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Conscientização pode aumentar quantidade de doações de órgãos

Posted by Daniela Alves em setembro 30, 2008


O governo lançou semana passada um pacote de medidas para estimular os transplantes de órgãos. Além do reajuste na remuneração para hospitais e equipes médicas, os nomes dos pacientes serão cadastrados em programa do Ministério da Saúde para que os doentes possam acompanhar sua posição na fila através da internet. Porém, para Maurício Toppan Lucci, urologista e coordenador da Comissão Interhospitalar de Transplantes de Órgãos da Santa Casa, responsável pela localização e identificação dos possíveis doadores, para incentivar a doação é preciso que as famílias tenham consciência do que é morte cerebral. Para o especialista, faltam mais campanhas educativas. “Morte cerebral é a morte do indivíduo mesmo com o coração batendo”, diz. Segundo Lucci, não adianta o governo dobrar o valor da remuneração se não tiver órgãos para o transplante. Muitas famílias não autorizam a doação por acreditarem que o paciente, mesmo com morte cerebral, poderá sobreviver, o que acaba prejudicando a captação de órgãos. Conforme o médico, alguns órgãos, como rim, coração, fígado e pâncreas, devem ser retirados ainda com o coração batendo. Já outros, como córnea, têm até seis horas após a parada cardíaca para serem retirados. Quando há casos de morte cerebral, a família é abordada por equipe da comissão, são realizados exames para diagnosticar a morte encefálica, tipos de doenças e a compatibilidade sanguínea. “Com essas medidas do governo, poderão diminuir os boatos de que existe favorecimento na fila do transplante. Mas não vai agilizar porque é preciso que a pessoa seja compatível”, analisa o urologista.
Para que a quantidade de doações possa aumentar, Lucci acredita que as pessoas devem evitar a intransigência, os problemas religiosos e a idéia de que existe venda de órgãos. De acordo com estimativas, cerca de 70 mil pacientes estão na fila de espera para transplante de órgãos. Conforme o governo, os valores pagos aos hospitais credenciados para realizar transplantes poderão ser reajustados em até 40%.
Atualmente, a lista de espera por transplante está disponível no Sistema Nacional de Transplantes, sendo que pacientes não têm acesso. Com a proposta do governo, os pacientes poderão acompanhar a lista através de programa na internet. A previsão é que a consulta possa ser feita em 60 dias.

RELIGIÃO
Na última semana, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou nota em que esclarece a posição da Igreja Católica sobre a doação de órgãos. A Igreja se manifesta favorável à doação voluntária de órgãos. Para a Igreja, “a doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória”.
Em nota, a CNBB manifesta solidariedade para com as milhares de pessoas que estão na lista de espera, na expectativa de receber algum órgão para sua sobrevivência, recuperação e saúde.
Para o pároco da Igreja Nossa Senhora Aparecida, padre Adalton Demarchi, o ato de doação de órgãos é uma maneira de salvar vidas. “A doação de órgãos não contraria em nada a fé cristã e é uma forma de solidariedade que precisa ser preservada. A Igreja incentiva porque é uma maneira de salvar uma vida. A Igreja coloca com clareza que é preciso tomar todas as precauções e que deve ser uma atitude livre para preservar a dignidade das pessoas, para que a doação seja para quem está na fila e para não ocasionar tráfico de órgãos, sempre respeitando os trâmites normais. Precisamos incentivar essa prática porque é uma forma de cultivar a vida”, explica o padre.

Fonte: Jornal Cidade. Renato Hoffmann

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