Blog – Daniela Alves

Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana

Posts Tagged ‘Tráfico de Mulheres’

‘Revenda’ de vítimas de exploração sexual dribla autoridades europeias

Posted by Daniela Alves em fevereiro 1, 2012

Especialistas no combate à prostituição forçada na Europa alertam para um fenômeno crescente: a comercialização de mulheres como mercadorias entre diferentes países e cidades.

De acordo com um relatório compilado pela ONG espanhola Red española contra la trata de personas, a partir dos dados de 26 organizações internacionais, a revenda de mulheres, muitas delas menores de idade, aumentou em 50% nos últimos cinco anos e movimenta cerca de US$ 7 bilhões por ano (R$ 12 bilhões).

O relatório revelou que anualmente cerca de 1 milhão de pessoas que chegam à Europa acabam sendo forçadas à prostiuição. Deste total, 90% passam por bordéis na Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça e Portugal, revendidas por quadrilhas de traficantes.

Na Espanha, maior consumidor europeu de serviços sexuais e onde atuam as principais redes de contrabando, segundo as autoridades, uma mulher é vendida entre R$ 2.000 e R$ 7.500, de acordo com idade, características físicas e experiência. Quanto mais jovem, mais cara.

O sistema é parecido ao de uma atividade comercial convencional. Os donos dos prostíbulos atendem à demanda dos clientes, que pedem perfis físicos específicos de prostitutas. Quando querem um tipo ou se cansam de outro, a mercadoria é renovada. Assim, uma mulher é revendida a outra rede, circulando por quase todo o continente.

RENOVAÇÃO DE “CATÁLOGO”

Segundo a pesquisa, o tempo médio de uma prostituta em um bordel é de 28 dias. Quando alcança este período, ela é revendida para que os clientes tenham novidades, como num catálogo de mercadorias. Continue lendo »

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La Policía Nacional desarticula una red de explotación sexual que controlaba los prostíbulos a través de cámaras conectadas a Internet

Posted by Daniela Alves em fevereiro 14, 2011

Los jefes de la organización disponían de pizarras colgadas de la pared donde, a modo de planning, aparecían los nombres de las jóvenes y el lugar en el que se hallaban en cada momento

Contaban con cuatro pisos en la capital madrileña donde las mujeres ejercían la prostitución y su base de operaciones –desde donde se controlaban las cámaras- se encontraba en el barrio de Arganzuela

Responsables de la Brigada Provincial de Extranjería  y Documentación ofrecerán declaraciones sobre el desarrollo de esta operación a las 11.30 h. en la Jefatura Superior de Policía de Madrid, en la avenida Doctor Federico Rubio y Galí 55

13-enero-11.- Agentes de Policía Nacional han desarticulado una organización dedicada a explotar sexualmente a jóvenes extranjeras en cuatro pisos de Madrid capital. La red disponía de un centro de operaciones desde donde los responsables vigilaban a través de las cámaras conectadas a Internet lo que sucedía dentro de los prostíbulos. Han sido detenidas 11 personas por delitos relativos a la prostitución, contra la salud pública, trata de seres humanos y asociación ilícita.

La investigación se inició a raíz de la denuncia interpuesta en el Juzgado de Guardia de Madrid por parte de una ex trabajadora de la red en la que relataba que determinadas personas obligaban a ejercer la prostitución a mujeres jóvenes en distintos pisos de la capital.

Centro de operaciones en Arganzuela

A partir de este momento, los investigadores iniciaron las pesquisas para comprobar las afirmaciones realizadas por la mujer y pronto constataron que, efectivamente, la organización disponía de una vivienda en el distrito de Arganzuela que servía de base desde donde los dos principales cabecillas de la red dirigían el resto de la organización. Continue lendo »

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Quadrilha brasileira controlava prostitutas com câmeras em Madri

Posted by Daniela Alves em fevereiro 14, 2011

Polícia diz que esquema seria inédito na Espanha; brasileiras devem ser deportadas

A polícia espanhola desmantelou na capital do país uma quadrilha brasileira de prostituição que controlava o trabalho das mulheres com câmeras de vídeo durante 24 horas.

Divulgação/BBC Brasil
Divulgação/BBC Brasil
Polícia apreendeu documentos, computadores e celulares

Segundo os investigadores, a quadrilha operava em cinco apartamentos em Madri, quatro onde trabalhavam 17 prostitutas e um onde estava a base de operações do grupo. Da quadrilha, incluindo as garotas de programa, faziam parte 38 brasileiros, todos presos na noite de domingo.

Os criminosos usava 12 computadores, 88 celulares e 28 câmeras de vídeo. A polícia espanhola afirma que esta seria a primeira vez que uma quadrilha que explora a prostituição no país usa um esquema tão sofisticado.

Controlados pelos supostos chefes, tanto prostitutas como clientes eram vigiados por câmeras de vídeo espalhadas por todas as dependências dos apartamentos onde atuavam.

Denúncia. Os membros da quadrilha usavam três quadros negros para anotar a agenda diária das prostitutas com nomes, horários e encontros com clientes e fiscalizavam o trabalho com a rede de câmeras.

O negócio funcionava 24 horas ao dia, empregando três telefonistas que se revesavam em turnos para atender as ligações de clientes, que chegavam à quadrilha por meio de anúncios na imprensa espanhola e na internet.

A polícia descobriu o grupo depois da denúncia de uma brasileira que trabalhou para a quadrilha. Segundo esta suposta confissão, as mulheres aliciadas no Brasil sabiam que atuariam em Madri como prostitutas, mas não que seriam vigiadas permanentemente.

As jovens entre 18 e 25 anos, de várias regiões do Brasil, moravam na Espanha em grupos de seis em cada quarto, dormindo em beliches ou no chão.

Dos 38 detidos, 11 estão acusados de delitos contra a saúde pública, exploração de seres humanos, contra os direitos de trabalhadores estrangeiros e formação de quadrilha. As prostitutas são acusadas de estadia e trabalho irregular na Espanha e devem ser deportadas.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,quadrilha-brasileira-controlava-prostitutas-com-cameras-em-madri,679460,0.htm

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Itamaraty conclui guia de orientação para vítimas de redes de prostituição

Posted by Daniela Alves em setembro 21, 2010

O Ministério das Relações Exteriores lançou nesta quarta-feira (15) o Guia de Retorno ao Brasil. O objetivo é orientar e dar condições de retorno para o País aos brasileiros que vão para o exterior e viram vítimas de redes de prostituição, exploração e tráfico de pessoas.

Um trabalho específico será feito em cinco cidades de Portugal e da Espanha a partir da próxima semana, quando a cartilha será apresentada e serão negociadas parcerias com organizações não governamentais e os governos locais.

“O objetivo desse guia é ajudar quem vai para o exterior, decepciona-se e não sabe ou acha que não tem condições de voltar para o Brasil”, disse à “Agência Brasil” a chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, Luiza Lopes Ribeiro da Silva. “É preciso mostrar para esses homens e mulheres que há alternativas no Brasil e que eles não devem se tornar alvos dessas redes (de exploração, tráfico e prostituição).”

O guia foi lançado três semanas depois de as polícias da Espanha e do Brasil desarticularem uma rede de prostuição masculina em que 14 pessoas foram presas. As vítimas dessa rede caracterizam o público-alvo para quem será direcionado o documento elaborado em conjunto entre o Itamaraty e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

No guia há informações sobre oportunidades de emprego no Brasil e alternativas para buscar ajuda. Funcionários do Itamaraty e voluntários brasileiros serão treinados para transmitir as orientações e receberão o material. A ideia é ampliar parcerias com redes locais no esforço de aumentar o apoio às vítimas.

Segundo a diplomata, um estudo feito pelo Itamaraty mostra que, em geral, as vítimas são atraídas por ofertas de redes que atuam principalmente em Portugal, na Espanha, Suíça e Holanda. Na América Latina, os focos são o Suriname e a Bolívia. Por essa razão, os funcionários que lidam com questões consulares passarão por um curso específico sobre assistência a essas pessoas.

O guia, editado em inglês e português, ficará à disposição em todos os consulados do Brasil no exterior. A cartilha é resultado de uma parceria dos ministérios das Relações Exteriores e da Justiça, além da SPM.

Um dos capítulos do guia é destinado a mostrar ao brasileiro que foi para o exterior e quer voltar ao Brasil que há oportunidades de empregotrabalho no País. As alternativas vão de sugestões nos setores da construção civil, do turismo e do artesanato a investimentos no programa de microcrédito.

Em outro capítulo, há uma orientação precisa sobre o programa de educação para jovens e adultos, destinado àquelas pessoas que abandonaram as salas de aula, mas têm vontade de voltar a estudar. O programa é gratuito e oferecido em todo o País. O curso oferece inclusive aulas online, de acordo com o Ministério da Educação.

“Nós acreditamos no efeito multiplicador desse guia: uma pessoa lê, fica interessada no que viu e conta para outra. Na prática, isso pode ter um resultado muito interessante e evitar reincidência”, disse Luiza Silva. “Infelizmente, as histórias de pessoas que se frustram, voltam para o Brasil e depois caem nas mãos de redes novamente, são muito frequentes.”

Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/brasil/itamaraty-conclui-guia-orientacao-vitimas-redes-prostituicao-596531.shtml

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Blog de un “putero”

Posted by Daniela Alves em maio 25, 2010

No dia 21 de maio, recebi o e-mail abaixo sobre o Blog de um homem “cliente da prostituição”.

Deixando de lado qualquer crítica moral que alguém queira emitir, este blog parece ser um espaço interessante, pois pauta alguns dos principais desafios no combate ao Tráfico de Mulheres:

1 – O Tráfico de Mulheres para fins sexuais existe (independente da condição social da “vítima”), pois existe prostituição;

2 – Existe a prostituição, pois há demanda, ou seja, clientes;

3 – A existência dos clientes não deve ser objeto de “elucubrações filosóficas”, mas devem estar inclusos de alguma forma nas estratéias de combate ao Tráfico de Mulheres.

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Reciban un afectuoso saludo;

He obtenido su correo electrónico en la red, en páginas en las que mostraban interés por el tema de  la prostitución.

Pues bien, con el fin de dar a conocer mejor esta realidad a la sociedad en general y en particular a los profesionales interesados en ella, decidí abrir un blog en el que escribo desde la óptica de un usuario. Les invito a visitarlo y a discutir cualquier aspecto relacionado con la prostitución que estimen oportuno.

http://barriorojo-esl.blogspot.com/

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Ministério Público denuncia 18 pessoas por tráfico de mulheres

Posted by Daniela Alves em agosto 29, 2009

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na semana passada três denúncias à Justiça contra 18 pessoas suspeitas de participarem de esquema para promover o tráfico de mulheres brasileiras. Depois de serem aliciadas, as mulheres eram enviadas ao exterior para abastecer o mercado de prostituição de alto luxo.

A Operação Harém foi desencadeada em 31 de julho pela Polícia Federal. Foram presas 15 pessoas no Brasil e três no exterior suspeitas de envolvimento no esquema. As investigações foram iniciadas a partir do estado do Espírito Santo, onde foi descoberto o ponto de partida do esquema.

De acordo com a denúncia, seis grupos participavam do esquema, sendo três deles no Brasil – sendo dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro -, onde funcionava o agenciamento e aliciamento das mulheres, que eram enviadas para os Estados Unidos, Caribe e França. Nestes países, agiam os outros três grupos.

Além de tráfico internacional e interno de pessoas com fins de prostituição, os acusados devem responder por rufianismo (tirar proveito de prostituição alheia), crime de quadrilha e favorecimento à prostituição.

No exterior, as mulheres eram recebidas por outros aliciadores, que as hospedavam em uma casa ou em um resort, como por exemplo no Caribe, onde eram agendados e realizados os programas.

As mulheres aliciadas eram escolhidas pelos clientes com a ajuda de um book eletrônico com fotos das garotas de programa. As fotos ficavam em uma conta e-mail e eram disponibilizadas aos clientes por meio de senha. Além disso, as fotos também eram levadas pessoalmente ao cliente por meio de um álbum entregue por motoboy. No caso de estrangeiros que chegavam ao Rio de Janeiro, podiam ser entregues pelas próprias aliciadoras nos aeroportos ou hotéis.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, afirmou no último dia 31 que a quadrilha pode ter aliciado cerca de 200 mulheres em um ano para trabalharem como prostitutas no Brasil, França, Estados Unidos e República Dominicana.

As mulheres eram aliciadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, segundo o superintendente da PF. “Eles conseguiam aliciá-las com promessas de bons ganhos financeiros. Mas não havia um padrão definido para o aliciamento e nem para o perfil delas. Algumas já eram garotas de programa, por exemplo. Mas era sempre com a finalidade de prostituição de alto luxo”, disse.

Em alguns casos, de acordo com Coimbra, os ganhos mensais poderiam chegar a até US$ 40 mil. “Deste valor, o aliciador ficava com uma parte e o explorador da prostituição com outra. Mas não dá para saber o percentual de cada um”, afirmou. Além das prisões, foram apreendidas mídias, como discos de DVD, e bloqueadas 10 contas bancárias movimentadas pela quadrilha no Brasil. “Os valores nestas contas ainda estão sendo levantados”, finalizou.

Durante o processo de investigação, a Polícia Federal contou com a colaboração da Agência de Imigração Americana (ICE), da Defense Security Service, Interpol, policiais da República Dominicana e dos Estados Unidos, que também realizaram prisões.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1278565-5605,00-MINISTERIO+PUBLICO+DENUNCIA+PESSOAS+POR+TRAFICO+DE+MULHERES.html

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Hillary espera que Pyongyang conceda “anistia” a 2 jornalistas dos EUA

Posted by Daniela Alves em julho 15, 2009

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, espera que Pyongyang conceda anistia às duas jornalistas americanas que cumprem condenação de 12 anos de trabalhos forçados por terem entrado ilegalmente na Coreia do Norte.

Em discurso pronunciado perante os funcionários civis e o pessoal diplomático do Departamento de Estado, a chefe da diplomacia americana lembrou que as duas jornalistas, Laura Ling e Euna Lee, mostraram seu “grande arrependimento” por suas ações e “todo mundo lamenta muito o que aconteceu”.

“O que esperamos é que seja concedida a estas duas jovens a anistia (…) e a permissão para retornar o mais rápido possível a suas casas e estar com suas famílias”, assinalou.

Além disso, Hillary anunciou que seu departamento impulsionará, pela primeira vez, uma revisão quadrienal das estratégias diplomáticas e de desenvolvimento a fim de melhorar o planejamento e os recursos da política externa dos EUA.

Ling e Lee reconheceram recentemente ter cometido “atos ilegais” para uma campanha de calúnias contra o país comunista, segundo o Governo norte-coreano.

De acordo com Pyongyang, no julgamento realizado entre os dias 4 e 8 de junho ficou provado que as duas jornalistas cruzaram a fronteira da China em direção à Coreia do Norte.

Foram detidas no dia 17 de março na fronteira norte-coreana com a China enquanto gravavam imagens para um documentário sobre o tráfico de mulheres refugiadas norte-coreanas.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1225655-5602,00-HILLARY+ESPERA+QUE+PYONGYANG+CONCEDA+ANISTIA+A+JORNALISTAS+DOS+EUA.html

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Presos 3 portugueses por tráfico de mulheres em PE

Posted by Daniela Alves em julho 15, 2009

Três portugueses foram presos pela Polícia Federal (PF) no Recife, Pernambuco, por suspeita de participação em uma rede de tráfico internacional de mulheres. De acordo com a corporação, os estrangeiros estariam envolvidos na seleção, no recrutamento e no envio de mulheres à Europa para fins de prostituição. O grupo saiu de Palmas, em Tocantins, uma semana após o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa onde eles se hospedavam na cidade, no dia 27 de junho.

A investigação teve início em 18 de junho após informações fornecidas por policiais civis do Estado à PF. Foi constatado que no período de duas semanas cerca de 20 mulheres viajaram a Portugal, sendo que algumas delas já teriam retornado ao Brasil por terem sua entrada impedida pelo serviço de imigração português. Presos na terça-feira, os estrangeiros estão à disposição da Justiça Federal no presídio do Cotel, em Abreu e Lima, região metropolitana do Recife.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,presos-3-portugueses-por-trafico-de-mulheres-em-pe,400252,0.htm

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Autora de estudo sobre trabalhadores do mercado global do sexo ataca ONGs e diz que prostitutas não querem ser salvas

Posted by Daniela Alves em fevereiro 2, 2009

ERNANE GUIMARÃES NETO
DA REDAÇÃO

Leis duras penalizando clientes da prostituição e operações para fechar bordéis clandestinos são alguns dos esforços para combater a escravidão sexual; mas a maior parte dos trabalhadores estrangeiros resgatados não é escrava e não quer ser salva, defende uma socióloga que há cerca de 15 anos trabalha com ONGs de prevenção da AIDS e de organização comunitária pelo mundo.

Para Laura Agustín, autora de “Sex at the Margins – Migration, Labour Markets and the Rescue Industry” [Sexo nas Margens – Migração, Mercados de Trabalho e a Indústria do Resgate, Zed Books, 224 págs., US$ 31,95, R$ 73], o Primeiro Mundo impõe a vitimização e a criminalização das prostitutas migrantes, pessoas que, em geral, se enquadram melhor no perfil de migrantes ilegais do que de escravos.

“É culpa do feminismo. Nem todas as feministas pensam assim, mas há o “feminismo fundamentalista”, para o qual a prostituição é sempre uma violência, portanto não pode ser tolerada.” Acrescenta que a prevalência da ideia de que o sexo deve ser exclusivamente associado ao amor é um empecilho ao tratamento legal adequado para o vasto mercado do sexo -do “nu artístico” ao sexo por telefone e internet.

Agustín conta que, embora não tenham originalmente a intenção de trabalhar na indústria do sexo, as prostitutas migrantes em geral fazem uma opção consciente -já que as alternativas de trabalho equivalem a não ganhar o suficiente para ajudar suas famílias.

FOLHA – A sra. diz que transita pelas “zonas cinzentas” entre as ideias de prostituição como violência e de sexo como opção de trabalho. Por que não defende simplesmente a formalização da prostituição?

LAURA AGUSTÍN – Porque trabalho com migrantes. Muitas não se veem como prostitutas ou “trabalhadoras do sexo”. Dizem: “Eu trabalho à noite”, “trabalho num bar”, elas têm vergonha. Mas escolheram esse trabalho, não foram forçadas.

FOLHA – Que casos de regulamentação dos trabalhadores do sexo podem ser considerados exemplares?

AGUSTÍN – Quanto à questão do preconceito contra imigrantes, é sempre um problema; se você já tem a documentação e o direito de circular no país, a situação é outra. Na Alemanha e na Holanda, há as regiões legalizadas, mas ainda são experimentais, portanto cheias de problemas. Em alguns casos, as pessoas simplesmente evitam a legalidade para não pagar impostos.

Na Espanha, onde há muitas mulheres e muitos travestis brasileiros, não há lei proibindo a prostituição; por outro lado não há regulamentação.

FOLHA – Brasileiras que viajam sozinhas à Europa frequentemente reclamam de preconceito…

AGUSTÍN – É verdade, o estereótipo existe, embora não haja hoje mais prostitutas brasileiras do que ucranianas, por exemplo. O fato é que as brasileiras chegaram antes, nos anos 1980. Nos últimos cinco ou dez anos, chegam pessoas de outros países do Leste Europeu, estonianas loiras e altas. Mas diga às brasileiras que seria pior se fossem dominicanas. Como a migração da República Dominicana estabeleceu-se desde o início dos anos 80, há uma séria associação da nacionalidade com a prostituição.

FOLHA – Em artigo da semana passada, a sra. critica a estatística, recém-publicada pelo governo dos EUA, segundo a qual apenas 10% dos casos de tráfico de trabalhadores relatados no país [1.229 incidentes de janeiro de 2007 a outubro de 2008, 83% no mercado de sexo] foram comprovados como “tráfico”. A maioria deveria ser considerada contrabando de pessoas, migração ilegal, em vez de tráfico?

AGUSTÍN – Não sei. Há o terrível tráfico, mas há o contrabando. O que impressiona é que, se tão poucos casos foram provados, algo está errado: o número maior é um arbítrio? Ou as pessoas envolvidas não quiseram denunciar esse “tráfico”?

FOLHA – Isso nos leva ao caso das prostitutas na Tailândia, que defenderam o direito de não serem “resgatadas”.

AGUSTÍN – Acontece que não há alternativa. Elas mesmas dizem que, das opções que existem, preferem a prostituição. Poderíamos criticar a política social da Tailândia ou de Mianmar, mas isso não adiantaria.

FOLHA – Parece o mesmo que dizer que, se o tráfico de drogas tem clientes dispostos a comprar, movimenta a economia e dá opções a crianças de favela, deve-se admitir que continue assim.

AGUSTÍN – Sim, é a mesma coisa.

O que se enfatiza em nossa sociedade é a proibição. Não há prova de que a proibição funcione, de que vai afastar as pessoas do sexo ou da droga. Meu interesse é descobrir alternativas. Tenho investigado essa indústria do resgate, que diz: “Vamos salvá-lo, queira ou não”.

Você tira mulheres de um lugar onde ganhavam dinheiro, prende num “abrigo” e lhes dá um sermão. É loucura.

FOLHA – A sra. acusa o Primeiro Mundo de exportar a falsa premissa de que o sexo tem de ser acompanhado sempre de amor, o que não é necessariamente verdade em outras culturas…

AGUSTÍN – Sim, é uma premissa falsa.

FOLHA – Mas isso não é uma contradição com o fato de o Primeiro Mundo protestante ser muito mais liberal do que países católicos, como os da América Latina, que fornecem a mão-de-obra para o sexo?

AGUSTÍN – Não acho que a religião seja o fator mais importante nesse caso. O que há é que alguns impõem valores aos outros. Em países como Noruega e Suécia, as pessoas acreditam que estão no topo do mundo; fizeram leis que criminalizam o cliente [da prostituição], justamente por causa da utopia de igualdade defendida pelas feministas fundamentalistas.

Eles se adiantam à opinião pública, pois nem todos pensam assim, e a lei não muda a cultura de um dia para o outro.

No entanto os legisladores fizeram isso. Essas pessoas pensam em termos de preto ou branco, sem zonas cinzentas.

Não há provas de que proibir explicitamente a prostituição nos EUA -as duas exceções são Nevada e Rhode Island- tenha ajudado em alguma coisa. Não diminuiu a demanda, mas as pessoas são presas por isso.

O que é necessário é uma mudança cultural. Por isso meu foco passou a ser não os migrantes que vendem sexo, mas as pessoas que os ajudam.

Elas fazem o que é “certo” de acordo com suas próprias identidades. Querem ajudar os desafortunados, mas acabaram impondo seus valores.

FOLHA – O novo presidente dos EUA, Barack Obama, é um símbolo dessa “mudança cultural”?

AGUSTÍN – Ele fez uma coisa significativa: acabou com a “mordaça global”, norma segundo a qual, se quisesse receber financiamento para combater a AIDS, uma ONG teria de se declarar contra a prostituição, entre outros requisitos. No caso do tráfico de pessoas, não espero muita diferença. Quanto aos direitos para trabalhadores do sexo, isso é legislação estadual, portanto nada vai mudar.

Fonte: Folha de S.Paulo

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*Espanha* Aído: “La trata de blancas es la esclavitud del siglo XXI”

Posted by Daniela Alves em janeiro 8, 2009

La ministra de Igualdad, Bibiana Aído, ha destacado en La Mirada Crítica, el avance que supone la Ley contra la trata de blancas, cuyo objetivo es erradicar “la esclavitud del siglo XXI”. Este es un problema de mucha envergadura del que no éramos conscientes, ha resaltado Aído que ha aclarado que ahora las mujeres obligadas a prostituirse ahora tienen 30 días con cobertura jurídica y social gratuita para replantearse su futuro.

Bibiana Aído ha explicado que la trata de blancas es un negocio muy lucrativo para las mafias. Ha recordado que “solo está por encima el tráfico de armas”. Su ministerio ha logrado sacar adelante, en colaboración con otros departamentos del Gobierno central, la primera Ley integral que pretende acabar con la esclavitud del siglo XXI y para ello, ha destacado, se han destinado 44 millones de euros para dar cobertura a 61 medidas.

Las mujeres obligadas a prostituirse “sienten miedo a denunciar”, ha insistido Aído. La Ley Integral, ha explicado, les da “30 días de reflexión, para pensar que quieren hacer, no se las va expulsar durante ese tiempo y tienen asistencia social y jurídica gratuita”. Además, la nueva norma aborda “la lucha contra las mafias: se decomisan los bienes y fondos, que se ponen a disposición de las víctimas”.

La ministra de Igualdad ha comentado también los avances que se han logrado con la Ley Integral de Violencia de Género, el “punto de partida” en la lucha contra la violencia machista. A pesar de las 70 muertas de 2008, Aído ha recordado que “ha bajado el número de víctimas mortales donde existía una denuncia” y que “hay 400 denuncias diarias”.

Reconoce que “queda un camino muy largo que requiere más implicación” de las administraciones y sociedad y ha recalcado que “el silencio nos hace cómplices”. “El entorno de la víctima debe ser consciente del peligro que corre las víctimas”. “Nos planteamos que hacer para llegar a ese 80% de mujeres que no interpone una denuncia; hay un sistema de protección para protegerlas pero deben acudir al mismo”.

Aído ha comentado que la formación de agentes, jueces, abogados y personal sanitario es otra de las asignaturas pendientes. También ha negado que haya constancia de denuncias falsas, queja habitual de la policía. “Hoy por hoy no tenemos datos reales de denuncias falsas”

La ministra ha recordado que en esta legislatura se esperan 33 nuevos juzgados especializados.

La responsable de Igualdad del Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero no ha dejado de referirse al criticado vestuario de la ministra de Defensa, Carme Chacón, en la Pascua Militar.

Asegura Aído que su compañera de Gobierno “cumplía con las reglas su vestuario” y que no deja de ser algo anecdótico y vinculado a que la protagonista era una mujer. “No se nos ocurriría comentar la indumentaria de un hombre”.

Fonte: http://www.telecinco.es/informativos/lamiradacritica/noticia/57047/

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