Blog – Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

Projeto busca sensibilizar a sociedade sobre o tema abuso sexual infantil

Posted by Daniela Alves em agosto 29, 2009


Com o objetivo de contribuir para a erradicação do abuso e exploração sexual infantil teve início em Curitiba, a atuação do projeto “O Mundo de Dina”. Por meio da impressão de livros em linguagem infanto-juvenil, a iniciativa – que conta com o apoio da empresa paranaense Rodolatina Logística e Transportes – tem como objetivo orientar pais e educadores, sensibilizar a sociedade sobre o tema abuso sexual infantil e incentivar o diálogo entre a criança e um adulto de sua confiança.  O diferencial da proposta é a inclusão de crianças com deficiência visual como beneficiadas. Livros em formato braille estão sendo distribuídos gratuitamente.

Para Fabiana Silvestrini, idealizadora do projeto, a ideia de “O Mundo de Dina” surgiu devido ao fato de haver poucos livros infanto-juvenis voltados para deficientes visuais em função do alto custo de impressão. “Tenho experiência com trabalhos desenvolvidos para esse público desde 2002 e posso constatar que há uma carência de literatura em braille e tinta compartilhados por conta do alto custo de impressão. O projeto trabalha com o conceito de inclusão, focando em leitores com visão normal, baixa visão ou deficiência total da visão”, ressalta.

Para a elaboração do conteúdo do livro “O Mundo de Dina”, a equipe responsável pela concepção do projeto adaptou uma das 38 historietas que explicam a Convenção sobre os Direitos da Criança, elaboradas pela entidade Save the Children Suécia e reunidas em um software multimídia interativo, destinado ao público de 7 a 13 anos.  A historieta nº. 34, que trata do direito de toda criança à proteção contra o abuso e a exploração sexual, foi adaptada para a versão livro, incluindo a produção da edição especial em formato braille e CDs de áudio ou com o texto.

Além da Rodolatina, o projeto conta com uma parceria com as organizações sem fins lucrativos Unilehu – Universidade Livre para a Eficiência Humana, Save the Children Suécia, Fundação Dorina Nowill para Cegos e Instituto HSBC Solidariedade.

Para a diretora executiva da Unilehu, Yvy Abbade, o diferencial de “O Mundo de Dina” consiste em fornecer orientação por meio de uma metodologia adequada. “O projeto destaca-se por proporcionar o acesso a informações através da adaptação, de forma acessível, de um livro que aborda a temática do abuso sexual infantil, tendo como referencial a metodologia de uma organização sem fins lucrativos, internacionalmente reconhecida na área do direito das crianças, como a Save the Children Suécia. No âmbito nacional, há a reconhecida experiência da Unilehu no trato com a pessoa com deficiência”, explica.

Escolas como agentes de prevenção ao abuso sexual infantil

De acordo com o monitoramento do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), o Paraná recebe ao ano, em média, 1.500 denúncias de abuso sexual infantil. Segundo o último levantamento do órgão, de 2005 até metade de 2007, foram registrados no estado 4.697 casos de abuso sexual contra crianças, sendo que 1.555 deles foram praticados no convívio familiar. Como muitos casos não chegam a ser denunciados, principalmente situações envolvendo familiares, a estimativa é que esse quadro abrigue um número bem maior de crianças. Diante dessa realidade, muitos especialistas apontam as escolas como instituições essenciais no combate à exploração sexual infantil e na tarefa de auxiliar a orientação de pais, tornando-se agentes eficientes de prevenção.

É o que também aponta o projeto “O Mundo de Dina”, que pretende capacitar educadores e fornecer orientações para que estes possam atuar como agentes de prevenção ao problema. De acordo com a psicopedagoga, Áurea Joana Schwarz, a escola tem um papel fundamental na prevenção do abuso sexual infantil, pois, os professores são considerados pessoas de confiança pela maioria das crianças, podendo estimular, dessa forma, o diálogo com um adulto de confiança. “A escola deve abordar o assunto abuso sexual infantil e trabalhá-lo com os professores. Este é um tema que ainda gera muitas dúvidas. A escola deve se preocupar e preparar os educadores, promovendo palestras e buscando especialistas para fornecer orientações”, destaca.

Fases do Projeto

Na primeira fase do projeto, programado para ser executado em dois anos, dois mil exemplares em formato tinta e braille compartilhados de “O Mundo de Dina” estão sendo distribuídos gratuitamente às crianças do Paraná cadastradas no banco de dados da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Após essa etapa, o projeto será levado às escolas por meio de apresentações teatrais destinadas a crianças e capacitação direcionada a educadores abordando o tema do abuso sexual, além de explicar a metodologia da Save the Children Suécia. O foco de “O Mundo de Dina” são alunos do ensino fundamental, além de diretores de escolas, professores, pedagogos e orientadores. “A importância de projetos sociais como esse é o envolvimento das pessoas, no sentido que alguém sempre aprende alguma coisa, desde o voluntário até criança ou o educador que irão ser beneficiados. Há um ganho na valorização do ser humano”, completa a idealizadora do projeto, Fabiana Silvestrini.

“O Mundo de Dina” e os resultados almejados

O projeto “O Mundo de Dina” tem como objetivo principal estimular o diálogo entre a criança e um adulto de confiança, caso esta esteja sendo vítima de abuso sexual.  Com isso, visa ajudar meninos e meninas a perceber uma ação inadequada, por meio de uma linguagem apropriada e infanto-juvenil. Para os pais, a proposta é fornecer informações sobre como ajudar as crianças, considerando a delicadeza do tema. Diante dessas premissas, o projeto busca: levar informação ao maior número de crianças e adultos; sensibilizar a sociedade; divulgar o conceito de abertura para o diálogo entre a criança e um adulto de sua confiança; fornecer informações para que os adultos saibam como apoiar uma criança que esteja sofrendo abuso sexual; levar informações sobre o tema também a crianças com deficiência visual.

Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=notas&id=25887

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