Blog – Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

Archive for the ‘Trabalho Escravo’ Category

A situação do isolamento econômico da Birmânia

Posted by Daniela Alves em janeiro 16, 2008

Defensores de direitos humanos insistem em organizar um boicote ao comércio de pedras preciosas da Birmânia como mecanismo eficaz para combater o regime militar desse país.

Human Rights Watch (HRW) criticou o comércio de gemas birmanesas por considerar que financia à ditadura militar e organizou um boicote às pedras preciosas bimanesas.

“Os generais da Birmânia contam com as pedras preciosas para financiar o regime”, disse Arvind Ganesan, diretor do programa de empresas e direitos humanos de HRW.

A Birmânia, é um dos principais produtores mundiais de pedras preciosas, atraindo compradores de todo o planeta. Os governantes militares mudaram o nome do país para Mianmar em 1989, quando voltaram a utilizar os nomes de lugares em idioma birmanês.

A Empresa de Gemas da Birmânia é a terceira maior exportadora do país, depois das companhias estatais de petróleo e madeira. Em 2006, a empresa gerou quase 300 milhões de dólares em vendas, o que supunha um aumento de 45 por cento em relação ao ano anterior.

Segundo algumas estimativas, somente a jade representa cerca de 10 por cento dos ingressos anuais da Birmânia pela exportação.

Normas da União Européia que entraram em vigor em novembro proíbem importar pedras preciosas e semipreciosas da Birmânia.Em dezembro, as duas câmaras do Congresso legislativo dos Estados Unidos aprovaram endurecer as restrições ao comércio de pedras birmanesas. No mesmo mês, o Canadá proibiu todas as importações desde esse país.

Outras que decidiram fazer o mesmo são a italiana Bulgari e a francesa Cartier.

Os que se opõem aos embargos comerciais à Birmânia alegam que tais medidas empobreceriam o povo. O crescente isolamento econômico do regime conduziu ao ressurgimento do contrabando nos anos 90, assim como o tráfico de drogas e o comércio sexual.

Nos resta saber, qual alternativa que os ativistas HRW darão aos novos problemas que surgiram no país devido este isolamento econômico.

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Dia nacional para conscientizar sobre o tráfico de pessoas nos EUA

Posted by Daniela Alves em janeiro 11, 2008

Kevin Bales e algumas v�timas, na apresentação de seu livro ‘Acabando com a escravidão’. (CIRO CESAR/La Opinión)Dia nacional para conscientizar sobre o tráfico de pessoas

Os obrigam a parecer invisíveis. Podem estar na sua frente todo o tempo, sem que o tenha notado. Em um restaurante, na casa de um vizinho, no campo recolhendo a colheita. É um dos 14 mil escravos que autoridades, acadêmicos e ativistas de direitos humanos calculam que há em Los Angeles.

Mesmo que estão à vista de todo o mundo, o problema mais significativo ao que se enfrentam as autoridades e as organizações de ajuda é o de detectar as vítimas, porque são vigiadas e ameaçadas e não podem dizer nada.

Verónica Hentris, funcionária da prefeitura de Los Angeles, comentou que “nosso rol é treinar a nossos empregados, policiais e bombeiros, porque que eles possam ser o primeiro contato com a vítima. É importante que saibam quem pode estar vivendo este problema”.

Salvation Army, afirma que cerca de 20 organizações trabalham em conjunto pela primeira vez para lembrar às vítimas de traficantes de humanos com destino à escravidão, um flagelo do qual poucos acham que existe dentro de um país como os Estados Unidos.

“Devemos estar conscientes que isto não só está passando em [qualquer lugar do mundo] mas aqui em nossa comunidade”, disse Lesly Beauvais, diretora de Serviços Comunitários do Conselho Nacional de Mulheres Judias.

“A mensagem que queremos dar é algo muito simples: é tempo de terminar com o tráfico de humanos”, disse Tobir Esclareço, coordenadora da Coligação Corredor Bilateral. Acrescentou que as vítimas são pessoas de todo gênero e origem demográfico. “Ninguém fica excluído deste problema. Em Estados Unido não deve haver espaço para a escravidão”, acrescentou Esclareço.

No Dia Nacional da Concientização contra o Tráfico de Pessoas, que se realiza hoje, se soube que as palavras estão dando lugar às ações.

O exemplo o está dando Salvation Army ao atribuir um de seus centros em Los Angeles para abrigar a entre 15 e 20 vítimas de escravidão e os assistirão com terapia, ajuda jurídica e refúgio durante dois anos.

“Quando as pessoas pensam em tráfico de humanos e nas suas vítimas, ninguém pensa no Salvation Army. Nós estivemos envolvidos nesta problemática durante muitos anos, ajudando e identificando às vítimas”, comentou Michael Smith, diretor de Serviços Sociais para o sul da Califórnia do Salvation Army.

“O Salvation Army nasceu em 1880 em Londres, a Inglaterra, pela idéia de um ministro metodista que viu meninas e jovens sendo exploradas nas ruas e disse, ‘alguém tem de tirá-las disso e alguém tem de ajudá-las, porque são vítimas e temos de colocá-las em um lugar seguro’. E esse foi o verdadeiro começo de nossa organização”, explicou Smith.

O refúgio no centro da cidade estará em um lugar secreto para proteger às vítimas de seus exploradores. Atualmente já assistem a várias pessoas, mas “nossa intenção a futuro é reuni-las a todas em um refúgio especial, só para vítimas de tráfico de seres humanos”, reiterou Smith.

Nos refúgios, 70% das vítimas são mulheres de origem hispano, disse Priscilla de León, terapeuta biligüe da organização Mulheres Ajudando a Outras Mulheres. “Sentir que isto nunca vai acabar, é como sentir que você está trabalhando por nada”, disse.

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Mais de 5,4 mil foram libertados da escravidão em 2007

Posted by Daniela Alves em janeiro 11, 2008

A Comissão Pastoral da Terra faz um levantamento periódico do número de trabalhadores libertados da escravidão. A entidade, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e que atua na defesa dos trabalhadores rurais, camponeses e sem-terra, fechou seus números para 2007. No ano passado, 5.467 trabalhadores foram retirados dessa condição em todo o país. Com isso, chega a 28.002 o número de pessoas resgatadas da escravidão desde 1995, quando o governo federal criou os grupos móveis de fiscalização, que atuam na verificação de denúncias e libertação de trabalhadores.

De acordo com a CPT, no período 1995 a 2007, há registro de denúncias envolvendo 50.263 trabalhadores em situação de trabalho escravo.

O recordista do ano passado foi o Pará, com 1.918 libertados, seguido pelo Mato Grosso do Sul (1.647). Ambos os estados foram palco de grandes libertações em propriedades de cana-de-açúcar, como a fazenda e usina Pagrisa, localizada em Ulianópolis (PA). Em junho deste ano, 1.064 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à de escravo em suas terras – um recorde.

A operação do governo federal desencadeou reações de políticos contrários à fiscalização, que saíram em defesa da empresa. As operações de verificação de denúncias de trabalho escravo chegaram a ser suspensas, pois o Ministério do Trabalho e Emprego considerou que não havia como garantir segurança funcional aos grupos móveis em meio aos ataques sofridos de senadores que defendiam a empresa. Contudo, a sociedade civil, parlamentares, Ministério Público, setores do governo e parte da mídia se insurgiram contra essa tentativa de achaque ao combate ao trabalho escravo, e os senadores e a empresa retiraram-se se cena. A estrutura de fiscalização saiu fortalecida e o caso foi considerado uma vitória de quem luta pela erradicação do trabalho escravo no país.

Em seguida na lista de libertados em 2007, Goiás (576), Maranhão (403) e Bahia (175) completam os cinco primeiros postos.

Fonte: Repórter Brasil

Para ver as estatísticas completas da Comissão Pastoral da Terra, clique aqui

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Trabalho escravo em Cancún e na Riviera Maia

Posted by Daniela Alves em janeiro 11, 2008

Denúncia de organizações humanitárias do México apontam que milhares de camponeses estão sendo empregados em condições análogas à de escravidão na construção de luxuosos hotéis nos redutos de veraneio de Cancún e Riviera Maia, estado de Quintana Roo, na fronteira do México com Belize.

Os pedreiros, vindos de zonas rurais dos estados de Chiapas, Veracruz e Tabasco, trabalham sem seguro médico, com jornadas muito acima das 8 horas diárias definidas por lei, e recebem salários baixíssimos, segundo denunciou nesta quarta-feira (9) o jornal mexicano El Universal.

Os trabalhadores em questão, diz o jornal, “constroem os hotéis mais caros do país em Cancún e na Riviera Maia, onde não poderão nunca se hospedar, nem em sonho”.
 
A matéria cita o documento “Problemática dos trabalhadores migrantes sazonais, provenientes de Chiapas e da zona norte de Quintana Roo”, encomendado pela organização humanitária católica Cáritas em Chiapas.

O relatório indica que os trabalhadores da valorizada costa do Caribe são “expulsos pelos fortes problemas econômicos que atravessam” suas comunidades. Seus salários nessas regiões turísticas variam entre US$370 a US$500, mas têm elevados custos de vida e enviam dinheiro às suas famílias.

Essas pessoas trabalham temporariamente – por três ou quatro meses – e voltam às suas comunidades com problemas ligados ao alcoolismo ou enfermidades.

Em sua maioria, estes chiapanecos são indígenas maias das regiões de Chilón, Ocosingo, San Cristóbal de la Casas ou Simojovel, e não falam espanhol, apenas línguas como o tzeltal, tzotzil, tojolabal, chol e zoque.

Os imigrantes “perdem identidade e esquecem seus costumes e tradições”, aponta o documento.

Em Cancún e na Riviera Maia, se hospedam em galpões insalubres ou em parques públicos, comem alimentos de baixa qualidade, não têm nenhum tipo de recreação e estão expostos à transmissão de doenças como a Aids pelo contato com prostitutas, de acordo com o relatório.

Fonte: Agência ANSA

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Petrobras repudia trabalho escravo em parcerias para produzir etanol

Posted by Daniela Alves em janeiro 11, 2008

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que a estatal não aceitará parcerias para a produção de etanol que se baseiem em trabalho escravo. “Nos contratos e nos negócios de que a Petrobras vier a participar, para exportação de etanol, essa expressão [trabalho escravo] não entra no nosso dicionário”, disse.

Ele informou que a participação da estatal e da sócia japonesa Mitsui nas usinas deverá ser minoritária, de 20% a 30%. E que em todas as usinas com vendas destinadas principalmente aos mercados do Japão e da Coréia serão adotados critérios modernos de produção: “Não trabalharemos com queimadas, utilizaremos a mecanização para dar uma condição digna e uma remuneração adequada ao trabalhador”.

A tendência é mecanizar a plantação e a colheita, como já ocorre em usinas no estado de São Paulo, que concentra 80% da produção de etanol no país. Paulo Roberto Costa reconheceu que a mecanização diminuirá a quantidade de mão-de-obra na produção, mas disse que haverá ganhos para os trabalhadores.

A plantação e a colheita manuais ainda correspondem, no Brasil, a 80% do total, mas segundo o diretor, “no futuro não muito distante, em termos de produtividade e redução de custos, a mecanização é irreversível”.

A redução de mão-de-obra, explicou, é compensada pela  qualificação dos trabalhadores. Ele lembrou que a indústria de etanol carece de pessoal para trabalhar nos laboratórios e para operar os equipamentos nas unidades industriais: “Isto significa uma oportunidade de colocar pessoas com qualificação maior e mais adequada em trabalhos mais gratificantes, mais bem remunerados e com uma condição de vida muito melhor.”

Fonte: Agência Brasil

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