Blog – Daniela Alves

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Reunión de Mercosur en Bolivia condena trata de personas

Posted by Daniela Alves em julho 7, 2011

La Paz, 7 jul (PL) Instituciones públicas y organizaciones no gubernamentales de países miembros del Mercado Común del Sur condenaron hoy aquí la trata de personas y promovieron una cruzada contra ese flagelo. Continue lendo »

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Cooperação policial internacional pode ajudar no combate ao tráfico de pessoas

Posted by Daniela Alves em abril 22, 2008

O intenso fluxo de pessoas e a facilidade de passagem de um país para outro no Mercosul tem feito com que as polícias de Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, além do Chile, busquem um trabalho conjunto para combater um crime que afeta a todos eles: o tráfico de seres humanos.

Para isso, é preciso implementar uma legislação harmônica e realizar um trabalho de capacitação conjunta entre os policiais, defendem os representantes desses países presentes na Oficina de Cooperação e Coordenação de Policiais do Mercosul para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Foz do Iguaçu (PR).

“A gente tem uma necessidade de agregar as informações que estão na investigação brasileira com as informações de investigação de outro país. Para isso existem mecanismos de cooperação policial e jurídica, para que as provas colhidas num país possam ser utilizadas em outro país”, explica Felipe Seixas, delegado da Polícia Federal.

No último dia da oficina, ontem (18), representantes da Espanha, Inglaterra e de Portugal também estiveram presentes para falar sobre cooperação internacional, já que estes são os principais destinos das vítimas. A inspetora de polícia de Portugal, Isabel Burke, que atua como adida em Brasília, explicou que atualmente existem várias formas de trabalho conjunto entre os dois países.

Esses trabalhos consistem basicamente em trocas de oficiais e de informações, investigações conjuntas como a que terminou com o desmembramento de uma quadrilha em Natal (RN) que traficava mulheres do Brasil para Portugal, seminários, estudos e campanhas informativas. Mas a medida que ela mais defende é o intercâmbio de policiais entre os países que têm interesse em operações conjuntas.

“Não há dúvida que o método mais rápido para troca de informações são os adidos. A troca de adidos policiais é fundamental”, defende a inspetora.

Quando a troca de experiências não é feita a partir de um período de trabalho conjunto, como no caso dos adidos, ele pode ser propiciado por cursos de capacitação entre países próximos.

O delegado Maurício Valeixo, que trabalha na capacitação dos policiais federais brasileiros, garante que desde o ano passado esses cursos conjuntos vêm sendo aplicados, especialmente entre policiais do Mercosul. “Com esses cursos as polícias ficam sabendo mais sobre a legislação dos outros países e sobre as dificuldades umas das outras”, garantiu.

Fonte: A Tarde Online

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Policiais do Mercosul discutem tráfico de pessoas em Foz do Iguaçu

Posted by Daniela Alves em abril 17, 2008

Preparar agentes federais dos países do Mercosul para lidar com as vítimas e os aliciadores envolvidos com tráfico de seres humanos é o objetivo da oficina Cooperação e Coordenação Policial no Mercosul e Chile para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”, que começou hoje (16) e será realizada até o dia 18 em Foz do Iguaçú (PR). O encontro reúne representantes das polícias federais de Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile.

A complexidade de fatores envolvidos no tráfico de seres humanos, que resulta quase sempre em algum tipo de trabalho forçado – urbano, rural ou sexual –, inclui principalmente a maneira como o aliciado encara a polícia. De acordo com o coordenador do evento e oficial de projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Rodrigo Pena, quando a vítima é estrangeira ela quase sempre enxerga a polícia com medo e não como uma fonte de amparo.

“O medo é forte e o explorador geralmente joga com isso. Ele diz ‘se você não fizer o que eu quero eu te entrego para a polícia. Eles vão te prender, te bater e te mandar de volta’.  Isso, claro, associado a outros tipos de chantagens e coações”, explica.

Segundo Pena, a polícia precisa estar preparada para enxergar no aliciado uma vítima e entender que ele geralmente se envolve nessa situação por falta de opções de trabalho no lugar onde vive. “Uma palavra que define bem o tráfico [de pessoas] é exploração. A exploração do trabalho está sempre relacionada e ela acontece por falta de condições decentes no lugar de origem da pessoa”, explica.

O representante da OIT acrescenta que geralmente essas pessoas têm informações, em parte, sobre as condições do trabalho que vão exercer em outro país, outro estado ou até em outra cidade no mesmo estado. “Esse é um consentimento viciado. Porque se uma pessoa só tem aquela opção para sobreviver, então ela não tem opção. Além disso, elas não sabem que vão trabalhar forçadamente e sem o direito de desistir do emprego”, alega Pena, lembrando que o Protocolo de Palermo – documento assinado pelo Brasil junto com outros países para erradicação do tráfico de pessoas – diz que  esse tipo de consentimento não deve ser considerado.

Rodrigo Pena alerta para o preconceito que impede que as mulheres vítimas de tráfico para exploração sexual recebam apoio adequado da polícia, já que, em muitos casos, elas já eram prostitutas antes de serem aliciadas. “Ela vai achando que vai trabalhar como prostituta lá e ganhar muito mais ou até conseguir se casar e largar esse tipo de trabalho. Você acha que se ela soubesse que iria trabalhar 15 horas por dia, sem receber e sem poder recusar cliente, ela iria? Ninguém em sã consciência iria”.

Os principais fins do tráfico de pessoas são exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes e trabalho foçado urbano ou rural.

Fonte: Agência Brasil

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