Blog – Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

Archive for the ‘Crime Organizado Transnacional’ Category

A má­fia na Ter­ra San­ta

Posted by Daniela Alves em novembro 23, 2008

O as­sas­si­na­to de um dos che­fões da má­fia de Is­ra­el trou­xe à to­na o sub­mun­do vi­o­len­to de um pa­ís que já con­vi­ve com ou­tros ti­pos de vi­o­lên­cia e que por en­quan­to não sa­be o que fa­zer

HERBERT MORAES é correpondente da TV Record em Israel.

Meio-dia de se­gun­da-fei­ra. Nu­ma das ave­ni­das mais mo­vi­men­ta­das de Tel Aviv de ­re­pen­te uma ex­plo­são. Pâ­ni­co…. O car­ro on­de es­ta­va a bom­ba pra­ti­ca­men­te se de­sin­te­grou. O ho­mem que es­ta­va no ve­ícu­lo mor­reu na ho­ra. Ou­tras três pessoas fi­ca­ram fe­ri­das, en­tre elas um me­ni­no de 13 anos.

Es­ta his­tó­ria acon­te­ceu no iní­cio da se­ma­na pas­sa­da e em prin­cípio, mí­dia, po­lí­cia e mo­ra­do­res acre­di­ta­vam que era mais um ato ter­ro­ris­ta dos pa­les­ti­nos. Mas se en­ga­na­ram. A ví­ti­ma era o che­fão da má­fia is­ra­e­len­se. O Dom Cor­le­o­ne do sub­mun­do de Is­ra­el.

Ya­akov Al­pe­ron, co­nhe­ci­do co­mo Don Al­pe­ron, es­ta­va di­ri­gin­do o car­ro no su­búr­bio de Tel Aviv quan­do a bom­ba foi acio­na­da por con­tro­le re­mo­to. Coi­sa de fil­me.

Al­pe­ron ti­nha 54 anos e fi­gu­ra­va en­tre os prin­ci­pa­is lí­de­res do cri­me or­ga­ni­za­do em Is­ra­el, à fren­te do seu clã fa­mi­liar des­de a dé­ca­da de 70. A po­lí­cia te­me ago­ra uma vi­o­len­ta res­pos­ta e o iní­cio de uma lu­ta in­ter­na en­tre fa­mí­lias ma­fio­sas. Sim, elas exis­tem tam­bém na Ter­ra San­ta.

Da­vid Ben Gu­ri­on, o fun­da­dor de Is­ra­el, dis­se uma vez que “quan­do ti­ver la­drões e pros­ti­tu­tas Is­ra­el te­rá al­can­ça­do o es­tá­gio de um pa­ís nor­mal”. O cri­me or­ga­ni­za­do cum­pre o que o lí­der is­ra­e­len­se pre­viu há mais de 60 anos, mas com um pou­qui­nho mais de di­ver­si­fi­ca­ção. Além de ex­plo­rar a pros­ti­tu­i­ção e rou­bar, os ma­fio­sos is­ra­e­len­ses pa­tro­ci­nam o jo­go ile­gal, o trá­fi­co de dro­gas e ex­tor­são. Já ti­ve­ram até o mo­no­pó­lio da dis­tri­bui­ção de ec­stasy nos EUA e na Eu­ro­pa e ho­je dis­pu­tam o mes­mo mer­ca­do com ou­tros ma­fio­sos, co­mo os rus­sos e os co­lom­bi­a­nos.

Mar­ca­da pe­la vi­o­lên­cia po­lí­ti­ca ge­ra­da pe­lo con­fli­to com os pa­les­ti­nos, a so­ci­e­da­de is­ra­e­len­se es­tá as­sus­ta­da com a bru­ta­li­da­de do cri­me or­ga­ni­za­do. O ata­que des­ta se­ma­na po­de ter si­do o mais ela­bo­ra­do, mas já vêm de al­gum tem­po ações de gan­gues ri­vais em ou­tras ci­da­des do pa­ís.

No fi­nal de 2003 uma bom­ba ex­plo­diu perto de uma ca­sa de câm­bio no sul de Tel Aviv, o al­vo era Ze´ev Ro­sen­stein. Foi a sex­ta ten­ta­ti­va de ma­tá-lo. Ele é apon­ta­do co­mo o prin­ci­pal che­fe ma­fio­so de Is­ra­el e es­tá en­vol­vi­do nu­ma dis­pu­ta que já cau­sou pe­lo me­nos 30 mor­tes. Ro­sen­stein che­fia o clã que do­mi­na Tel Aviv e es­tá em guer­ra com a fa­mí­lia Al­ber­gil, da ci­da­de de Lod (an­tro do trá­fi­co de dro­gas), que con­tro­la a par­te do cri­me or­ga­ni­za­do em Je­ru­sa­lém. A ví­ti­ma des­ta se­ma­na foi jus­ta­men­te o che­fe do clã dos Alber­gil. Du­ran­te o en­ter­ro que le­vou par­te da cri­mi­na­li­da­de de Is­ra­el até o ce­mi­té­rio e que a po­lí­cia ape­nas ob­ser­vou, já que tam­bém os te­me, o fi­lho de Ya­akov pro­me­teu vin­gan­ça e dis­se que vai en­con­trar o res­pon­sá­vel. E dis­se que se­ja quem for te­rá os pés, as mãos e a ca­be­ça cor­ta­dos. Is­so bem na fren­te da po­lí­cia. Em al­to e bom som pa­ra quem qui­ses­se ou­vir.

Há ou­tros qua­tro gru­pos ma­fio­sos im­por­tan­tes em Is­ra­el. Mas nem to­dos são ju­deus. Uma das gran­des fa­mí­lias é for­ma­da por ára­bes be­du­í­nos. O co­lap­so da Uni­ão So­vi­é­ti­ca per­mi­tiu a imi­gra­ção de mi­lha­res de ju­deus rus­sos pa­ra Is­ra­el na dé­ca­da de 90, com eles veio um bra­ço da cha­ma­da má­fia rus­sa, com co­ne­xões em to­da Eu­ro­pa Ori­en­tal, nos EUA e na Amé­ri­ca La­ti­na. Os rus­sos se de­di­cam mais à ex­plo­ra­ção da pros­ti­tu­i­ção e ao trá­fi­co de mu­lhe­res que vêm da Rús­sia atra­vés do Egi­to. Os is­ra­e­len­ses cu­i­dam mes­mo é do jo­go e do trá­fi­co de dro­gas. Nos úl­ti­mos cin­co anos mais de 3 mil ca­sas de jo­gos e mais de 2 mil bor­dé­is clan­des­ti­nos fo­ram fe­cha­dos no pa­ís, mas se­gun­do a pró­pria po­lí­cia é uma go­ta no oce­a­no di­an­te das inú­me­ras ati­vi­da­des ile­gais que exis­tem por aqui. Se­gun­do es­ta­tís­ti­cas do go­ver­no só nos úl­ti­mos dois anos mais de US$?3 bi­lhões fo­ram la­va­dos na eco­no­mia is­ra­e­len­se.

O ata­que que ma­tou o che­fão da má­fia es­ta se­ma­na pro­vo­cou uma sé­rie de crí­ti­cas ao tra­ba­lho da po­lí­cia pa­ra con­ter a guer­ra en­tre gan­gues e fa­mí­lias cri­mi­no­sas. A ex­pli­ca­ção da inér­cia, se­gun­do mui­tos ana­lis­tas, é con­se­qüên­cia prin­ci­pal­men­te do con­fli­to com os pa­les­ti­nos. Co­mo se­gu­ran­ça é o as­sun­to prin­ci­pal do pa­ís a po­lí­cia es­tá na mai­o­ria das ve­zes en­vol­vi­da com as­sun­tos do es­ta­blishment.

As in­ti­fa­das (re­vol­ta pa­les­ti­na) deixam o país em estado de guer­ra per­ma­nen­te, o que per­mi­tiu que a má­fia cres­ces­se. A mai­or par­te dos re­cur­sos e dos es­for­ços da po­lí­cia foi di­re­cio­na­da pa­ra o com­ba­te ao ter­ror pa­les­ti­no, dan­do mar­gem pa­ra que os ma­fio­sos es­pa­lhas­sem seus ten­tá­cu­los no sub­mun­do is­ra­e­len­se. O cri­me to­mou tal pro­por­ção por­que sim­ples­men­te nin­guém es­ta­va pres­tan­do aten­ção. A po­lí­cia pro­me­teu mu­dar a es­tra­té­gia. A so­ci­e­da­de is­ra­e­len­se aguar­da an­sio­sa e afli­ta o re­sul­ta­do des­sa su­pos­ta vi­ra­da de jo­go.

Fonte: Herbert Moraes Jr. Jornal Opção.

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MCAFEE ANUNCIA MAIS UMA INICIATIVA CONTRA O CIBERCRIME

Posted by Daniela Alves em outubro 30, 2008

Companhia lança plano para combater o cibercrime, além de uma unidade de reação ao crime virtual, programa de doações e a criação de um conselho consultivo para discutir o tema

A McAfee Inc. (NYSE: MFE) divulga sua ampla Iniciativa de Combate ao Cibercrime, voltada ao preenchimento das principais lacunas no combate ao crime virtual. Com base em um plano de múltiplos contatos, a iniciativa da McAfee deverá incentivar autoridades policiais, universidades, provedores de serviços, governos, além do setor de segurança e da sociedade em geral, a realizar investigações e a abrir processos criminais contra o cibercrime com mais eficiência.

“O cibercrime é um problema crescente que prejudica a todos”, diz Dave DeWalt, presidente e CEO da McAfee. “Embora muito já tenha sido feito para combater o crime virtual na última década, os criminosos ainda levam vantagem. As chances de ser preso por roubar uma loja de conveniência são muito maiores do que por roubar um banco pela Internet. E isso precisa mudar”, ressalta.

Para garantir que a iniciativa seja sustentável e se beneficie plenamente do trabalho já realizado, a McAfee criará o conselho consultivo da Iniciativa de Combate ao Cibercrime, que permitirá que a companhia aproveite as idéias e a energia de líderes que se destacam nessa área tão crítica. Esse grupo global de especialistas independentes será presidido por Howard A. Schmidt, ex-assessor de segurança virtual da Casa Branca e contará com a participação dos professores Ian Brown (da Universidade de Oxford) e Lillian Edwards (da Universidade de Sheffield), bem como a de Parry Aftab, fundador e gerente da WiredSafety, maior e mais antigo grupo de auxílio em cibersegurança do mundo.

“Embora o crime virtual esteja cada vez mais organizado, já foram dados passos sólidos e positivos”, afirma Schmidt. “A McAfee tem reunido pessoas especializadas em cibercrime e que podem ajudar a encontrar soluções para este problema globalizado e sofisticado”, comenta.

Além de compor o conselho consultivo, a McAfee lançará um programa de doações e uma unidade de reação para a Iniciativa de Combate ao Cibercrime a fim de apoiar consumidores e empresas vítimas do crime virtual.

Plano da McAfee para o combate ao cibercrime

A base da iniciativa da McAfee para o combate ao cibercrime são os múltiplos contatos estabelecidos pela empresa. Os principais elementos do plano são: Continue lendo »

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Rodovias de MS possuem 146 pontos de prostituição

Posted by Daniela Alves em outubro 21, 2008

As rodovias de Mato Grosso do Sul possuem 146 pontos de prostituição infantil. De acordo com a Procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho, Simone Beatriz Assis de Rezende, esses números foram levantados pelo Comitê Estadual de Enfrentamento de Tráfico de Pessoas, formado em 2002 com objetivo de combater não só a prostituição envolvendo menores, como também o trabalho escravo e outros tipos de exploração de pessoas.

A procuradora apresentou esses números no Fórum Internacional de Justiça, que está sendo realizado em Campo Grande com a presença de autoridades de 40 países.

Durante o painel especial que trabalhou o tema: Tráfico de Crianças e Adolescentes, Combate à Pedofilia, Prostituição Infantil e Tráfico de Órgãos, presidido pelo desembargador Antônio Carlos Viana Santos, presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, a procuradora chefe explicou que vários organismos da sociedade (Polícias federal, civil e militar, entre outros) integram esse comitê que tem atuado arduamente no combate a esses crimes em Mato Grosso do Sul.

Exemplo disso, segundo ela, foi a ação articulada dos órgãos e entidades que resultou no resgate de 200 trabalhadores que viviam em regime de escravidão branca em uma fazenda no município de Rondonópolis.

Levantamenos desenvolvidos pala OIT – Organização Internacional do Trabalho, segundo Simone Beatriz, revelam que em 2005, por exemplo, 2,4 milhões de pessoas no mundo foram vítimas de tráfico. Destas, 43% por exploração sexual comercial; 32% por exploração econômica (incluindo as formas modernas de escravidão, como o trabalho escravo e o restante, outras formas de exploração das pessoas.

Não é à toa, segundo a procuradora, que o tráfico de pessoas e prostituição se enquadram como a 3ª maior forma mais rentável de crime. Em primeiro lugar está o tráfico de drogas e depois o comércio ilegal de armas.

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Crime organizado deve ser “minado”

Posted by Daniela Alves em outubro 17, 2008

A opinião é de Fletcher Baldwin Júnior, que proferiu palestra ontem no seminário em Campo Grande

Campo Grande – O diretor do Centro para Estudos de Crimes Financeiros Internacionais de Washington, Fletcher Baldwin Júnior, defendeu ontem o rastreamento de movimentações financeiras e de bens para desmantelar o crime organizado internacional.
Ele foi um dos palestrantes no segundo dia do Fórum Internacional de Justiça (FOR-JVS), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, com o tema “Domínio da Lei: um componente essencial da guerra financeira contra o crime organizado”.
Para Fletcher, a organização logística e tecnológica dos grupos criminosos exige o aperfeiçoamento de métodos por parte das polícias e governos, além de ações integradas.
“Mais de 90% do dinheiro lavado no mundo passa pelos bancos, que não podem ser punidos pelo que fazem seus clientes, mas podem desenvolver métodos que possibilite identificar ações criminosas”, disse.
“Uma coisa sabemos, que as organizações vão investir em Nova Iorque, Londres ou Paris, por exemplo, lugares que consideram estáveis, e não no Afeganistão”, analisou.
Segundo Fletcher, a mesma integração que possibilta rapidez nas operações financeiras deve também permitir investigações objetivas e mais apuradas sobre os grupos criminosos, o que na prática ainda não acontece. “Há uma série de relatórios, de balanços e estatísticas que não servem para nada”, disse.
Para o pesquisador, é fundamental envolver as instituições financeiras e as autoridades políticas no combate ao crime organizado internacional. “Nenhum banco vai querer ter seu nome estampado no jornal dizendo que é contra qualquer ação de combate à lavagem de dinheiro. E o banco pode ajudar muito nisso”, reiterou.
Em relação aos Estados Unidos, disse que o Congresso Nacional pode solicitar aos banqueiros levantamento sobre operações financeiras duvidosas, que poderia levar as autoridades a bens adquiridos de forma ilegal. “Depois disso, cabe aos tribunais federais julgar o que é ou não ilícito”, explicou.

Dever de todos
Quem já pensou para onde vai o dinheiro da venda de CDs e DVDs piratas ou de produtos contrabandeados? À primeira vista, destina-se ao vendedor, que muitas vezes não dispõe de outra ocupação, mas pode muito bem financiar o crime organizado.
Justamente por isso, a procuradora federal da Divisão Criminal – Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Karine Moreno Taxman, defende a conscientização da população quanto a atitudes consideradas corriqueiras. O famoso “jeitinho brasileiro” pode ser visto com simpatia, mas também contribui com o crime organizado.
Karine ministrou ontem a palestra Importância da Investigação Voltada ao Alto Escalão das Organizações Criminosas, durante o 4º Fórum Internacional de Justiça.
Ela também defendeu mais dedicação, por parte das autoridades, à investigação envolvendo os chefes do crime organizado. “Ainda é mais comum e mais fácil prender o caminhoneiro que está transportando o CD pirata. Mas isso não acaba com o crime”, enfatizou. “As organizações criminosas não têm esse nome à toa, são mais organizadas que a polícia”, disse.
Para reverter esse quadro, Karine aposta na união de forças envolvendo população, que deve deixar de adquirir produtos ilícitos e denunciar ações criminosas, as polícias e o governo.

Fonte:  Jornal O Progresso

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FOR JUS: Crime organizado só se combate com ações coordenadas

Posted by Daniela Alves em outubro 16, 2008

Palestrante do Fórum Internacional de Justiça (FOR JVS 2008), a procuradora Diana De Martino, coordenadora do Departamento de Repressão ao Crime Organizado em Roma, na Itália, falou sobre a “Organização mafiosa Cosa Nostra e as mais recentes formas de combate”. Ela destacou, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, que o Estado só conseguiu deter o avanço da máfia após adotar uma reação coordenada.Durante décadas, a máfia cresceu e se organizou na Itália. Conforme a procuradora, a Costa Nostra foi voltada para a atividade agropastoril até os anos 60, quando era comandada por proprietários rurais. Somente nas décadas seguintes, os criminosos se mudaram para as cidades e passaram a promover especulação imobiliária, ter relação com políticos e atuação internacional graças ao narcotráfico.

O poder público só conseguiu avançar na guerra contra os criminosos ao adotar uma reação organizada, iniciada em 1984 pelos juizes Giovanni Falcone e Pablo Borselino. Em 1992, isolados numa ilha com suas respectivas famílias, eles conseguiram condenar 470 mafiosos. A medida provocou reação de guerra dos mafiosos, que promoveram ataques contra o Poder Judiciário. Falcone morreu numa explosão em 23 de maio de 1992, enquanto Borselino foi morto em 19 de julho daquele mesmo ano. Continue lendo »

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Brasil capacita polícia africana contra crime organizado

Posted by Daniela Alves em outubro 16, 2008

As polícias do Brasil vão oferecer cursos de capacitação para policiais de seis países africanos de língua portuguesa. O convênio foi firmado hoje, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, durante a I Cimeira – Polícias Judiciárias e científicas dos Países da Língua Portuguesa.

O evento reúne, hoje e amanhã, paralelamente ao Fórum Internacional de Justiça (FOR-JVS 2008), representantes das polícias do Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Princípe e Timor Leste. O encontro acontece auditório Pedro de Medeiros.

Segundo o presidente da Cimeira I e da Fundação Polícia Federal de Apoio ao Ensino e à Pesquisa, Geraldo Bertolo, a PF e a Polícia Militar de Minas Gerais e do Ceará vão capacitar policiais militares dos países africanos.

A primeira turma será capacitada na Academia da Polícia Federal em Brasília. Serão 40 vagas, sendo 20 para Guiné Bissau e 20 distribuídas entre outros cinco países. Amanhã, segundo Bertolo, será debatida a educação a distância para capacitar, do Brasil, os policiais do continente africano.

Brasil e Portugal já possuem parceria e realizam intercâmbio para capacitar e trocar experiências entre as polícias. Apesar dos modelos policiais não serem iguais, ele destacou que não inviabilizam a parceria, já que a atuação tem as mesmas finalidades: preventiva e investigativa.

Fonte: Portal AL

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Máfias internacionais são cada vez mais poderosas

Posted by Daniela Alves em outubro 16, 2008

Camorra ou tríades; russas, nigerianas ou turcas: interconectadas e coordenadas, máfias se expandem sem dificuldade pelo mundo. Do contrabando humano a drogas, petróleo ou marcas. ONU quer combater a situação à altura.

 

É preciso ser idealista para fazer esse trabalho, Walter Kemp não nega. “Mas, então, qual é a alternativa?”, pergunta o porta-voz do departamento das Nações Unidas contra Drogas e Criminalidade. “Não há! Temos que dar combate ao crime organizado global. Mesmo que pareça impossível vencer essa luta.”

Até a sexta-feira (17/10), representantes de 147 países-membros da ONU estão reunidos em Viena para declarar guerra à máfia. E o aspecto mais importante que ocupa os mais de mil diplomatas participantes são as estratégias de cooperação internacional.

Quanto mais pobre o país, mais vulnerável

Pois o inimigo está perfeitamente interconectado. Hoje em dia, “máfia” significa uma densa rede mundial de comércio, contrabando e corrupção. A ONU calcula que entre 2% e 3% do rendimento econômico do mundo provenha de negócios criminosos, o equivalente a 1,3 trilhão de dólares.

Contrabandistas africanos trabalham em conjunto com narcotraficantes sul-americanos, delinqüentes albaneses trocam armas por heroína no Oriente Médio. Quanto mais liberal o comércio, quanto mais abertos os mercados financeiros, mais fácil é sua atuação. Contrabando de armas, cigarros, pessoas e – acima de tudo – drogas determinam o mosaico criminoso.

O semanário alemão Die Zeit calcula que o mercado global do narcotráfico movimenta 390 bilhões de dólares: 16 vezes mais que o de tabaco, 65 vezes mais que o de café. Os cartéis mafiosos competem pelos melhores corredores de transporte para os Estados Unidos. No México, clássico país de passagem, grassa a guerra entre as quadrilhas, com 3 mil vítimas fatais somente em 2008. “Quanto mais pobre o país, mais vulnerável às estruturas mafiosas e à criminalidade organizada”, explica Kemp.

Sexo, árvores, caviar, marcas

A máfia mundial do caviar contrabandeia ovos de peixes. A da madeira derruba árvores em grande escala na Indonésia e entra despercebida na Europa com a madeira nobre. No delta do Níger, todos os dias milhares de barris de petróleo são roubados, carregados em grandes navios e distribuídos pelo mundo inteiro. As autoridades locais fazem vista grossa, sendo bem recompensadas para tal.

Segundo a Organização de Migração Internacional, entre 600 mil e 800 mil pessoas são vítimas do tráfico humano a cada ano. Muitas acabam no mercado do sexo de países como a Alemanha, onde o Departamento Federal de Investigações (BKA) detecta um número crescente de crianças.

Também na Itália, pátria simbólica da atividade mafiosa, desenvolveram-se cooperações internacionais. A Ndrangheta da Calábria colabora estreitamente com “amigos” da Albânia, do Leste Europeu, da Turquia e da América do Sul; a sua adversária Camorra (da Campânia, região de Nápoles) mantém bons contatos com a China e a Nigéria. Continue lendo »

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Dez anos da Rede Judiciária Europeia assinalados na Madeira

Posted by Daniela Alves em outubro 15, 2008

O presidente da Eurojust considerou que o Atlas Judiciário Europeu, criado na presidência portuguesa da União Europeia de 2000, é um instrumento importantíssimo para a cooperação no combate ao crime transnacional.

O magistrado José Lopes da Mota falava à agência Lusa a propósito do encontro que assinala os 10 anos da Rede Judiciária Europeia, a realizar segunda-feira na Madeira.

O Eurojust é um organismo da União Europeia, criado em 2002, para reforçar a eficácia das autoridades competentes nos Estados-membros na luta contra formas graves de criminalidade transnacional e organizada.

Segundo o procurador-geral adjunto, esta luta ficou muito mais facilitada com a criação do Atlas Judiciário Europeu.

O Atlas é uma representação geográfica da Europa judiciária que identifica quais as autoridades competentes em cada Estado-membro quando há necessidade de cooperação no combate ao crime.

“É um instrumento importantíssimo para a cooperação entre magistrados europeus. Essa representação geográfica da Europa foi um significativo avanço na Rede judiciária Europeia”, disse.

A RJE é feita de pontos de contacto que trabalham com os Estados-membros, organizando reuniões anuais para que esses mesmos contactos troquem experiências e conheçam melhor os sistemas jurídicos de cada país.

Fonte: DNotíciasPT

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PAÍSES DA OEA ASSINAM ACORDO DE COOPERAÇÃO NA SEGURANÇA

Posted by Daniela Alves em outubro 14, 2008

O vice-ministro da Justiça do Brasil, Luiz Paulo Ferreira, assinou no dia 08 de outubro de 2008, ao lado de ministros e representantes ministeriais de 34 países das Américas, um documento concordando com a criação de uma frente continental contra o crime organizado internacional, a insegurança e a violência na região.

A assinatura do documento aconteceu ao final da primeira reunião de ministros da Segurança Pública das Américas, realizada na capital mexicana com o apoio da Organização dos Estado Americanos (OEA).

Participaram do encontro o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que propôs a reunião de ministros, assim como o ministro da Defesa Nacional da Colômbia, Juan Manuel Santos, o secretário da Segurança Interna da Argentina, Héctor Masquelet, e o ministra do Interior do Uruguai, Daisy Tourné.

O secretário de Segurança Pública do México, Genaro García Luna, disse que, com o “Compromisso de Segurança Pública das Américas”, foi assumida a co-responsabilidade e “uma só vontade de ação” para criar uma frente comum transnacional contra a criminalidade.

Essa frente abrange o compromisso de fortalecer a segurança das fronteiras, modernizar os sistemas penitenciários e melhorar o intercâmbio de informação policial.

O documento assinado estabelece também o compromisso de promover políticas de Estado de longo prazo, no âmbito da segurança pública, com pleno respeito pelos direitos humanos.

Fonte: ANSA

Para baixar o Documento do Acordo de Cooperação na íntegra clique aqui

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Encontro internacional de combate ao crime organizado: em CG

Posted by Daniela Alves em outubro 6, 2008

Campo Grande será a capital internacional de combate ao crime organizado. De 15 a 17 deste mês a cidade vai reunir representantes de mais de 40 países durante o Fórum Internacional de Justiça (o FOR-JVS, International Fórum of Justice) em sua 4º versão anual consecutiva. Eles vão discutir, trocar informações e assinar convênios sobre temas como: crime organizado, narcotráfico, lavagem de dinheiro, pedofilia, tráfico de crianças e adolescentes, terrorismo, processo e código penal e direitos humanos (direito comparado).

O FOR-JVS será no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo e terá como palestrantes as seguintes autoridades: Carlos Veloso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal – STF e presidente de honra do FOR-JVS 2008, Brasil; José Antonio Henrique dos Santos Cabral, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal; Basrbara Berman, Chefe do Programa de Contraterrorismo da (OPDAT) – Agência para o Desenvolvimento, Assistência e Treinamento de Procuradores Estrangeiros no Combate ao Terrorismo – EUA; Antônio Patrono, Conselho Superior da Magistratura da Itália – Ex-diretor geral do Servizio Nazionaale Antimafia – Itália;

Adel Omar Sherif, Suprema Corte Constitucional do Egito; Alan Lambert, Consultor de Inteligência Financeira – detetive – Inglaterra (RU); Anaabela Miranda Rodrigues, diretora geral do CEJ – Centro de Estudos Judiciários – Portugal; Diana de Martino, Procuradora da República Italiana – Coordenadora do Depto de Repressão ao Crime Organizado – Roma – Itália; Aykut Cengiz Engin, Promotor Chefe de Istambul – Turquia;

David Brassanini, Adido do FBI – Federal Bureau of Investigastion – EUA; Orlando Afonso, desembargador português, vice presidente do Conselho Superior de Juízes Europeus – Portugal; Fletcher Baldwin, jr, diretor do Centro para Estudos de Crimes Financeiros Internacionais – Washington DC EUA – professor Chesterfield Smith de Direito, Levin College of Law, University of Flórida;

Odilon de Oliveira, Juiz Federal – Vara da Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros – MS/Brasil; Honorable Mervin J. Garbis, Juiz Federal – United States – EUA; Coronel Enrico Cataldi, Vice-Comandante Carabinieri Regione Lazio – Chefe ROS/Divisão Anti-Terrorismo – Itália; Karine Moreno Taxman, Procuradora Federal da Divisão Criminal – Departamento de Justiça DOJ – EUA; Pedro do Carmo, procurador adjunto , Director Nacional –Adjunto da Diretoria Nacional da Polícia Judiciária – Portugal; Pierre St Hilaire, DOJ – Departamento de Justiça – Divisão de Segurança Nacional – Sessão de Contraterrorismo – EUA e William Keating, ATF – Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms – EUA.

Parte Cultural
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