Blog – Daniela Alves

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Ministério Público denuncia 18 pessoas por tráfico de mulheres

Posted by Daniela Alves em agosto 29, 2009

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na semana passada três denúncias à Justiça contra 18 pessoas suspeitas de participarem de esquema para promover o tráfico de mulheres brasileiras. Depois de serem aliciadas, as mulheres eram enviadas ao exterior para abastecer o mercado de prostituição de alto luxo.

A Operação Harém foi desencadeada em 31 de julho pela Polícia Federal. Foram presas 15 pessoas no Brasil e três no exterior suspeitas de envolvimento no esquema. As investigações foram iniciadas a partir do estado do Espírito Santo, onde foi descoberto o ponto de partida do esquema.

De acordo com a denúncia, seis grupos participavam do esquema, sendo três deles no Brasil – sendo dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro -, onde funcionava o agenciamento e aliciamento das mulheres, que eram enviadas para os Estados Unidos, Caribe e França. Nestes países, agiam os outros três grupos.

Além de tráfico internacional e interno de pessoas com fins de prostituição, os acusados devem responder por rufianismo (tirar proveito de prostituição alheia), crime de quadrilha e favorecimento à prostituição.

No exterior, as mulheres eram recebidas por outros aliciadores, que as hospedavam em uma casa ou em um resort, como por exemplo no Caribe, onde eram agendados e realizados os programas.

As mulheres aliciadas eram escolhidas pelos clientes com a ajuda de um book eletrônico com fotos das garotas de programa. As fotos ficavam em uma conta e-mail e eram disponibilizadas aos clientes por meio de senha. Além disso, as fotos também eram levadas pessoalmente ao cliente por meio de um álbum entregue por motoboy. No caso de estrangeiros que chegavam ao Rio de Janeiro, podiam ser entregues pelas próprias aliciadoras nos aeroportos ou hotéis.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, afirmou no último dia 31 que a quadrilha pode ter aliciado cerca de 200 mulheres em um ano para trabalharem como prostitutas no Brasil, França, Estados Unidos e República Dominicana.

As mulheres eram aliciadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, segundo o superintendente da PF. “Eles conseguiam aliciá-las com promessas de bons ganhos financeiros. Mas não havia um padrão definido para o aliciamento e nem para o perfil delas. Algumas já eram garotas de programa, por exemplo. Mas era sempre com a finalidade de prostituição de alto luxo”, disse.

Em alguns casos, de acordo com Coimbra, os ganhos mensais poderiam chegar a até US$ 40 mil. “Deste valor, o aliciador ficava com uma parte e o explorador da prostituição com outra. Mas não dá para saber o percentual de cada um”, afirmou. Além das prisões, foram apreendidas mídias, como discos de DVD, e bloqueadas 10 contas bancárias movimentadas pela quadrilha no Brasil. “Os valores nestas contas ainda estão sendo levantados”, finalizou.

Durante o processo de investigação, a Polícia Federal contou com a colaboração da Agência de Imigração Americana (ICE), da Defense Security Service, Interpol, policiais da República Dominicana e dos Estados Unidos, que também realizaram prisões.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1278565-5605,00-MINISTERIO+PUBLICO+DENUNCIA+PESSOAS+POR+TRAFICO+DE+MULHERES.html

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A fronteira mexicana com os Estados Unidos é um dos lugares mais perigosos

Posted by Daniela Alves em março 5, 2008

No México persistem os abusos, a perseguição e o mau-trato para os migrantes centro-americanos, especialmente para mulheres e crianças, advertiu a presidente da Comissão de Eqüidade e Gênero da câmara dos deputados (México), Maricela Contreras Julián.

“Há um duplo discurso na política migratória de nosso país já que por um lado se condena os maus-tratos que recebem nossos conacionais no vizinho país do norte e por outro lado as mesmas práticas são reproduzidas por algumas autoridades mexicanas com as pessoas que cruzam a fronteira sul do México”, disse.

A legisladora do PRD comentou um relatório da organização Fim da Prostituição Infantil, Pornografia e o Tráfico de Crianças com Fins Sexuais, segundo o qual um grande número de jovens de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua são vendidas por aproximadamente 200 dólares cada uma.

“São usadas na exploração sexual e em atividades diversas em outras zonas do território mexicano como alvenaria, comércio ambulante e coletoras de lixo”, disse no marco do fórum “O rol da mulher na sociedade”, que se realiza em San Lázaro.

Por outra parte assinalou que dados da Cepal registram que na fronteira sul do México 70 por cento das migrantes é vítima de violência, das que 60 por cento sofre algum tipo de abuso sexual que chega até a violação.

Além disso a fronteira mexicana com os Estados Unidos é um dos lugares mais perigosos, em onde as mulheres são vítimas de violência sexual, prostituição forçada, tráfico e feminicidio.

O mais grave do assunto, mencionou, é que as migrantes manifestaram que os principais agressores são oficiais de diversas corporações, segundo uma pesquisa da Organização Sem Fronteiras.

Por isso urgiu às autoridades migratórias a que desenhem e apliquem políticas para atender a problemática e reformar a legislação, já que “há disposições misóginas na Lei Geral de População que restringem os direitos das mulheres”.

Acrescentou que essa situação se agrava quando a mulher migrante que deseja acessar à justiça e denunciar ao agressor é requerida de apresentar documentos que credenciem sua estadia legal tanto para iniciar um procedimento penal como civil.

A isso se acrescenta que a mulher migrante, se é denunciada às autoridades pelo agressor ou é posta a disposição do Instituto Nacional de Migração por outra autoridade, deve enfrentar a falta de devido processo legal, ao não contar com um verdadeiro direito de audiência, defesa e informação.

Fonte: Notimex

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