabalhando para ajudar a mãe a criar uma filha de 9 anos. “Todo mês ela mandava um dinheiro para a filha; era 700 (reais), 800 (reais), um mil reais. Ela sempre mandava”, afirma a mãe de Luciene.

“O sonho dela quando foi para Espanha era juntar dinheiro para construir uma casa e comprar um carro”, afirmou dona Maria. “Se ela ao menos tivesse voltado de férias, mas morta é muito triste”, afirmou. Para a mãe de Luciene, a brasileira pode ter sido vítima do tráfico internacional de mulheres.

“Eu sei que ela não teria se matado. Por isso, espero que seja feita justiça, que quem fez isso com ela seja punido, pela justiça da terra ou pela justiça divina”, afirmou Dona Maria, acrescentando que a família vai pedir a ajuda da Polícia Federal para apurar a morte da brasileira. Apesar da versão de enforcamento, a família de Luciene garante que ela não tinha motivos para se suicidar.

CASAMENTO ÀS PRESSAS

Dona Maria conta que na última vez em que falou com a filha por telefone, Luciene contou que iria se casar com um rapaz espanhol, mas não disse quando. “Agora, com a chegada da notícia da morte dela, ficamos sabendo que ela (Luciene) se casou às pressas com um rapaz chamado Alexandro, oito dias antes de ter sido encontrada morta”, revelou a mãe da brasileira.

Segundo ela, antes de ir para a Espanha, Luciene trabalhava em casas de família, como empregada doméstica, para ajudar a mãe, que além dela tem outros três filhos. “Eu não queria que ela fosse para o exterior, mas ela foi mesmo assim, contra a minha vontade, iludida em conversas de amigas, que terminaram levando ela para esse tipo de trabalho”, revelou dona Maria.

MÁFIA DA PROSTITUIÇÃO

Pela manhã, os parentes de Luciene comentavam que a família da brasileira é muito pobre e teme represálias, porque suspeita do envolvimento de pessoas ligadas ao tráfico internacional de mulheres na morte da jovem. Segundo esses parentes, Luciene pode ter sido aliciada pela máfia da prostituição e pode ter sido eliminada exatamente quando quis deixar de trabalhar na boate, para se casar com um caminhoneiro espanhol.

A mãe de Luciene já disse que vai pediu ajuda à Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), para que esclareça a morte da brasileira. Nesta terça-feira (8) pela manhã, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Gilberto Irineu, tem um encontro com dona Maria, na sede da Ordem.

A Superintendência da Polícia Federal em Alagoas informou que a instituição é competente para investigar o crime, mas precisa de uma requisição do Itamaraty, já que o fato ocorreu no exterior. O superintendente em exercício, delegado Roberto Sagrado da Hora, disse que a PF só entra no caso se a OAB/AL solicitar e o Ministério das Relações Exteriores mandar instaurar de um inquérito policial para investigar a morte de Luciene.

Fonte: Agência Estado

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