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ÁFRICA: Notas sexualmente transmissíveis acabam com educação de qualidade

Posted by Daniela Alves em outubro 25, 2008


A exploração sexual nas escolas da África tornou-se tão freqüente que as crianças encontraram seus próprios termos para referir-se a relações sexuais com seus professores.

De “notas sexualmente transmissíveis” a cansaço de bordel, para referir-se à exaustão causada por múltiplas atividades sexuais com professores, esta gíria indica a prevalência da exploração nos ambientes escolares africanos.

O léxico do abuso foi descoberto durante uma pesquisa conduzida no âmbito do último relatório do Plano Internacional (PI), “Aprender sem medo”, como parte da campanha mundial da organização para acabar com a violência nas escolas.

“Nós já sabíamos do problema há muito tempo e só tivemos que reunir casos da violência e de seus efeitos”, disse John Chaloner, diretor regional do PI para a África Ocidental e Central. “O que foi feito para este relatório foi falar com as crianças, professores e pais. Agora podemos lidar com evidências, não rumores.”

Perigo de abandono

Enquanto as escolas reabrem no continente africano, o relatório revela níveis alarmantes de violência, o que está a minar os esforços do governo para fornecer um ensino de qualidade. O relatório concluiu que muitas meninas e meninos estão abandonando a escola por causa do abuso sexual e dos castigos corporais.

“Nossos professores deveriam estar aí para nos ensinar, não para nos tocar onde não queremos”, disse uma menina ugandense de 15 anos ao PI. “Eu quero desaparecer do mundo se uma pessoa que deveria me proteger, me destrói.”

Segundo o relatório, a pesquisa na Uganda mostrou que oito por cento dos adolescentes de 16 e 17 anos tinham tido relações sexuais com seus professores. Na África do Sul, pelo menos um terço dos estupros de crianças são cometidos por funcionários de escolas. Numa pesquisa em dez cidades no Benin, 34 por cento das crianças confirmaram a violência sexual em suas escolas.

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Enquanto os meninos sofrem geralmente castigos corporais mais violentos – e potencialmente mortais – nas mãos de seus professores do que as meninas, o assédio e a exploração sexuais parecem ser na maioria das vezes exercidas sobre as meninas. O relatório mostrou que as meninas são vulneráveis aos ataques não somente dos professores e outros cuidadores, mas também dos colegas masculinos, tanto na escola quanto no caminho da escola.

“Os professores muitas vezes justificaram a exploração sexual das meninas dizendo que as roupas que usavam e seu comportamento eram provocantes, e que eles, professores, estavam longe de casa e precisando de sexo”, lê-se no relatório do PI.

Área cinza

O que pode aparecer como uma “área cinza” nesta situação é a aparente conivência de certas estudantes.

“Africell” ou “uma venda livre” são os termos usados para descrever meninas que não usam calcinhas para atrair os professores para atividades sexuais em troca de boas notas ou “meios sexualmente transmissíveis” como comida, material ou taxas escolares.

Mas estas meninas não são as instigadoras, disse Atoumane Diaw, secretário geral do Sindicato Nacional do Ensino Elementar no Senegal.

“Estas crianças são geralmente encorajadas por seus pais. Achas que uma criança de dez anos vai comprar roupas “sexy”? Não, é o sistema, é a sociedade que é corrupta. Estas famílias pobres precisam de ajuda financeira para que não se coloquem nesta situação.”

Além de auxílio financeiro, Diaw sugeriu medidas práticas para as escolas: “Um uniforme modesto para que todos os alunos fiquem parecidos. Banheiros separados para meninos, meninas e professores. E vigilância para que um professor não fique sozinho com um aluno após as aulas.”

A pobreza facilita o abuso, segundo o PI. As crianças são cada vez mais responsáveis pelo sustento econômico de suas famílias; os professores muitas vezes recebem um salário muito baixo, ou nenhum salário, e alguns vêem os favores sexuais dos alunos como uma “compensação”.

Os autores do relatório notaram que em muitas culturas africanas, o castigo corporal é geralmente considerado como uma medida disciplinar aceitável. As normas sociais que encorajam a agressão masculina e a passividade feminina também são fonte de várias formas de violência contra as meninas.

Divulgar a mensagem

“Precisamos educar as pessoas para lidarmos com o problema [da violência] antes que ele aconteça”, disse Diaw. “A nossa campanha está… a despertar a consciência dos professores. Estamos a educar as crianças sobre seus direitos e seu valor. As leis devem ser harmonizadas e aplicadas em vários países. Precisamos avançar juntos, lutar juntos.”

O ministro da educação queniano lançou recentemente diretrizes para a segurança nas escolas em reação ao recente aumento de tumultos mortais com estudantes da escola secundária.

Segundo o relatório do PI, a violência nas escolas, e particularmente a violência sexual, freqüentemente não é relatada por causa de normas culturais, do sentimento de vergonha dos estudantes, e porque eles não sabem em quem podem confiar. O relatório mostra ainda que os professores geralmente hesitam em denunciar colegas responsáveis por casos de abuso.

“Como adultos, devemos ficar vigilantes, estar atentos”, disse John Chaloner. “As crianças precisam poder desabafar, como telefones de ajuda, para poder expressar-se. Precisamos divulgar a mensagem passe para que crianças nunca mais sejam molestadas exactamente pelas pessoas que deveriam estar a protegê-las.”

Fonte: PlusNews

Confira o site da ONG PLAN INTERNACIONAL NO BRASIL: http://www.plan.org.br

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2 Respostas to “ÁFRICA: Notas sexualmente transmissíveis acabam com educação de qualidade”

  1. Milton Fernandes said

    Olá Dani,

    Quando chegamos a uma situação onde na própria escola local onde “deveriamos ter segurança” é o mesmo local onde acontece esses tipos de abusos… atrocidades…

    Me pergunto por onde começar a luta…???

    São tantas frentes para se atuar, tantas necessidades absolutas, há falta do básico é algo que assusta e ao mesmo tempo motiva, nos convida para crescermos!

    Não vejo outro meio mais eficiente e eficaz que uma verdadeira teia global, onde a proteção aos direitos humanos seja o principal objetivo.

    O desejo comum contra o abuso ao ser humano somado a ATITUDE daqueles que combatem essa violência é uma arma letal disso… não tenho dúvida.

    Sua atitude é inspiradora e creio que seja uma parte importante desta luta!!!

    Beijos,
    Milton.

  2. Maria Aparecida said

    Meu Deus, em quem confiar? se quem nos tem o dever de proteção e orientação para a vida, nos agride, violenta e chega até a matar! Não vejo outra alternativa a não ser proteção aos direitos humanos como parte objetiva desta luta!
    Parabens pela sua atitude!
    Beijos
    Cida

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