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Posts Tagged ‘crime organizado’

Quadrilha brasileira controlava prostitutas com câmeras em Madri

Posted by Daniela Alves em fevereiro 14, 2011

Polícia diz que esquema seria inédito na Espanha; brasileiras devem ser deportadas

A polícia espanhola desmantelou na capital do país uma quadrilha brasileira de prostituição que controlava o trabalho das mulheres com câmeras de vídeo durante 24 horas.

Divulgação/BBC Brasil
Divulgação/BBC Brasil
Polícia apreendeu documentos, computadores e celulares

Segundo os investigadores, a quadrilha operava em cinco apartamentos em Madri, quatro onde trabalhavam 17 prostitutas e um onde estava a base de operações do grupo. Da quadrilha, incluindo as garotas de programa, faziam parte 38 brasileiros, todos presos na noite de domingo.

Os criminosos usava 12 computadores, 88 celulares e 28 câmeras de vídeo. A polícia espanhola afirma que esta seria a primeira vez que uma quadrilha que explora a prostituição no país usa um esquema tão sofisticado.

Controlados pelos supostos chefes, tanto prostitutas como clientes eram vigiados por câmeras de vídeo espalhadas por todas as dependências dos apartamentos onde atuavam.

Denúncia. Os membros da quadrilha usavam três quadros negros para anotar a agenda diária das prostitutas com nomes, horários e encontros com clientes e fiscalizavam o trabalho com a rede de câmeras.

O negócio funcionava 24 horas ao dia, empregando três telefonistas que se revesavam em turnos para atender as ligações de clientes, que chegavam à quadrilha por meio de anúncios na imprensa espanhola e na internet.

A polícia descobriu o grupo depois da denúncia de uma brasileira que trabalhou para a quadrilha. Segundo esta suposta confissão, as mulheres aliciadas no Brasil sabiam que atuariam em Madri como prostitutas, mas não que seriam vigiadas permanentemente.

As jovens entre 18 e 25 anos, de várias regiões do Brasil, moravam na Espanha em grupos de seis em cada quarto, dormindo em beliches ou no chão.

Dos 38 detidos, 11 estão acusados de delitos contra a saúde pública, exploração de seres humanos, contra os direitos de trabalhadores estrangeiros e formação de quadrilha. As prostitutas são acusadas de estadia e trabalho irregular na Espanha e devem ser deportadas.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,quadrilha-brasileira-controlava-prostitutas-com-cameras-em-madri,679460,0.htm

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Treinamento fundamental para os profissionais de antilavagem sobre a estreita relação entre a lavagem de dinheiro, corrupção e crime organizado

Posted by Daniela Alves em outubro 14, 2010

A ACAMS realizará sua 4a. Conferência Anual Latino-americana sobre Lavagem de Dinheiro de 17 a 19 de novembro na Cidade do México. Entre os quase 40 painéis – apresentados por 35 palestrantes especialistas internacionais – haverá sessões especiais dedicadas a dissecar a estrutura econômica do crime organizado para conhecer seu funcionamento e sua relação com o sistema financeiro e compreender o movimento do dinheiro sujo.

Para combater o crime organizado, é essencial que os profissionais desta área conheçam o movimento do dinheiro sujo. É somente atacando o fluxo econômico da delinquência que poderemos realmente impedir a lavagem de dinheiro,” sinalizou John Byrne, Vice-presidente Executivo da ACAMS.

Outras questões de vital importância para os profissionais da ALD que serão abordadas na conferência incluem a sonegação fiscal e sua relação com a lavagem de dinheiro, as lições dos recentes casos nacionais e internacionais (começando com a Wachovia, as casas de câmbio no México e outras pesquisas que estão em processo) e o enorme problema da lavagem de instituições menores, como casas de câmbio, remetentes, as cooperativas de poupança e crédito, empresas de microcrédito, etc. Continue lendo »

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Romeu Tuma Júnior fala sobre formas mais eficientes de combate ao crime organizado

Posted by Daniela Alves em agosto 17, 2009

Em setembro, a Secretaria Nacional de Justiça do Brasil realizará um seminário internacional, em Brasília, para analisar formas mais eficientes de combate ao crime organizado. Uma das propostas é de que o país comece a implementar a prática de sequestro de bens ilícitos para “cortar o financiamento” do crime. Nesta entrevista à Rádio ONU, o chefe da Secretaria, Romeu Tuma Júnior, disse que o Brasil tem reforçado suas parcerias com as Nações Unidas no combate ao tráfico de drogas e seres humanos. Romeu Tuma Júnior também falou sobre a necessidade de se agilizar o aparato judiciário brasileiro como um componente ativo na punição de criminosos em geral. “Quando a Justiça é tardia ela acaba se tornando uma injustiça, precisamos mudar isso”, disse. Acompanhe a entrevista do secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, à Mônica Villela Grayley.

Rádio ONU: Eu gostaria de começar perguntando sobre esse evento marcado para 1º a 4 de setembro que a sua Secretaria está organizando, que é o Seminário de Extinção de Domínio, uma iniciativa que prevê a perda de bens de origem ilícita. O senhor poderia nos explicar os progressos dessa proposta neste momento?

Romeu Tuma: Na verdade, estamos caminhando naquele objetivo que temos colocado sempre, especialmente nos eventos da ONU, com relação ao combate efetivo a organizações criminosas. Nós sempre dissemos que não adianta só prender e processar; É necessário, principalmente, cortar o fluxo financeiro das organizações criminosas. Nós temos que lembrar que uma organização criminosa tem uma estrutura muito semelhante a uma empresa. E numa empresa, quando você demite um funcionário ou quando um funcionário sai da empresa, obviamente sua reposição é muito fácil. E isso também acontece no crime organizado. Quando você prende o indivíduo, eles são rapidamente repostos. Tem empresa que, se você manda o gerente embora, ela acaba funcionando melhor. Agora, a única forma de conter o avanço de uma empresa, de conter o avanço do crime organizado, é quando você, efetivamente, corta o fluxo financeiro da organização. Como é que nós trabalhamos nesse sentido: você tem dois momentos importantes. Primeiro, quando você consegue bloquear os recursos oriundos de atos criminosos. Nós temos avançado muito no mundo, no sentido de cooperação, no sentido de bloquear recursos das organizações, que é uma forma de você, efetivamente, cortar o fluxo financeiro delas. Agora, o momento mais importante seria a repatriação, você conseguir recuperar os recursos, você fazer a perda dos bens da organização para que ela não possa de forma alguma mais ter acesso. Então essa questão do Seminário Internacional, que estamos promovendo, para tratar da extinção de domínio tem essa característica: trazer para o Brasil a experiência de alguns países que tiveram um grande avanço quando você torna uma ação cível que você praticamente inverte o ônus da prova, em outras palavras, se o indivíduo não provar que aquele bem foi adquirido com atividade lícita, o Estado pode apreender e pode tomar imediatamente, independentemente, de se transitar em julgado sentenças, porque hoje nós temos um problema muito sério com atraso na justiça, com a longa demora dos processos, você leva 15, 20 anos para transitar em julgado uma sentença definitivamente. Então quando você vai recuperar o bem, ele já não tem nenhum valor. Então é neste sentido que a gente está trabalhando para fazer esse seminário; tentar implantar no Brasil essa nova legislação que é de primeiro mundo.

Todos os Poderes

RO: E quantas pessoas o senhor espera receber para esse evento?

RT: Só de convidados internacionais, nós temos pelo menos 20 palestrantes, e a gente espera que esse evento tenha um público de pelo menos 300, 400 pessoas muito vinculadas no âmbito jurídico, tanto nacional quanto internacional. Nós estamos desenvolvendo, além dos participantes internacionais, todos os poderes no Brasil, o Executivo, o poder Judiciário e o Legislativo, para criar uma consciência, naqueles que obviamente que tramitarão projetos de lei, da necessidade da importância de se ter uma lei nesse sentido. Continue lendo »

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Nova lei de combate ao crime organizado aguarda votação

Posted by Daniela Alves em janeiro 14, 2009

Há mais de um ano, aguarda inclusão na Ordem do Dia do Plenário o projeto de lei (PLS) nº 150/06, que define o crime organizado e os instrumentos legais para combatê-lo. O projeto pretende adequar a legislação brasileira ao texto da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, dispondo sobre a investigação criminal, meio de obtenção de prova, crimes correlatos e procedimento criminal a ser aplicado.

A autoria do PLS é da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A matéria teve como relatores na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Aloizio Mercadante (PT-SP).

De acordo com a proposição, poderia ser tipificada como crime organizado a promoção, constituição, financiamento, cooperação ou integração pessoal ou por interposta pessoa, associação, sob forma lícita ou não, de cinco ou mais pessoas, com estabilidade, estrutura organizacional hierárquica e divisão de tarefas para obter, direta ou indiretamente, com o emprego de violência, ameaça, fraude, tráfico de influência ou atos de corrupção, vantagem de qualquer natureza, na prática de diversos outros crimes.

Dentre a lista de crimes que se enquadram na tipificação, está o tráfico de drogas, terrorismo, contrabando de armas de fogo, munições e explosivos, sequestro, homicídio qualificado, corrupção na administração pública, fraudes financeiras, sonegação fiscal, roubo de cargas, tráfico internacional de mulheres, crianças e adolescentes, lavagem de dinheiro, tráfico de órgãos humanos, falsificação de remédios, contra o meio ambiente e o patrimônio cultural.

A pena prevista na proposta é prisão de cinco a dez anos e multa, sem prejuízo das penas correspondentes aos demais crimes cometidos. As mesmas penas valeriam também para quem, por meio do crime organizado, gera ou controla as atividades econômicas ou serviços públicos com o fim de auferir proveito econômico; frauda licitações; intimida ou influencia testemunhas ou funcionários públicos responsáveis pela apuração de atividades do crime organizado; impede ou dificulta a investigação; e financia campanhas políticas de candidatos que facilitem a ação do crime organizado ou a impunidade dos seus membros.

A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se a estrutura do crime organizado for constituída por mais de 20 pessoas e se houver emprego de arma de fogo, ajuda de agente público ou colaboração de criança ou adolescente. Nesse caso, o chefe da quadrilha também teria a pena aumentada em 50%.

A colaboração premiada do investigado ou acusado também está prevista no PLS como meio de obtenção de prova, que também prevê a utilização de grampo telefônico, do acesso a dados cadastrais, documentos e informações eleitorais, comerciais e de provedores de Internet, e quebra do sigilo financeiro, bancário e fiscal, mediante autorização judicial. O juiz também teria o poder de conceder o perdão judicial e declarar extinta a punibilidade do investigado ou acusado que, sendo primário, tenha colaborado com a investigação e com o processo criminal.

Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=84635&codAplicativo=2

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Criar vaga de adido em Lisboa foi saída para Lula oferecer cargo irrecusável

Posted by Daniela Alves em dezembro 31, 2008

Desde que se convenceu de que não havia mais clima para manter o delegado Paulo Lacerda à frente da Abin, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou para oferecer-lhe um cargo para o qual não houvesse a possibilidade de recusa. Assim surgiu o convite para assumir o posto de adido policial em Lisboa.

O cargo oficialmente ainda não existe. Será criado em um pacote preparado pela administração de Luiz Fernando Corrêa à frente do Departamento de Polícia Federal. Corrêa defende a instalação de 15 novos adidos policiais nos continentes americano, europeu, asiático e africano. Atualmente existem seis adidos na América Latina – Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Colômbia e Suriname – e um único na Europa, instalado na França.

Os primeiros cargos que a Polícia Federal espera instalar serão na Venezuela e no Peru – únicos países limítrofes com o Brasil onde a função ainda não existe -, nos Estados Unidos, em Portugal, na Itália e na Espanha. Os demais ficarão em países como Inglaterra, Suíça, Japão, África do Sul, entre outros.

Atualmente, diversos países mantêm adidos policiais no Brasil. Por conta da necessidade de combater o crime organizado, esse cargo é visto como de maior importância do que os adidos militares, que tiveram papel de destaque durante as ditaduras na América Latina, na década de 70. Esses policiais costumam desembaraçar pedidos das polícias de seus países perante as nações onde estão credenciados, solicitando diligências, investigações e depoimentos de pessoas. O adido policial espanhol, por exemplo, mantém contato permanente com os agentes federais brasileiros que investigam o tráfico de mulheres para a Europa.

Os Estados Unidos mantêm no Brasil dois agentes do FBI, seis da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência americana de combate às drogas, e vários a serviço do Tesouro americano, segundo informações da própria Polícia Federal. Países como Inglaterra, Espanha, Itália, França e até Suíça já mantêm adidos trabalhando junto às embaixadas instaladas em Brasília.

Neste ano, foi o adido brasileiro na embaixada de Paris, delegado Serra Pinto, quem desenvolveu importante papel nas negociações com as autoridades de Mônaco para oficializar a extradição do banqueiro Salvatore Cacciola. Foi ele quem levou documentos, procurou pessoalmente as autoridades e até deu plantão na porta dos órgãos da administração para apressar o processo de extradição, como lembraram ontem policiais federais que acompanharam o caso.

Fonte: Estadão.

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Sistema Nacional de Bens Apreendidos é lançado pelo Executivo e Judiciário

Posted by Daniela Alves em dezembro 18, 2008

A Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vão ser parceiros numa iniciativa que tornará mais eficaz a recuperação de ativos. Esta semana, lançaram o Sistema Nacional de Bens Apreendidos (SNBA), que possibilitará a formulação e implementação de novas políticas públicas contra o crime organizado. “Esta parceria contribuirá para o enfrentamento mais eficiente às organizações criminosas, especialmente no ponto onde elas são mais sensíveis, o bolso, cortando o fluxo financeiro desses grupos e de seus integrantes”, declarou o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior.

Os dados gerados pelo SNBA possibilitarão ao Ministério da Justiça, do qual faz parte a SNJ, e aos demais órgãos que integram da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) obter melhores soluções contra entraves na administração e transparência de bens em poder da Justiça. “O lançamento que estamos celebrando é ainda mais ambicioso do que o inicialmente planejado. O projeto do cadastro foi ampliado para incluir o leilão on-line dos bens apreendidos, por exemplo. Essa decisão significa, em termos práticos, a interligação entre os dois sistemas”, destacou Tuma Júnior.

Em 2009, o Brasil será submetido à nova rodada de avaliação pelo Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro (GAFI), organismo internacional que estabelece padrões de combate à lavagem de dinheiro. “Nela serão exigidas informações estatísticas sobre os esforços empreendidos pelas autoridades envolvidas na persecução penal. E é nesse sentido que os dados do SNBA serão fundamentais para evidenciar os avanços já conseguidos pelo nosso país no combate à criminalidade organizada”, afirmou o secretário informando.

O Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça estabelecerão no próximo ano um convênio que facilitará o preenchimento das informações sobre o passivo de bens que hoje se encontram apreendidos.

Fonte: Jornal do Povo

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ITÁLIA – Máfia financia 180 mil empresas italianas

Posted by Daniela Alves em novembro 26, 2008

Crise revela perfil empreendedor do crime organizado

Milão – Cerca de 180 mil empresas italianas foram obrigadas a pedir financiamentos à Máfia, pois os bancos italianos se recusam a cobrir suas necessidades de liquidez, principalmente para capital de giro.

Os dados são oficiais e foram confirmados pela União dos Lojistas da Itália, a Confesercenti. Eles mostram que a pior crise financeira das últimas oito décadas significa “grandes negócios” para a Cosa Nostra.

A usura é a atividade que mais cresce para a Máfia, proporcionando arrecadações anuais de 15 bilhões de euros. Com esta gigantesca liquidez em suas mãos, as gangues e os capos das famílias mafiosas deverão ampliar sua influência sobre todos os setores da vida econômica italiana, realizando aquisições e fusões de empresas, bancos e imóveis.

“Com um faturamento anual que atinge 130 bilhões de euros e desempenho líquido de 70 bilhões de euros, se a Máfia fosse uma empresa, seria a maior multinacional italiana. Mas, em antítese com as demais empresas, ela tem sido minimamente afetada pela crise financeira mundial”, constata um relatório da Confesercenti. E isto a torna ainda mais perigosa.

Famílias de capos como a Máfia siciliana, da Camorra napolitana e da N”Draguetta da Calábria decidiram aproveitar a crise de crédito que levou os bancos a fecharem as torneiras dos empréstimos e financiamentos para empresas.

Milhares de empresas italianas foram obrigadas a recorrer às diversas facções do crime organizado para conseguirem empréstimos e financiamentos, pagando taxas de juros usurárias.

O crime organizado italiano utiliza os desempenhos destas operações para financiar outras atividades suas – ilegais ou mesmo legais – em todo o país.

Os interesses legais da Máfia se concentram nos setores da construção civil e do comércio varejista: famílias tradicionais de capos operam restaurantes, além de terem presença nos segmentos de turismo, apostas, coleta de lixo, saúde e imóveis.

Já as atividades ilegais da Máfia compreendem o tráfico de drogas, o contrabando, a prostituição, a lavagem de dinheiro e uma série de outras transgressões do Código Penal italiano.

De acordo com as últimas informações, as famílias mafiosas já penetraram nas empresas de petróleo e gás natural, nos times de futebol e até nos bancos da Rússia.

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/mostra_noticia.asp?id2=55620&cat2=internacional

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A má­fia na Ter­ra San­ta

Posted by Daniela Alves em novembro 23, 2008

O as­sas­si­na­to de um dos che­fões da má­fia de Is­ra­el trou­xe à to­na o sub­mun­do vi­o­len­to de um pa­ís que já con­vi­ve com ou­tros ti­pos de vi­o­lên­cia e que por en­quan­to não sa­be o que fa­zer

HERBERT MORAES é correpondente da TV Record em Israel.

Meio-dia de se­gun­da-fei­ra. Nu­ma das ave­ni­das mais mo­vi­men­ta­das de Tel Aviv de ­re­pen­te uma ex­plo­são. Pâ­ni­co…. O car­ro on­de es­ta­va a bom­ba pra­ti­ca­men­te se de­sin­te­grou. O ho­mem que es­ta­va no ve­ícu­lo mor­reu na ho­ra. Ou­tras três pessoas fi­ca­ram fe­ri­das, en­tre elas um me­ni­no de 13 anos.

Es­ta his­tó­ria acon­te­ceu no iní­cio da se­ma­na pas­sa­da e em prin­cípio, mí­dia, po­lí­cia e mo­ra­do­res acre­di­ta­vam que era mais um ato ter­ro­ris­ta dos pa­les­ti­nos. Mas se en­ga­na­ram. A ví­ti­ma era o che­fão da má­fia is­ra­e­len­se. O Dom Cor­le­o­ne do sub­mun­do de Is­ra­el.

Ya­akov Al­pe­ron, co­nhe­ci­do co­mo Don Al­pe­ron, es­ta­va di­ri­gin­do o car­ro no su­búr­bio de Tel Aviv quan­do a bom­ba foi acio­na­da por con­tro­le re­mo­to. Coi­sa de fil­me.

Al­pe­ron ti­nha 54 anos e fi­gu­ra­va en­tre os prin­ci­pa­is lí­de­res do cri­me or­ga­ni­za­do em Is­ra­el, à fren­te do seu clã fa­mi­liar des­de a dé­ca­da de 70. A po­lí­cia te­me ago­ra uma vi­o­len­ta res­pos­ta e o iní­cio de uma lu­ta in­ter­na en­tre fa­mí­lias ma­fio­sas. Sim, elas exis­tem tam­bém na Ter­ra San­ta.

Da­vid Ben Gu­ri­on, o fun­da­dor de Is­ra­el, dis­se uma vez que “quan­do ti­ver la­drões e pros­ti­tu­tas Is­ra­el te­rá al­can­ça­do o es­tá­gio de um pa­ís nor­mal”. O cri­me or­ga­ni­za­do cum­pre o que o lí­der is­ra­e­len­se pre­viu há mais de 60 anos, mas com um pou­qui­nho mais de di­ver­si­fi­ca­ção. Além de ex­plo­rar a pros­ti­tu­i­ção e rou­bar, os ma­fio­sos is­ra­e­len­ses pa­tro­ci­nam o jo­go ile­gal, o trá­fi­co de dro­gas e ex­tor­são. Já ti­ve­ram até o mo­no­pó­lio da dis­tri­bui­ção de ec­stasy nos EUA e na Eu­ro­pa e ho­je dis­pu­tam o mes­mo mer­ca­do com ou­tros ma­fio­sos, co­mo os rus­sos e os co­lom­bi­a­nos.

Mar­ca­da pe­la vi­o­lên­cia po­lí­ti­ca ge­ra­da pe­lo con­fli­to com os pa­les­ti­nos, a so­ci­e­da­de is­ra­e­len­se es­tá as­sus­ta­da com a bru­ta­li­da­de do cri­me or­ga­ni­za­do. O ata­que des­ta se­ma­na po­de ter si­do o mais ela­bo­ra­do, mas já vêm de al­gum tem­po ações de gan­gues ri­vais em ou­tras ci­da­des do pa­ís.

No fi­nal de 2003 uma bom­ba ex­plo­diu perto de uma ca­sa de câm­bio no sul de Tel Aviv, o al­vo era Ze´ev Ro­sen­stein. Foi a sex­ta ten­ta­ti­va de ma­tá-lo. Ele é apon­ta­do co­mo o prin­ci­pal che­fe ma­fio­so de Is­ra­el e es­tá en­vol­vi­do nu­ma dis­pu­ta que já cau­sou pe­lo me­nos 30 mor­tes. Ro­sen­stein che­fia o clã que do­mi­na Tel Aviv e es­tá em guer­ra com a fa­mí­lia Al­ber­gil, da ci­da­de de Lod (an­tro do trá­fi­co de dro­gas), que con­tro­la a par­te do cri­me or­ga­ni­za­do em Je­ru­sa­lém. A ví­ti­ma des­ta se­ma­na foi jus­ta­men­te o che­fe do clã dos Alber­gil. Du­ran­te o en­ter­ro que le­vou par­te da cri­mi­na­li­da­de de Is­ra­el até o ce­mi­té­rio e que a po­lí­cia ape­nas ob­ser­vou, já que tam­bém os te­me, o fi­lho de Ya­akov pro­me­teu vin­gan­ça e dis­se que vai en­con­trar o res­pon­sá­vel. E dis­se que se­ja quem for te­rá os pés, as mãos e a ca­be­ça cor­ta­dos. Is­so bem na fren­te da po­lí­cia. Em al­to e bom som pa­ra quem qui­ses­se ou­vir.

Há ou­tros qua­tro gru­pos ma­fio­sos im­por­tan­tes em Is­ra­el. Mas nem to­dos são ju­deus. Uma das gran­des fa­mí­lias é for­ma­da por ára­bes be­du­í­nos. O co­lap­so da Uni­ão So­vi­é­ti­ca per­mi­tiu a imi­gra­ção de mi­lha­res de ju­deus rus­sos pa­ra Is­ra­el na dé­ca­da de 90, com eles veio um bra­ço da cha­ma­da má­fia rus­sa, com co­ne­xões em to­da Eu­ro­pa Ori­en­tal, nos EUA e na Amé­ri­ca La­ti­na. Os rus­sos se de­di­cam mais à ex­plo­ra­ção da pros­ti­tu­i­ção e ao trá­fi­co de mu­lhe­res que vêm da Rús­sia atra­vés do Egi­to. Os is­ra­e­len­ses cu­i­dam mes­mo é do jo­go e do trá­fi­co de dro­gas. Nos úl­ti­mos cin­co anos mais de 3 mil ca­sas de jo­gos e mais de 2 mil bor­dé­is clan­des­ti­nos fo­ram fe­cha­dos no pa­ís, mas se­gun­do a pró­pria po­lí­cia é uma go­ta no oce­a­no di­an­te das inú­me­ras ati­vi­da­des ile­gais que exis­tem por aqui. Se­gun­do es­ta­tís­ti­cas do go­ver­no só nos úl­ti­mos dois anos mais de US$?3 bi­lhões fo­ram la­va­dos na eco­no­mia is­ra­e­len­se.

O ata­que que ma­tou o che­fão da má­fia es­ta se­ma­na pro­vo­cou uma sé­rie de crí­ti­cas ao tra­ba­lho da po­lí­cia pa­ra con­ter a guer­ra en­tre gan­gues e fa­mí­lias cri­mi­no­sas. A ex­pli­ca­ção da inér­cia, se­gun­do mui­tos ana­lis­tas, é con­se­qüên­cia prin­ci­pal­men­te do con­fli­to com os pa­les­ti­nos. Co­mo se­gu­ran­ça é o as­sun­to prin­ci­pal do pa­ís a po­lí­cia es­tá na mai­o­ria das ve­zes en­vol­vi­da com as­sun­tos do es­ta­blishment.

As in­ti­fa­das (re­vol­ta pa­les­ti­na) deixam o país em estado de guer­ra per­ma­nen­te, o que per­mi­tiu que a má­fia cres­ces­se. A mai­or par­te dos re­cur­sos e dos es­for­ços da po­lí­cia foi di­re­cio­na­da pa­ra o com­ba­te ao ter­ror pa­les­ti­no, dan­do mar­gem pa­ra que os ma­fio­sos es­pa­lhas­sem seus ten­tá­cu­los no sub­mun­do is­ra­e­len­se. O cri­me to­mou tal pro­por­ção por­que sim­ples­men­te nin­guém es­ta­va pres­tan­do aten­ção. A po­lí­cia pro­me­teu mu­dar a es­tra­té­gia. A so­ci­e­da­de is­ra­e­len­se aguar­da an­sio­sa e afli­ta o re­sul­ta­do des­sa su­pos­ta vi­ra­da de jo­go.

Fonte: Herbert Moraes Jr. Jornal Opção.

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Rodovias de MS possuem 146 pontos de prostituição

Posted by Daniela Alves em outubro 21, 2008

As rodovias de Mato Grosso do Sul possuem 146 pontos de prostituição infantil. De acordo com a Procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho, Simone Beatriz Assis de Rezende, esses números foram levantados pelo Comitê Estadual de Enfrentamento de Tráfico de Pessoas, formado em 2002 com objetivo de combater não só a prostituição envolvendo menores, como também o trabalho escravo e outros tipos de exploração de pessoas.

A procuradora apresentou esses números no Fórum Internacional de Justiça, que está sendo realizado em Campo Grande com a presença de autoridades de 40 países.

Durante o painel especial que trabalhou o tema: Tráfico de Crianças e Adolescentes, Combate à Pedofilia, Prostituição Infantil e Tráfico de Órgãos, presidido pelo desembargador Antônio Carlos Viana Santos, presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, a procuradora chefe explicou que vários organismos da sociedade (Polícias federal, civil e militar, entre outros) integram esse comitê que tem atuado arduamente no combate a esses crimes em Mato Grosso do Sul.

Exemplo disso, segundo ela, foi a ação articulada dos órgãos e entidades que resultou no resgate de 200 trabalhadores que viviam em regime de escravidão branca em uma fazenda no município de Rondonópolis.

Levantamenos desenvolvidos pala OIT – Organização Internacional do Trabalho, segundo Simone Beatriz, revelam que em 2005, por exemplo, 2,4 milhões de pessoas no mundo foram vítimas de tráfico. Destas, 43% por exploração sexual comercial; 32% por exploração econômica (incluindo as formas modernas de escravidão, como o trabalho escravo e o restante, outras formas de exploração das pessoas.

Não é à toa, segundo a procuradora, que o tráfico de pessoas e prostituição se enquadram como a 3ª maior forma mais rentável de crime. Em primeiro lugar está o tráfico de drogas e depois o comércio ilegal de armas.

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Crime organizado deve ser “minado”

Posted by Daniela Alves em outubro 17, 2008

A opinião é de Fletcher Baldwin Júnior, que proferiu palestra ontem no seminário em Campo Grande

Campo Grande – O diretor do Centro para Estudos de Crimes Financeiros Internacionais de Washington, Fletcher Baldwin Júnior, defendeu ontem o rastreamento de movimentações financeiras e de bens para desmantelar o crime organizado internacional.
Ele foi um dos palestrantes no segundo dia do Fórum Internacional de Justiça (FOR-JVS), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, com o tema “Domínio da Lei: um componente essencial da guerra financeira contra o crime organizado”.
Para Fletcher, a organização logística e tecnológica dos grupos criminosos exige o aperfeiçoamento de métodos por parte das polícias e governos, além de ações integradas.
“Mais de 90% do dinheiro lavado no mundo passa pelos bancos, que não podem ser punidos pelo que fazem seus clientes, mas podem desenvolver métodos que possibilite identificar ações criminosas”, disse.
“Uma coisa sabemos, que as organizações vão investir em Nova Iorque, Londres ou Paris, por exemplo, lugares que consideram estáveis, e não no Afeganistão”, analisou.
Segundo Fletcher, a mesma integração que possibilta rapidez nas operações financeiras deve também permitir investigações objetivas e mais apuradas sobre os grupos criminosos, o que na prática ainda não acontece. “Há uma série de relatórios, de balanços e estatísticas que não servem para nada”, disse.
Para o pesquisador, é fundamental envolver as instituições financeiras e as autoridades políticas no combate ao crime organizado internacional. “Nenhum banco vai querer ter seu nome estampado no jornal dizendo que é contra qualquer ação de combate à lavagem de dinheiro. E o banco pode ajudar muito nisso”, reiterou.
Em relação aos Estados Unidos, disse que o Congresso Nacional pode solicitar aos banqueiros levantamento sobre operações financeiras duvidosas, que poderia levar as autoridades a bens adquiridos de forma ilegal. “Depois disso, cabe aos tribunais federais julgar o que é ou não ilícito”, explicou.

Dever de todos
Quem já pensou para onde vai o dinheiro da venda de CDs e DVDs piratas ou de produtos contrabandeados? À primeira vista, destina-se ao vendedor, que muitas vezes não dispõe de outra ocupação, mas pode muito bem financiar o crime organizado.
Justamente por isso, a procuradora federal da Divisão Criminal – Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Karine Moreno Taxman, defende a conscientização da população quanto a atitudes consideradas corriqueiras. O famoso “jeitinho brasileiro” pode ser visto com simpatia, mas também contribui com o crime organizado.
Karine ministrou ontem a palestra Importância da Investigação Voltada ao Alto Escalão das Organizações Criminosas, durante o 4º Fórum Internacional de Justiça.
Ela também defendeu mais dedicação, por parte das autoridades, à investigação envolvendo os chefes do crime organizado. “Ainda é mais comum e mais fácil prender o caminhoneiro que está transportando o CD pirata. Mas isso não acaba com o crime”, enfatizou. “As organizações criminosas não têm esse nome à toa, são mais organizadas que a polícia”, disse.
Para reverter esse quadro, Karine aposta na união de forças envolvendo população, que deve deixar de adquirir produtos ilícitos e denunciar ações criminosas, as polícias e o governo.

Fonte:  Jornal O Progresso

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